Após exposição, projeto sobre crianças refugiadas busca apoio para custear livro

0
74
Exposição Infância Refugiada estreou em Fortaleza e passou por outras cidades brasileiras. Agora, busca apoio para virar livro. Crédito: Divulgação

Campanha vai até 22 de fevereiro; parte da tiragem será doada para programas sociais no Ceará

Por Rodrigo Veronezi
Em São Paulo (SP)

Depois de ter rodado o Brasil com a exposição fotográfica Infância Refugiada, a ativista social e fotógrafa Karine Garcêz busca apoio para um novo passo: terminar de bancar a transformação do projeto em livro.

Para isso, lançou uma campanha de financiamento coletivo no portal Catarse que funciona como uma venda antecipada da publicação: 2.000 exemplares já foram impressos e devem ser distribuídos a partir de março para os apoiadores.

A campanha vai até 22 de fevereiro e os apoios partem de R$ 25. A partir de R$ 55 o apoiador já ganha direito a um exemplar da publicação – clique aqui para acessar a campanha.

A maior parte da verba esperada, de R$ 25 mil, será usada para pagar os 50% que falta para impressão dos exemplares do livro. O restante vai para a taxa da plataforma de financiamento coletivo e despesas com envio das recompensas.

A campanha ainda informa que 20% da tiragem será doada para o programa Agentes de Leitura, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, com o objetivo de promover a circulação do livro no interior do Estado.  Também serão doados exemplares para o Instituto Estadual de Surdos do Ceará, com a proposta de trabalhar a percepção da imagem em crianças e adolescentes Surdas.

“Esta publicação compreende a força da imagem enquanto fonte de estímulo e memória histórica neste assunto delicado e perturbante, bem como na relevância de propagá-lo. Inovador pela circunstância que o envolve e pelo desafio enfrentado pela fotógrafa no registro das imagens”, explica Karine.

Capa do livro Infância Refugiada, que busca apoio para ter sua impressão viabilizada. Crédito: Reprodução

A fotógrafa faz ainda um paralelo do projeto com a situação dos nordestinos que já migraram – e ainda migram – por causa da seca e outras condições precárias de vida.

“Cientes que lidamos com um assunto presente, transversal, multidisciplinar, cujo paralelo nos remete de pronto aos cearenses, nordestinos que fogem da seca e migram e se refugiam nos ‘campos favelas’ urbanos”.

Sobre a exposição

A exposição Infância Refugiada (Refugee Childhood, em inglês) é composta por fotos feitas por Karine entre 2014 e 2015, durante viagem de caráter humanitário integrando missão da ONG holandesa Al Wafaa Campaing – o nome da entidade, inclusive, significa “cumprindo a campanha”.

Além de fazer o registro das crianças e adolescentes que vivem nos campos de refugiados, a exposição também busca gerar reflexões sobre a responsabilidade que a comunidade internacional tem diante da dura realidade da guerra e ausência de direitos sociais básicos, condições às quais essas crianças são submetidas.

Nascida no Ceará e bacharel em Relações Internacionais, Karine cresceu em família católica e há 12 anos se converteu ao Islamismo. Além do Infância Refugiada, ela é idealizadora de outro projeto, o Muslimah, que fala sobre a religião muçulmana em escolas públicas, com o objetivo de promover diálogo e desconstruir estereótipos em geral associados ao Islã.

Depois de estrear em Fortaleza, no Ceará, em dezembro de 2016, o Infância Refugiada passou por outras cidades brasileiras, como João Pessoa e São Paulo. A última parada foi no Museu da Imigração, na capital paulista, onde ficou de outubro a dezembro de 2018.

Exposição Infância Refugiada no Museu da Imigração, em São Paulo, no final de 2018.
Crédito: Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira seu comentário
Informe seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.