Atlas da Unicamp retrata dois séculos de imigração em SP

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Histórica, mas também atual. Esse é o caráter da imigração no Brasil, por mais que a academia tenha deixado a questão de lado em boa parte do século XX, quando a migração interna se tornou mais volumosa que a externa. Corrigir essa distorção é fundamental e felizmente já é possível ver na academia trabalhos e iniciativas nessa direção.

O Estado de São Paulo, que concentra nada menos que metade da população de imigrantes no país (360 mil, segundo dados da Polícia Federal), conta agora com uma publicação que faz um retrato desse movimento migratório desde o século XVIII. Trata-se do “Atlas Temático do Observatório das Migrações em São Paulo”, que está sendo lançado neste mês pelo Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp, em parceria com a Fapesp.

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Além do Atlas, que em mapas e gráficos cobre a entrada de estrangeiros – incluindo escravos – no território que hoje corresponde ao Estado de São Paulo de 1794 a 2010, também estão sendo lançados os oito volumes finais, de um total de 12, da coleção “Por Dentro do Estado de São Paulo”, também produzida pelo Nepo e pelo Observatório das Migrações.

Um dos méritos do atlas é fazer essa ponte entre passado e presente e mostrar que sim, as migrações continuam sendo um fenômeno mais do que atual, um agente formador e transformador da sociedade atual. E, claro, também precisam ser levado em conta nas políticas públicas e externas do país.

A matéria completa sobre o lançamento pode ser lida no site da Unicamp.

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