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domingo, dezembro 4, 2022

Bolívia confirma que comunidade no exterior poderá votar na eleição de outubro

Organismo Eleitoral boliviano divulgou informe após polêmica de suspensão de eleições no exterior em decorrência da pandemia

Após mobilizações das comunidades no exterior, o atual governo boliviano confirmou a participação dessa população na próxima eleição presidencial, marcada para 18 de outubro.

A informação é do próprio organismo eleitoral boliviano e foi divulgada na última quarta-feira (9), conforme mostrou também o portal Bolívia Cultural.

“Em cumprimento do direito constitucional e democrático, os bolivianos residentes no exterior poderão dar seu voto nas Eleições Gerais de 18 de outubro. Esta modalidade está contemplada em 30 países nos quais Bolívia tem representação diplomática”, diz o informe.

A polêmica teve início no final de agosto, quando vazou um documento da chancelaria boliviana no Brasil. Ele apontava que o governo não via condições de organizar o pleito no exterior por conta do novo coronavírus (Covid-19).

No entanto, Entre pessoas da comunidade boliviana no exterior, como no Brasil, esse ato foi visto como uma manobra política e um ataque à democracia. Isso porque o eleitorado boliviano no exterior corresponde a 4,7% do total, e no qual predomina o apoio ao MAS (Movimento ao Socialismo), partido do ex-presidente Evo Morales. Ele deixou o poder em 2019, após 14 anos de mandato.

Marcada para 18 de outubro, a eleição ocorrerá quase um ano depois do pleito original, anulado por suspeita de fraude, e no qual Morales tinha sido eleito para um quarto mandato. Desde então, o país vive uma instabilidade política com a renúncia de Evo Morales e com a autoproclamação da senadora Jeanine Añez, acusada de golpe.

Desde 2009 a comunidade boliviana que vive no exterior tem direito a voto nas eleições gerais.

No que diz respeito aos votos, segundo a apuração oficial da eleição de outubro de 2019, 70% dos bolivianos que vivem no Brasil votaram pela reeleição do ex-presidente Evo Morales.

Protestos

No último dia 2, cerca de 60 bolivianos e apoiadores se concentraram em frente ao Consulado da Bolívia em São Paulo, mas não foram atendidos pelo cônsul José Luis Bravo Balcázar.

A comunidade participante reivindicava o diálogo sobre o direito à realização das eleições com a autoridade consular que está no cargo temporariamente e foi enviada pelo governo de Añez — que trocou diplomatas no Brasil e em outros países desde que se autodeclarou presidente.

Ocorreram ainda manifestações semelhantes da comunidade boliviana em outros países, o que pressionou o atual governo a se manifestar publicamente.


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