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quinta-feira, junho 13, 2024

Casa de Angola em São Paulo cria vaquinha online para levantar fundos e manter atividades

Mais do que um espaço físico, a Casa de Angola é um centro de diálogo intercultural e um ponto de encontro para os interessados em conhecer e valorizar as diversas expressões culturais do continente africano

O Centro Cultural Casa de Angola, em São Paulo, lançou uma campanha de arrecadação de fundos por meio de uma vaquinha online. O objetivo é garantir a continuidade de suas atividades, ameaçada pela falta de recursos, e seguir na promoção da rica e diversa cultura africana no Brasil.

Espaço cultural dedicado ao fortalecimento dos laços entre o Brasil e o continente africano, a Casa de Angola está localizada no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista. No mesmo imóvel, no passado, funcionou uma escola de ensino de idiomas.

Os interessados em contribuir com a campanha podem fazê-lo por meio da plataforma Vakinha, disponível neste link.

Mais do que um espaço físico, a Casa de Angola é um centro de diálogo intercultural e um ponto de encontro para imigrantes africanos e brasileiros interessados em conhecer e valorizar as diversas expressões culturais do continente do outro lado do oceano Atlântico.

Na Casa de Angola, os visitantes encontrarão exposições de arte, eventos culturais, workshops, cursos de idiomas e muito mais, em um ambiente acolhedor e inclusivo. Além disso, a instituição oferece apoio e assistência para imigrantes angolanos que buscam estabilidade no Brasil, seja através de orientação jurídica, auxílio na busca por emprego ou integração à sociedade brasileira.

“Há dois anos, criamos este espaço para promover e fortalecer os laços culturais entre o Brasil e o continente africano”, afirma o diretor da Casa de Angola, o artista e professor angolano Isidro Sanene, em vídeo divulgado pelas redes sociais. Ele tem mantido sozinho a instituição financeira, o que se tornou um desafio ainda maior diante de demandas como a preservação dos acervos, a compra de equipamentos, o pagamento dos colaboradores e outras despesas básicas.

Apoios

Criada em março, a campanha a tinha alcançado 66 apoiadores, com uma arrecadação total de R$ 3.948,11, até a publicação deste texto.

A empreendedora guineense Benazira Djoco, é embaixadora da Casa de Angola e gravou uma mensagem na qual procura mobilizar as pessoas em prol da Casa de Angola

“Quero te convidar neste vídeo para uma reflexão e também convidá-lo para conhecer um pouco do nosso trabalho.Nós, imigrantes africanos, ao chegar no território brasileiro, encontramos ou melhor, deparamos com vários desafios.Mas como diz o ditado popular brasileiro, sou brasileira e não desisto. A gente tem um lar, Casa da Cultura de Angola, onde podemos chamar da nossa casa, de todas as nacionalidades. Te convido para conhecer um pouco da cultura de 54 países do continente africano. Vem unir força conosco. Venha conhecer a Casa Angola. Venha conhecer sobre nossa cultura, gastronomia, sobre nossa literatura”.

A organização Vem Bumbar, também formada por imigrantes angolanos, também repercutiu a campanha e pediu apoio ao espaço.

“A nossa amada casa enfrenta desafios financeiros e precisa de todos nós para continuar sendo um espaço de cultura e união. Isidro, o coração da Casa, e todos que amam este lugar estão contando com seu apoio. Cada contribuição faz a diferença!”, escreveu a entidade em postagem nas redes sociais.

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