Centro para imigrantes começa a funcionar em São Paulo; abrigo provisório é fechado

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Começou a funcionar na última sexta-feira (29), em São Paulo, o Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (CRAI). O local é um prédio de três andares na Rua Japurá, 232, próximo à Câmara Municipal, e substitui o abrigo provisório aberto da rua do Glicério – aberto às pressas em maio passado, no auge da vinda de imigrantes do Acre para a capital paulista.

Com 110 vagas noturnas, o objetivo do local é oferecer a estrutura de uma “casa de passagem” e auxiliar os imigrantes na adaptação à vida em São Paulo e dar condições para a autonomia. Para tal, estão previstos serviços como suporte jurídico, apoio para documentação e aulas de português. A previsão é que todos eles estejam disponíveis na unidade até o fim de setembro.

Prédio na rua Japurá que vai abrigar o futuro CRAI. Crédito: Fernando Pereira/SECOM
Prédio na rua Japurá que agora abriga o CRAI.
Crédito: Fernando Pereira/SECOM

“É fundamental que, ao chegar aqui, o imigrante tenha um local onde ele possa ser informado dos seus direitos e receba o apoio necessário para se inserir na sociedade e adquirir sua autonomia”, disse o secretário Rogério Sottili (Direitos Humanos e Cidadania).

O funcionamento do CRAI e demais iniciativas relacionadas ao novo centro serão acompanhadas pelo MigraMundo em futuras matérias. Uma reunião promovida pela Coordenação de Políticas para Imigrantes, no último dia 23 de julho, deu explicações sobre como deve funcionar o espaço. Saiba aqui como foi o encontro.

Abrigo provisório desativado

Com a abertura do CRAI, foi desativado o abrigo provisório da rua do Glicério. Uma equipe da prefeitura realizou uma triagem e encaminhou os 110 imigrantes mais vulneráveis para CRAI. Os demais, pelo menos 100 pessoas, foram encaminhados para outros abrigos públicos da cidade, em especial para o centro de acolhida Arsenal da Esperança.

Há migrantes que, no entanto, resistem a ir aos abrigos disponibilizados pela Prefeitura, preferindo dormir até na rua a irem para outro local. A questão já havia sido mencionada na reunião de julho, quando foi exposto o funcionamento do CRAI. Uma das sugestões dadas durante o encontro é que se tentasse levar todos os migrantes para um mesmo lugar.

Com capacidade para 150 pessoas, o abrigo provisório chegou a contar com até 300 pessoas em julho, momento de maior lotação do local.  O local funcionava em um sistema de autogestão, no qual os próprios imigrantes ajudavam a equipe reduzida da Prefeitura na manutenção do abrigo.

“Já tinha algumas pessoas trabalhando, que poderiam deixar o abrigo. Fizemos essa triagem priorizando os mais vulneráveis. O espaço era autogestionado e a equipe da prefeitura lá era pequena, por isso não era possível fazer esse acompanhamento de forma mais refinada”, afirma o coordenador de Políticas para Migrantes da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura, Paulo Illes, em entrevista à Rede Brasil Atual.

Nos quatro meses em que funcionou, estima-se que pelo menos 2.300 pessoas passaram pelo abrigo provisório, na maioria haitianos, ganeses, senegalenses e congoleses.

Com informações da Prefeitura de São Paulo e da Rede Brasil Atual

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