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domingo, novembro 27, 2022

Conheça a campanha “I Am a Migrant, too”, da África do Sul

Em dezembro a África receberá pela primeira vez uma edição do Fórum Social Mundial das Migrações (WSFM, na sigla em inglês). O continente é palco de grandes questões relacionadas às migrações – de refugiados por conta de guerras e conflitos internos a deslocamentos por motivos econômicos e ambientais. E também de iniciativas bem interessantes e criativas de conscientização e inclusão social dessa parcela da população.

Uma dessas iniciativas está na África do Sul, país que sediará o WSFM deste ano. Articulada pela divisão local da Organização Internacional das Migrações (OIM, IOM na sigla em inglês), foi lançada a campanha “I am a migrant, too” (propagada pela hasthag #IAMAMIGRANTTOO

Campanha "I Am a Migrant, too", que procurou conscientizar a África do Sul sobre a migração. Crédito: Divulgação
Campanha “I Am a Migrant, too”, que procurou conscientizar a África do Sul sobre a migração.
Crédito: Divulgação

Seu objetivo era mostrar que os migrantes são parte integrante da sociedade – e que, na verdade, todos são migrantes. “Todos nós viemos para onde estamos porque mudamos ou migramos de algum lugar. Não importa se você mudou de outra província para Gauteng ou o Western Cape (regiões sul-africanas) para procurar trabalho, ou de outro país para a África do Sul em fuga de conflitos ou em busca de uma vida melhor, ou fugiu para o exílio durante o Apartheid para lutar pela liberdade, ou foi transferido para estudar; você é #IAMAMIGRANTTOO“, mostra um dos textos explicativos da campanha.

A iniciativa usa histórias dos migrantes para humanizar o tema e inspirar outros indivíduos e comunidades a fazer o mesmo e mostrar o quanto já contribuíram – e ainda podem contribuir – com o país. Ela incluiu ainda uma competição literária, na qual os migrantes descreviam – com poesia ou contos – um pouco da própria trajetória e de suas contribuições. Ao mesmo tempo, com esse formato, a campanha visa desfazer o equívoco de que os migrantes roubam empregos da população local ou mesmo puxam para baixo a média salarial de um país.

As inscrições para a competição foram encerradas em maio de 2014, data da última atualização que o portal recebeu. No entanto, a mensagem que ela carrega transcende qualquer tipo de prazo e serve para inspirar não apenas os migrantes e a sociedade de hoje, mas também nos próximos anos.

“Os valores do amor e da bondade são parte da cultura africana. Está em nossa natureza acolher os nossos visitantes, e dependíamos desses valores no passado, quando precisávamos de nossos vizinhos. A dignidade de todos os seres humanos devem ser respeitada, independentemente de onde eles vêm “, diz Erick Ventura, chefe da OIM na África do Sul, em entrevista ao portal da campanha.

A campanha incluiu ainda uma canção chamada “I am a migrant too”, interpretada por diversos artistas sul-africanos e em vários idiomas falados no país (do inglês e africânder a dialetos tribais). O clipe da música está disponível no YouTube e também pode ser visto no player abaixo.

A língua pode mudar, mas a mensagem é a mesma: mostrar que todos são migrantes e promover a união e coesão social entre os africanos – servindo também como modelo para o restante do mundo.

Links de interesse

Portal I Am a Migrant, too – http://iamamigrant.co.za/

 

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1 COMENTÁRIO

  1. […] “Todos nós viemos para onde estamos porque mudamos ou migramos de algum lugar. Não importa se você mudou de outra província para Gauteng ou do Western Cape (regiões sul-africanas) para procurar trabalho, ou de outro país para a África do Sul em fuga de conflitos ou em busca de uma vida melhor, ou fugiu para o exílio durante o Apartheid para lutar pela liberdade, ou foi transferido para estudar; você é#IAMAMIGRANTTOO“. […]

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