Dificuldade é quando não tem trabalho, resume paraguaio que vive em São Paulo

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Colaboração de Eva Bella

Migrar implica em uma série de renúncias e mudanças de curso na vida: ficar longe de familiares e da terra natal, se adaptar a um novo sistema cultural e social, lidar com possíveis preconceitos em relação à presença em um outro país ou região. No entanto, para o paraguaio Jorge Luis Olimpero, nada é pior do que ficar sem trabalho.

“Dificuldade para mim é quando não tem trabalho”, resume o jovem de 24 anos, natural da cidade de Caaguazú, que chegou ao Brasil em 2009 a convite de uma amiga. Chegou a passar um ano na Argentina entre 2013 e 2014, na casa de um irmão, mas retornou. Atualmente trabalha com confecções.

Jorge Luis Olimpero, do Paraguai. Crédito: Eva Bella
Para Jorge Luis Olimpero, do Paraguai, nada é pior do que não ter trabalho.
Crédito: Eva Bella

A exemplo de outros migrantes, Olimpero quase não entendia o português quando chegou. Mas ele conta que não precisou procurar cursos de português porque contou com a ajuda de uma ex-namorada paraguaia que já vivia há mais tempo no Brasil. “Com ela eu aprendi muito”, completa.

A segunda casa

Olimpero é um dos integrantes do grupo cultural Acuarela Paraguaya, que conheceu por meio de amigos no Facebook que já participavam das atividades. Para ele, o grupo é uma espécie de segunda família. “Se no final de semana não tem Acuarela, é muito chato”, diz.

Jorge se apresenta com o grupo Acuarela Paraguaya, que considera sua segunda casa. Crédito: Eva Bella
Jorge se apresenta com o grupo Acuarela Paraguaya, que considera sua segunda casa.
Crédito: Eva Bella

Apesar de mostrar orgulho em ser paraguaio, Olimpero não pensa em retornar ao país natal para viver. “Já pensei muito nisso. Tenho muito orgulho de ser paraguaio, mas acho que não voltaria a viver no Paraguai”.

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