Em “esquenta” para o FSMM, dança e música boliviana tomam conta da av. Paulista

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Grupos bolivianos mostraram a cultura do país na avenida Paulista. Crédito: Eva Bella/MigraMundo

A avenida Paulista, que vira área de lazer aos domingos, ganhou cores e ritmos novos neste último final de semana. O Grupo Folklorico Kantuta Bolívia levou um pouco da música e da dança boliviana para a via mais famosa de São Paulo.

A atividade faz parte do “esquenta” para o Fórum Social Mundial de Migrações (FSMM), que começa nesta quinta (7) na capital paulista, mais exatamente na Faculdade Zumbi dos Palmares – próxima à estação Armênia do metrô. A organização do Fórum espera que cerca de 3.000 pessoas de todo o mundo estarão presentes no evento.

“O nosso objetivo hoje aqui na Avenida Paulista é mostrar para a cidade de São Paulo que os imigrantes estão na cidade, que eles contribuem para a cidade de São Paulo”, ressaltou o coordenador técnico do Fórum, Paulo Illes, em entrevista à Agência Brasil.

Para a estudante de gastronomia Debora Romero, 18, nascida no Brasil e filha de bolivianos, integrar o desfile foi uma oportunidade ímpar de mostrar a cultura boliviana para os brasileiros. “Os brasileiros nos incentivavam, foi lindo e único. Temos de lutar pelo que queremos, valorizar nossa cultura”.

Na ala masculina estava o namorado, o estudante de mecatrônica Juan Pablo Candia, 22, boliviano de La Paz, que também ressaltou a oportunidade de mostrar uma Bolívia diferente do que é pregado pelos estereótipos. “Ficamos muito feliz de mostrar quem somos, porque infelizmente muitas pessoas tem um ideia errada de nós. Espero que barreiras possam ser quebradas com isso.”

Grupos folclóricos bolivianos agitaram a avenida Paulista. Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Grupos folclóricos bolivianos agitaram a avenida Paulista.
Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Segundo dados da SPTuris divulgados recentemente, a Bolívia seria a segunda nacionalidade migrante mais numerosa em São Paulo (cerca de 60 mil pessoas), atrás apenas de Portugal – os números incluem apenas imigrantes documentados. No entanto, a própria comunidade estima que a população boliviana na capital paulista deve ser maior.

Esquentando os motores

Além da apresentação na avenida Paulista, outras atividades têm sido promovidas nas últimas semanas tanto pelo comitê organizador do Fórum como por outros grupos com atuação na temática migratória.

Uma delas foi a mostra TAÍ (Território Artístico Imigrante), que promoveu apresentações de música e dança, além de cinedebates em torno das migrações, a partir de filmes brasileiros e de outros países. A ação, que foi de 4 de junho a 2 de julho em São Paulo, foi organizada pelos coletivos Visto Permanente e Coletivo Digital (veja mais aqui).

Com informações da Agência Brasil e Bolívia Cultural

 

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