Em sua 3ª edição, Festival Pangeia aborda cultura Afrodiaspórica nas Américas

Promovido pelo coletivo MisturArte, evento anual conta com mais de 18 apresentações de artistas de países diferentes

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Logotipo Oficial da edição 2020 do Festival Pangeia. (Foto: Divulgação)

Evento voltado à cultura popular brasileira e às influências que partem das conexões com outros povos, o Festival Cultural Pangeia chega à sua terceira edição neste ano. Promovido pelo coletivo MisturArte, ele reúne artistas brasileiros, imigrantes e refugiados, com diversas apresentações e mesas de debate, lives, curtas-metragens, oficinas e exposições com linguagens artísticas variadas e estudos relacionados ao tema.

Neste ano o tema gira em torno da cultura Afrodiaspórica nas Américas. As atividades do evento, aprovadas pela 4ª edição do Fomento à Periferia, são voltadas à promoção de espaço de reflexão acerca de assuntos relacionados às conexões entre os continentes América e África.

Ao todo, são dez workshops e 18 apresentações de artistas de países diferentes, como Haiti, Cuba, Bolívia, Brasil, Venezuela, Colômbia, Costa Rica, Paraguai, Chile, Equador, Argentina e Peru. 

Com a pandemia do novo coronavírus, o evento foi readaptado, com a realização de atividades online. Os cursos abordam linguagens de dança, música, teatro, cinema e produção cultural. Clique aqui para mais detalhes sobre a edição deste ano.

Oficinas do Festival Pangeia 2020 (Arte: Diego Ferreira)

“Este ano tem sido uma nova experiência fazer o Festival Pangeia de forma online. O retorno tem sido bem positivo e motivador. A cada dia, sinto que o festival só tem a crescer e semear novas conexões mundo a fora”, diz Pauliana Reis, organizadora do Coletivo MisturArte.

Festival de curtas

Outra ação importante que passou pelo processo de remodelagem é o FIC Pangeia: a 1ª edição do Festival Internacional de Curtas. Ele é dedicado para a exibição e promoção de curtas-metragens, com assuntos dos mais diversos. O festival busca reunir obras de até cinco minutos de duração com a temática relacionada à produção audiovisual de realizadores residentes nas Américas ou na África.

As inscrições para o FIC Pangeia já estão abertas. O evento aceita filmes que abordem o cotidiano, filmes históricos, de práticas antirracistas, biográficos e muitas outras possibilidades, prezando a criatividade. Podem ser inscritas obras criadas especialmente para o festival ou as que já foram concluídas antes do presente chamamento, desde que sejam inéditas e não tenham sido exibidas ao público.

Inscrições abertas para o FIC Pangeia (Arte: Festival Pangeia)

Lembrando que haverá premiação para os filmes escolhidos. O Festival Internacional de Curtas conta com o apoio cultural das produtoras Play It Again, Nome Filmes e Zalika Produções.

Outras atividades

O coletivo MisturArte também mantém outras atividades online, como:

  • Lives espontâneas: toda semana, a equipe realiza conversas em formato de live por plataformas como Instagram ou Facebook com convidados para discutir temas pertinentes relacionados ao tema do festival. São abordados assuntos como arte, educação, periferia e realidades de outros coletivos próximos ou não do MisturArte;
  • Mesas de debate: mensalmente são realizadas rodas de conversa em formato de live com especialistas de assuntos primordiais para o Festival Pangeia. Já foram feitos debates sobre ‘Pessoas Pretas no Mercado Cultural’ e ‘A Influência da Cultura Afrodiaspórica nas Américas do Século XXI’. 
  • Estudos continuados: semanalmente, todos os integrantes do coletivo MisturArte se reúnem (de forma online) para estudos aprofundados das Américas e da África. Como a reunião é coletiva, todos têm espaço para trazer conteúdos a serem discutidos: desde livros, filmes/documentários, matérias jornalísticas até assuntos factuais.

“Um momento bem importante que gostaria de ressaltar são as nossas reuniões semanais de estudos e pesquisas, que tem fortalecido cada vez mais as ideias e conhecimentos do coletivo. Além disso, as mesas de debates e lives com artistas convidados têm reforçado ainda mais nossas pesquisas e entendimento sobre diferentes assuntos. Espero que o Festival Pangeia alcance pessoas além do oceano e que elas se sintam pertencentes desse momento de troca, conhecimento, felicidade, representatividade, cultura, estudos e informação que o Pangeia nos traz”, ressalta Pauliana.

Edições anteriores

Em 2016 foi realizada a 1ª edição, reunindo representantes da América do Sul. O evento aconteceu no Centro Cultural do Grajaú com o patrocínio do Programa VAI I, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. O festival contou com a participação de várias entidades. Dentre elas, o Centro Cultural Grajaú, o coletivo Quebramundo de audiovisual, a ONG Presença da América Latina (PAL), o Sarau das Américas e o coletivo The Paint Crew.

Apresentação Tinkus San Simon na 1ª edição do Pangeia. (Foto: Thamara Laje)

No total, foram seis workshops de linguagens diferentes; mesa de bate-papo com o tema ‘Políticas Públicas Culturais na América do Sul’; exposição ‘Origens’ com 14 artistas de diversas linguagens; quatro atrações musicais; 12 apresentações artísticas; um sarau e exibição de curtas ao ar livre. Além destas, destaca-se a exibição da curta-metragem ‘Por que o Brasil é o país que mata transexuais’, da diretora Bianca Vasconcelos, do Canal Brasil. 

Em 2017, mais uma vez em parceria com o Programa VAI I, a 2ª edição abordou a temática que envolve as Américas, no CEU Vila Rubi. Mantendo as parcerias do ano anterior, o eventou contou com workshops no CEU Quinta do Sol. O festival discutiu a noção de latinidade sob a perspectiva dos brasileiros. Houve, também, uma edição do Sarau das Américas, Live Paint, apresentações de DJs, exposição ‘Origens’, exibição do curta ‘Cracolândia, o caminho das pedras’, da diretora Bianca Vasconcelos, barracas de artesanatos e alimentação.

Apresentação do grupo Alma Guarani na 2ª edição do Pangeia.
(Foto: Bia Onofre)

O Festival Pangeia ainda está em curso e internamente no coletivo MisturArte. A ideia principal é sempre expandir, seja de forma concreta com pesquisas, parcerias com novos coletivos, ações e plataformas.


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