Estudo desmente impacto fiscal negativo da imigração

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Um argumento bem comum entre os críticos da imigração é de que os que chegam do exterior acarretam maiores custos e sobrecarregam os serviços públicos – queixa que pode ser encontrada até mesmo no Brasil. Mas, ao contrário do que parece e das reclamações de pseudo-nacionalistas, o efeito é justamente o oposto.

É o que conclui um estudo da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na quinta-feira e que analisa o impacto fiscal da imigração nos países membros da entidade (são 34 no total, em especial Estados do mundo desenvolvido). Nele, foi observado que entre 2001 e 2011 a imigração foi responsável por 40% do crescimento populacional de seus países membros. E que esse fluxo foi, na maioria dos casos, quase irrelevante para a razão entre os gastos públicos totais e o PIB – “geralmente não maior que 0,5% do PIB em termos positivos ou negativos” – , na medida em que os custos maiores para os governos, como os gastos militares, não são afetados pela imigração.

“Os imigrantes contribuem mais com impostos e contribuições sociais do que recebem em benefícios individuais”, disse Jean-Christophe Dumont, o funcionário da OCDE que comandou o estudo. “Por isso seu impacto fiscal líquido é principalmente positivo”, embora seja pequeno.

Estudos como o da OCDE mostram como mesmo fora do Brasil a opinião pública ainda está despreparada e tem pouca informação sobre o papel da migração no cenário internacional e até mesmo na questão histórica. Dessa forma, fica fácil acreditar em teorias aparentemente simples mas com pouco fundamento, como a de que os imigrantes sobrecarregam os serviços básicos e roubam empregos dos cidadãos locais – argumentos comuns em especial nos tempos de crise que o mundo enfrenta, com destaque para a Europa (local onde estão a maioria dos países da OCDE.)

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