Exposição Aduana, em SP, questiona fronteiras e limites à circulação de pessoas

"Vidas humanas que cruzam fronteiras acabam sendo encaradas como números, com valor comercial", diz idealizador da mostra

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Exposição Aduana, que fica em cartaz até 14.dez. em São Paulo, a na Oficina Cultural Alberto Volpi. Crédito: Vini Meio

Por Rodrigo Borges Delfim
Em São Paulo

Em um mundo considerado globalizado, por que mercadorias circulam livremente pelo mundo, enquanto pessoas encontram restrições? Existe diferença no tratamento dado a um determinado produto na alfândega e o que recebem migrantes nas fronteiras?

Essas são algumas das questões que a exposição Aduana, em cartaz em São Paulo, quer provocar e debater junto ao publico.

Aberta desde o dia 5 de novembro na Oficina Cultural Alfredo Volpi (Itaquera, zona leste), a mostra tem entrada gratuita. Ela foi desenvolvida pelo artista plástico e arte-educador Rafael Calixto e pelo designer e ilustrador Vini Meio.

A exposição tem como ponto de partida as razões e motivações, dores e perdas daqueles que são obrigados a se movimentar entre as fronteiras – descritas como linhas imaginárias traçadas, pelo poder, no solo do planeta Terra, além de encontrarem guerras e conflitos políticos e econômicos.

Exposição Aduana fica em cartaz até 14 de dezembro na Oficina Alberto Volpi, em São Paulo. Crédito: Vini Meio

Partindo dessa premissa, a exposição Aduana mostra os espaços como alfândegas, constantemente desumanizados durante a fiscalização da legalidade das mercadorias e as mudanças das relações entre o ser humano e territórios.

“Nesse sentido, as vidas humanas que cruzam fronteiras acabam sendo encaradas como números, com valor comercial”, resume Rafael Calixto ao MigraMundo.

A mostra foi concebida ao longo de três meses, combinado os diferentes estilos e formas de pesquisa da dupla. Em comum, o desejo de debater com a sociedade essa realidade e suas contradições.

“Olhamos para essas obras como disparadores de um diálogo. Queremos falar e ouvir sobre. Existe em nós uma vontade muito grande de poder trocar com mais e mais pessoas essas leituras que fizemos. Nossa vontade é levar a exposição para outros lugares, que possam trazer novos elementos para a conversa”, completa Calixto.

A exposição Aduana fica em cartaz na Oficina Cultural Alfredo Volpi até 14 de dezembro. O espaço faz parte das Oficinas Culturais, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. A gerência fica por conta da Poiesis, organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais.

Exposição – Aduana
Data:
de 5 de novembro a 14 de dezembro
Local: Oficina Cultural Alfredo Volpi – Rua Américo Salvador Novelli, 416, Itaquera, São Paulo (SP)
Horários: terça a sexta, das 10h às 21h30; Sábados, das 10h às 18h
Classificação indicativa: livre
Entrada: gratuita
Telefone: (11) 2205-5180 | 2056-5028
www.oficinasculturais.org.br

Desumanização é uma das críticas feitas pela exposição Aduana, em São Paulo. Crédito: Vini Meio

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