Festival Pangeia 2017 quer levar América Latina à periferia de São Paulo

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Crédito: Divulgação

Segunda edição do evento expande atividades e reduzir distâncias que ainda separam Brasil e o restante da América Latina

Por Rodrigo Borges Delfim
Em São Paulo (SP)

Bairros das zonas sul e leste de São Paulo vão receber as atividades culturais da segunda edição do Festival Pangeia, que começa no próximo dia 17 e vai até 31 de outubro.

Coletivos, bandas e grupos culturais de migrantes que vivem na capital paulista e brasileiros vão permitir uma viagem de ritmos, sons, conhecimento e sabores pela América Latina sem sair da capital paulista. Para este ano as atrações culturais estarão concentradas no CEU Vila Rubi, na zona sul – próximo à estação Primavera Interlagos da CPTM. Outros dois locais vão receber atividades de formação: o Centro Cultural Grajaú, também na zona sul, e o CEU Quinta do Sol, na zona leste.

A programação completa pode ser vista na imagem abaixo e todas as atividades são gratuitas – apenas para os workshops é necessário enviar e-mail de confirmação para festivalpangeia@gmail.com. O trio feminino de rap Santa Mala e a Fraternidade Folclórica e Cultural Tinkus San Simón (Bolívia), o Grupo Cambamberos (Colômbia) e a dupla Jara Arrais e Ademar Farinha (Cuba) estão entre as atrações confirmadas.

A principal mudança em relação ao ano passado é a ampliação do escopo das atrações – da América do Sul à América Latina como um todo.

“Quando sentamos para organizar material e avaliar o projeto, percebemos que agora poderíamos ampliar as propostas do festival para além da América do Sul. Desde o primeiro gostaríamos de fazer direcionado às Américas, mas como estávamos iniciando nesse processo e era nosso primeiro ano, pensamos em direcionar o foco para conseguir fazer um evento bacana”, informou a organização do Pangeia ao MigraMundo.

Ainda segundo a organização, cerca de 2.000 pessoas acompanharam as atividades da primeira edição do Pangeia. E esse número tem potencial para crescer nesta e em próximas edições do festival

“Com essas atividades pretendemos experimentar as ações acontecendo em lugares diversos, ampliando o alcance, principalmente para as periferias da cidade. A proposta a longo prazo é desenvolver atividades nas periferias de regiões diferentes da cidade”.

Sobre o festival

O nome Pangeia é uma referência à primeira formação do Planeta Terra, onde não havia divisão dos continentes como conhecemos hoje. É também uma forma de pregar a superação de fronteiras, de barreiras que desagregam.

O projeto foi idealizado em 2015 a partir de encontros e pesquisas das integrantes do coletivo MisturArte e conseguiu apoio das edições 2016 e 2017 do Programa VAI, da Prefeitura de São Paulo, e da ONG Presença de América Latina.

“Pretendemos deixar a mensagem primordial que direciona a ideia do projeto, que é o respeito, devemos nos unir assim como sugere o nome Pangeia, ser um só e deixar as diferenças de lado”, aponta Pauliana Reis, diretora do festival, em entrevista ao MigraMundo antes da primeira edição, em 2016.

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