Futuro banco de intérpretes da UnB para solicitantes de refúgio pode inspirar outros projetos

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Funcionário do ACNUR orienta sobre os procedimentos para a solicitação de refúgio e registra casal venezuelano em abrigo em Boa Vista. Crédito: Reynesson Damasceno/ACNUR - jan.2018

Para Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH, parceria entre a Secretaria Nacional de Justiça e a UnB que vai criar banco de intérpretes para solicitantes de refúgio pode colaborar para que outras universidades façam o mesmo

Por Rodrigo Borges Delfim
Em São Paulo (SP)

A partir de 2018, solicitantes de refúgio em Brasília e no Distrito Federal poderão contar com intérpretes para ajudá-los nas entrevistas junto ao Conare (Comitê Nacional para Refugiados). O órgão é o responsável por analisar os pedidos de refúgio feitos no território brasileiro.

O acordo para criação do futuro banco de intérpretes foi assinado no final de 2017 entre a Secretaria Nacional de Justiça e a UnB (Universidade de Brasília), que prevê a capacitação de voluntários interessados em ajudar nas entrevistas de solicitantes de refúgio (saiba mais abaixo).

As conversas em torno de um projeto que servisse de suporte para refugiados surgiu ainda em 2015, durante conversas de pesquisadores da UnB com o IMDH (Instituto Migrações e Direitos Humanos), que atende e orienta migrantes e refugiados no Distrito Federal.

Funcionário do ACNUR orienta sobre os procedimentos para a solicitação de refúgio e registra casal venezuelano em abrigo em Boa Vista (RR).
Crédito: Reynesson Damasceno/ACNUR

“É uma ideia, um sonho que se tornou realidade. Concretizou-se num serviço, talvez pioneiro, que, além de beneficiar solicitantes de refúgio e refugiados, poderá inspirar outras universidades ou Escolas de idioma a ampliar algo que é tão importante no âmbito das ações e políticas de atenção a imigrantes e refugiados”, recorda a Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH. Ela também é membro observador do Conare.

Segundo a UnB, por enquanto apenas voluntários de Brasília e arredores podem integrar esse cadastro. No entanto, Irmã Rosita espera que o projeto possa inspirar iniciativas semelhantes em outras regiões do Brasil, apoiando tanto os migrantes e refugiados como as instituições que se encarregam de atendê-los.

“Acredito que a divulgação poderá ser muito útil para sua reprodução e quiçá avanços em outras localidades e espaços abertos a oferecer esta colaboração de tradutores e intérpretes para imigrantes e refugiados”.

A seleção

Os interessados (que precisam residir em Brasília e arredores) em integrar o futuro banco de intérpretes devem ter disponibilidade de horário e conhecimento avançado em outros idiomas. Para se inscrever, é preciso enviar uma solicitação de cadastro para o e-mail projetomobilang@gmail.com e aguardar contato para seguir com os próximos passos.

Entre fevereiro e março de 2018 a a UnB realizará reuniões e entrevistas com os inscritos. Depois, o Conare convocará os selecionados para uma preparação para as entrevistas com os imigrantes.

Os intérpretes escolhidos deverão assinar um termo de compromisso e de sigilo das informações. Os voluntários que concluírem o trabalho proposto receberão certificado de atividade de extensão emitido pela UnB.

 

 

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