Mais europeus estão migrando para América Latina do que o contrário, mostra estudo

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Ao contrário do que o censo comum costuma apontar, atualmente mais europeus estão deixando a Europa em direção à América Latina e Caribe do que o sentido inverso. Essa é a conclusão de um estudo divulgado recentemente pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), chamado “Dinâmicas Migratórias na América Latina e Caribe e entre América Latina e União Europeia”.

Read here in English – translated by Global Voices

Estudo da OIM derruba estereótipo
Estudo da OIM derruba estereótipo e mostra que europeus tem vindo mais para a América Latina do que latinos em direção à Europa. Crédito: Divulgação

O documento mostra que em 2012, por exemplo, mais de 181 mil europeus deixaram seus países comparado com os 119 mil latinos que seguiram no caminho contrário. Os dados representam uma queda de 68% no movimento desde 2007, quando o número de migrantes da América Latina e do Caribe para a Europa bateu recorde e superou a marca de 350 mil pessoas.

A Espanha, com 154.324 emigrados para a América Latina em 2012, encabeça a lista dos Estados que tiveram mais cidadãos emigrando em busca de oportunidades em nações latino-americanas. Em seguida aparecem Itália, Portugal, França e Alemanha.

Em 2013 moravam na América Latina 8,5 milhões de imigrantes internacionais (1,1 milhão vinha da UE), 500 mil a mais que em 2010 e 2,5 milhões mais que em 2000. A maioria emigrava da Espanha, mas a recente tendência que a OIM observou é a “diversificação” de outros países da Europa como França e Alemanha.

“Ao longo dos últimos anos, as mudanças nos fluxos migratórios entre países da América Latina e Europa mostram, mais uma vez, como esses fluxos se adaptam naturalmente às flutuações sócio-econômicas e seu potencial é uma ferramenta de ajuste e resposta à crise econômica estrutural”, explica Laura Thompson, diretora-geral adjunta da OIM.

Um exemplo desse ajuste apontado por Laura é do crescimento das migrações entre os países latino-americanos. Em 2013, a liderança coube à Argentina, que recebeu 238.700 imigrantes de outros países latinos (28% do total), seguida por Venezuela, Costa Rica e República Dominicana.

E o Brasil?

Embora a temática migratória cresça em importância no Brasil e ele se firme como um país de trânsito e destino de imigrantes, o estudo da OIM mostra que o caráter de nação de origem de imigrantes continua forte.

De acordo com a OIM, o Brasil é o país latino que mais envia migrantes para a Europa, seguido da Colômbia, do Peru e do Equador. Ao mesmo tempo, é o que mais recebe remessas vindas da União Europeia (US$ 1,596 bi), respondendo por 22% do total (dados fechados de 2012).

Clique aqui para baixar o estudo (em espanhol)

Com informações da OIM, Rádio Migrantes e El País

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