Migração e Música: Borders, M.I.A

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A música pop também não deixa de aborda as migrações em certas composições, dependendo da origem do artista ou grupo. E é do mundo pop que vem a sugestão de hoje: a canção Borders, mais recente hit da cantora M.I.A.

Para quem não sabe, M.I.A (cujo nome real é Mathangi “Maya” Arulpragasam) nasceu em 1978, na Inglaterra, mas sua família é do Sri Lanka, país localizado no sul da Ásia, onde foi morar ainda criança. No entanto, por conta da guerra civil no país (1983-2009), teve de fugir de lá com a família para a vizinha Índia. Depois, foram para Londres, onde M.I.A se estabeleceu, estudou e surgiu para o mundo da música. Ou seja, a questão da migração e do refúgio simplesmente são parte da história de vida da artista.

No videoclipe, dirigido pela própria M.I.A, ela aparece em diversas situações e ambientes comuns – infelizmente – no noticiário e no debate sobre migrações: no mar, dentro de barcos abarrotados, que tanto lembra travessias como a do Mediterrâneo; a alta cerca escalada pelos migrantes, que remete aos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, no Marrocos; a figura do deserto, presente em tantas rotas mundo afora; os centros de detenção para migrantes, entre outras…

Borders, da cantora M.I.A, questiona fronteiras e o tratamento dado a refugiados no mundo. Crédito: Reprodução
Borders, da cantora M.I.A, questiona fronteiras e o tratamento dado a refugiados no mundo.
Crédito: Reprodução

Ao mesmo tempo, não faltam críticas religiosas, políticas, étnicas e ideológicas, que já são uma marca dos trabalhos da cantora. Não faltam críticos à música de M.I.A, acusando-a de ser panfletária. Por outro, são numerosos aqueles que celebram e apoiam o fato dela também dar atenção à temática migratória em sua obra.

No entanto, chama a atenção o fato de que, tirando a própria M.I.A, só aparecerem homens no clipe, sendo que muitos dos migrantes que se arriscam nas travessias são mulheres e crianças. Estaria aí uma outra crítica da artista ou uma lacuna de fato deixada pela produção?

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