Mulheres migrantes e brasileiras se unem na luta por direitos e no voluntariado

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Com colaboração de Géssica Brandino

Mulheres que lutam em diferentes frentes se reuniram no último dia 8 de março em São Paulo para reivindicar direitos como: a reforma política e paridade no Congresso Nacional; o fim da homofobia, racismo, sexismo e violência; direitos sexuais e reprodutivos; igualdade no trabalho e acesso à creche.

As dificuldades vivenciadas pelas brasileiras também são sentidas no cotidiano pelas mulheres migrantes. A União Social de Imigrantes Haitianos (USIH) marcou presença na marcha que saiu da Avenida Paulista, percorreu a rua Augusta até a praça Roosevelt para pedir melhores condições de trabalho e enfrentamento do racismo.

Mulheres de diferentes origens se uniram na luta pelos mesmos direitos. Crédito: Géssica Brandino
Mulheres de diferentes origens se uniram na luta pelos mesmos direitos.
Crédito: Géssica Brandino

“Nós viemos aqui porque as mulheres haitianas estão sofrendo muito, com trabalho e outras coisas. Estamos aqui hoje para lutar junto com as brasileiras”, conta a haitiana Michel-Ange Toussaint.

Além das haitianas, migrantes de outras nacionalidades, como bolivianas, chilenas, peruanas e italianas se juntaram às brasileiras na luta por direitos e contra o machismo – que atinge mulheres de qualquer origem. Além disso, as brasileiras na marcha também prestaram apoio a pautas das migrantes como a desburocratização da emissão das carteiras de trabalho e o direito do migrante ao voto.

Marcha percorreu diversas ruas da região central de São Paulo. Crédito: Géssica Brandino
Marcha percorreu diversas ruas da região central de São Paulo.
Crédito: Géssica Brandino

Quer se juntar a elas?

A Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas, uma das entidades que participam ativamente de campanhas e atos pelos direitos das mulheres (migrantes e nativas), vai promover neste sábado (14), também em São Paulo, um encontro de capacitação de voluntariado e ativismo para quem tiver interesse em atuar ou mesmo saber um pouco mais das campanhas e pautas defendidas por esta e outras entidades.

O encontro vai trabalhar sobre o tema da violência no meio e a violência de cada um, além de como agir de forma não-violenta frente a situações injustas. Também serão apresentadas ferramentas para ajudar a lidar essas diferentes situações que desafiam voluntários e ativistas de qualquer gênero e origem.

A formação acontecerá das 14h às 17h na Rua Vergueiro 819, sobreloja sala 01 – próximo ao metrô Vergueiro e na frente do Centro Cultural são Paulo.

 

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