“O mundo da migração é um laboratório” – colaboração de Sergio Ricciuto Conte

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Nos dias 5, 19 e 26 de outubro, tive o prazer de participar do curso Migrações Transnacionais e Diversidade Cultural para Comunicadores e Mediadores Sociais, promovido pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Sem dúvida foi uma das melhores experiência que tive recentemente, seja pelas novas amizades, ideias e motivações para manter e aprimorar este blog.

Abaixo reproduzo comentário e ilustração do amigo italiano Sergio Ricciuto Conte, que integrou a turma do curso e resumiu suas impressões sobre os três sábados de atividade. Por texto e imagem, ele mesclou o conteúdo com a experiência própria dele junto à Casa do Migrante, em São Paulo, onde trabalha. E, gentilmente, aceitou que a reflexão fosse partilhada e publicada neste espaço.

Mais uma vez muito obrigado, Sergio. Fique à vontade para manifestar-se por meio deste blog sempre que quiser!

Nossos três encontros proporcionaram estímulos e inspirações.
Enquanto assistia ao vídeo do ‘risco de contar uma história única’ pensei nas inúmeras situações onde esse infelizmente não é meramente um risco, mas uma dramática factualidade. 

Na minha visão o mundo da migração é um laboratório, um centro de experimentação, até uma cozinha, onde elemento humano encontra-se quente, fértil e as relações humanas são mais densas.

A casa do Migrante onde trabalho é um lugar bizarro. Quase não passa um dia em que não se releva um rosto aflito pela dor, denunciando às vezes uma inteira existência. Mas também não passa dia em que não se tem uma alegria, extemporânea, imprevisível mas de toda forma profunda, como profundos são os encontros de quem cruza oceanos ou desertos para se achar.

Aqui embaixo um registro da minha presencia no curso, fiz enquanto tentava de prestar atenção.

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Crédito da imagem: Sergio Ricciuto Conte

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