Painéis e workshops complementam debates do seminário no Museu da Imigração

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Após a última mesa de debates no Seminário Internacional: Museu, Migrações e Identidades, em São Paulo, na última sexta-feira (27), foram apresentados quatro painéis sobre museus de imigração no Brasil e no mundo.

Diretamente de Gênova (Itália) e por Skype, a pesquisadora Adriana Marcolini falou sobre uma recém criada rede europeia de museus de migrações, que engloba instituições na França, Espanha, Alemanha e Itália, todos a partir dos anos 2000. Ela ainda citou outras instituições também ligadas ao fenômeno migratório na Bélgica, Polônia e deixou uma questão para reflexão. “O surgimento desses museus na Europa nos faz pensar: por que só agora?”

Autoras dos painéis sobre museus e imigração respondem perguntas dos demais participantes. Crédito: Rodrigo Borges Delfim
Autoras dos painéis sobre museus e imigração respondem perguntas dos demais participantes.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim

Já Mariana Várzea, superintendente de museus da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, falou sobre a criação do Museu do Ingá, em Niterói (RJ), que pretende preencher a lacuna de discutir uma identidade fluminense, indo além apenas da cidade do Rio.

No terceiro painel, as assistentes sociais Alline Santos e Ana Paula Olegário apresentaram um painel sobre o cotidiano dos imigrantes africanos na cidade de São Paulo e os desafios que encontram pela frente, do preconceito à falta de preparo dos serviços públicos, passando pelas barreiras idiomáticas.

O último painel, apresentado por Tatiana Waldman e Juliana Monteiro, ambas da equipe do Museu da Imigração de São Paulo, falaram sobre as ações já em curso e dos desafios que a instituição tem pela frente. Entre eles estão a reorganização e recuperação do acervo do antigo Memorial do Imigrante, aproximar as experiências das migrações que passaram pela Hospedaria do Brasil e ficar mais perto das comunidades migrantes contemporâneas.

A programação da sexta-feira foi encerrada com a abertura oficial da exposição Retratos Imigrantes, feita em parceria com o acervo do Ellis Island Immigration Museum, de Nova York – que também está situado em uma antiga hospedaria de imigrantes.

O seminário terminou no sábado (28), com a realização de dois workshops: um sobre fotografia e imigração, apresentado por João Kulcsár, curador da nova exposição Retratos Imigrantes; e de Curadoria Colaborativa, feito por Marília Bonas e Mariana Esteves Martins, ambas do Museu.

Wokshop sobre fotografia e imigração no último dia do seminário. Crédito: Rodrigo Borges Delfim
Wokshop sobre fotografia e imigração no último dia do seminário.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim

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