Realidade vivida por crianças refugiadas no mundo desperta projeto social em São Paulo

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Projeto para atender crianças refugiadas abre campanha de financiamento coletivo. Crédito: Divulgação

Por Caroline Gomes

O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) divulgou recentemente um relatório que atraiu muitos olhares. Intitulado “Desenraizadas: A crescente crise das crianças refugiadas e migrantes” (clique aqui para acessar), o documento apresenta dados alarmantes sobre a situação migratória infantil: há cerca de 50 milhões de crianças vivendo distantes de seus locais de origem (em sua maioria, os deslocamentos aconteceram devido a conflitos e em busca de uma vida mais segura).

O número indica que as crianças que buscam refúgio representam mais da metade do total de refugiados no mundo, uma proporção grave e preocupante, principalmente ao considerar os traumas, perigos, violência e riscos – que são apenas alguns dos muitos problemas – encontrados pelo caminho.

O relatório também aponta o crescimento do número de crianças que, sozinhas, atravessam as fronteiras. Somente no ano passado, mais de 100 mil crianças desacompanhadas solicitaram asilo em 78 países, triplicando o número registrado em 2014. Tal situação pode agravar ainda mais o risco de exploração e abuso durante o deslocamento.

Campanha em SP para crianças refugiadas

Embora essa realidade pareça muitas vezes distante, existem diversas maneiras de ajudar a promover uma vida mais digna para essas crianças. O relatório “Desenraizadas” destaca algumas medidas que devem ser adotadas para amparar as crianças que vivem em situação de refúgio e migração, como assegurar o acesso à educação, saúde, aprendizagem e demais serviços, promover o combate a xenofobia e a discriminação, ajudar a manter as famílias unidas com a finalidade de proteger as crianças, entre outras ações.

Na prática, há projetos destinados a acolher e transformar a vida das crianças que deixam suas casas. O relatório do Unicef revela uma situação delicada e complexa, mas a realização de pequenas ações pode mudar o presente e o futuro de muitas crianças.

Foi diante dessa realidade, o professor e fundador da ONG LFCAB, Omana Ngandu Petench (refugiado da República Democrática do Congo), decidiu criar um centro cultural para crianças refugiadas em São Paulo. Para tornar esse projeto uma realidade, ele criou uma campanha de financiamento coletivo com o objetivo de arrecadar dinheiro para abrir o centro cultural.

Após viver as dificuldades do deslocamento forçado, Omana Petench decidiu criar uma campanha para ajudar crianças refugiadas. Crédito: Divulgação/LFCAB
Após viver as dificuldades do deslocamento forçado, Omana Petench decidiu criar uma campanha para ajudar crianças refugiadas.
Crédito: Caroline Gomes

“Como eu sou refugiado, conheço as dificuldades de um refugiado. Queremos promover um intercâmbio cultural entre essas crianças, um espaço com aulas, música, teatro, dança, atividades culturais e turísticas em São Paulo”, contou Omana.

O projeto contará com a participação de voluntários e visa promover o desenvolvimento das crianças por meio da realização de atividades recreativas. A campanha está no ar (acesse aqui) e qualquer pessoa pode contribuir com a quantia que desejar, com valor mínimo de R$10. O prazo vai até 01 de novembro.

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