São Paulo teve “fim de semana migrante”; relembre o que rolou pela cidade

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Grupo cultural boliviano Kollasuyu Maya, que traz tradições da cultura aymara, se apresenta na Virada Cultural 2017. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Teve Virada Cultural, festa haitiana, roda de leitura e outras atrações

Por Rodrigo Borges Delfim
de São Paulo (SP)

O último final de semana em São Paulo foi especialmente rico em eventos culturais envolvendo migrantes e refugiados. Mesmo com uma boa organização de agenda era difícil decidir em qual atividade comparecer ou não.

Se você não pode ir ou não ficou sabendo, o MigraMundo listou um pouco do que rolou pela cidade – se faltou alguma atividade, por favor mencione nos comentários para que possamos atualizar o texto

Sábado e domingo

Palco na Virada Cultural

Grupo cultural boliviano Kollasuyu Maya, que traz tradições da cultura aymara, se apresenta na Virada Cultural 2017.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Apesar de o evento ter sido esvaziado neste ano por conta da chuva e pelo menor número de atividades na região central, pela primeira vez a Virada Cultural teve um palco dedicado apenas a atrações culturais formadas por migrantes e refugiados.

Passaram pelo palco grupos e bandas de países como Bolívia, Haiti, Síria, República Democrática do Congo, Togo, Colômbia, Cuba, entre outros. Durante os intervalos entre os shows foram feitas projeções de vídeos do acervo do coletivo Visto Permanente, que tem registrado e divulgado as manifestações culturais de migrantes residentes em São Paulo.

 

Festival Despedida das Arábias

A Vila Butantan recebeu o Festival De Volta para as Arábias – que nas duas edições anteriores, em novembro de 2016 e abril deste ano, teve o nome de Um Dia nas Arábias. O evento teve como objetivo valorizar a cultura árabe e também arrecadar recursos para refugiados – foi pedida a doação de 1 kg de alimento para entrar na festa.

Quem compareceu – mesmo com a chuva que caiu em São Paulo ao longo do final de semana – teve a oportunidade de experimentar comidas típicas de países árabes e de acompanhar apresentações de música e dança, entre outras atrações.

 

Apenas no domingo

Festa da Bandeira do Haiti

Almoço haitiano antecedeu as apresentações culturais da Festa da Bandeira do Haiti.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

O domingo (21) teve a celebração do 214º aniversário da Festa da Bandeira do Haiti, principal símbolo do país e marco no processo de independência em relação à França, no auditório da Missão Paz, no bairro do Glicério. A data correta é 18 de maio, mas a festa foi transferida para o domingo para atrair maior público.

A chuva não foi impeditivo para haitianos e demais interessados na cultura do país em acompanhar a programação que se estendeu por toda a tarde, com almoço haitiano e apresentação de diversas bandas que nasceram em meio à comunidade.

 

Campeonato multicultural

A ONG Adus, que apoia refugiados residentes no Brasil, organizou pela quarta vez um torneio de futebol com seleções formadas por refugiados e solicitantes de refúgio.

O evento aconteceu no Colégio Santa Cruz, em Alto de Pinheiros, e teve o time da República Democrática do Congo, ficando o vice com o Haiti e a terceira posição com o Mali. Além do futebol, o dia teve ainda brincadeiras para crianças, churrasco e música.

 

Roda de leitura: Histórias que se Cruzam na Kantuta

Perto do Colégio Santa Cruz, mais exatamente no Parque Villa Lobos, aconteceu mais uma roda de leitura do livro Histórias que se Cruzam na Kantuta, que conta histórias de migrantes desde seus países de origem até a chegada ao Brasil. O título é uma referência à praça Kantuta, localizada no bairro do Pari e ponto de encontro dessas histórias e seus protagonistas.

Para quem não pode comparecer desta vez, tem uma nova oportunidade marcada para o próximo domingo (28), a partir das 13h, no Parque da Juventude (próximo à estação Carandiru do metrô).


Congolinária

O projeto culinário Congolinária, lançado pelo refugiado congolês Pitchou Luambo, teve uma nova atividade neste domingo no restaurante Al Janiah, no Bixiga. O local já virou uma referência em eventos culturais e políticos envolvendo a temática migratória e integrados por migrantes e refugiados. Já o Congolinária aproveita a base vegana da gastronomia congolesa e une duas causas em um único projeto:  refugiados e veganismo.

Além dos eventos itinerantes, (acompanhe a página no Facebook para saber dos próximos), o Congolinária lançou uma campanha de financiamento coletivo – que está em seus últimos dias –  para viabilizar a criação de um restaurante. Clique aqui e veja como você pode apoiar o projeto

 

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