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sexta-feira, dezembro 2, 2022

Uma Copa de imigrantes e descendentes

Em teoria, são 32 países que disputam a atual Copa do Mundo. Na prática, até mesmo nações que não gozam de reconhecimento pleno internacional (caso do Kosovo) também estão representadas no Mundial disputado atualmente no Brasil. Mali, Senegal, República Democrática do Congo, Turquia, Polônia, Noruega, Albânia, Guiné, Marrocos e Macedônia são apenas alguns desses exemplos.

Um belo exemplo dessa globalização ilustrada pelo futebol é o levantamento feito pelo portal Global Post, reproduzido também pelo Business Insider. Ele engloba tanto os imigrantes e descendentes que atuam nas 32 seleções da Copa como também os jogadores que atuam fora de seus países de origem – ou seja, também imigrantes propriamente ditos.

A seleção francesa sem seus imigrantes no elenco. Crédito: Reprodução/Global Post
A seleção francesa sem seus imigrantes no elenco.
Crédito: Reprodução/Global Post

Enquanto vários países adotam medidas restritivas e discursos anti-imigração, os imigrantes mostram dentro do futebol como representam as nações nas quais vivem hoje. Dentro das quatro linhas, se juntam aos nativos desta ou aquela nação para tentar levá-la à vitória e à glória, independente do que certos locais venham a pensar sobre eles.

Sejam imigrantes propriamente ditos ou descendentes, tais jogadores mostram – atuando no esporte mais popular do planeta – como a imigração impacta nos países e traz benefícios a eles. A renovação da seleção alemã é creditada a inclusão das gerações formadas por imigrantes (turcos, poloneses, tunisianos, brasileiros, etc.); na seleção suíça, tal peso também é evidente, apesar das leis adotadas recentemente para restringir a imigração; a Bélgica tem no time deste Mundial aquela que considera sua “geração de ouro”, que conta com imigrantes ou descendentes de marroquinos, kosovares, malineses e congoleses.

Parte da "geração de ouro" da seleção belga é composta por imigrantes ou descendentes. Crédito: Reprodução/Global Post
Parte da “geração de ouro” da seleção belga é composta por imigrantes ou descendentes.
Crédito: Reprodução/Global Post

Essa diversidade ainda não é bem compreendida mesmo internamente e motiva reações não apenas na Europa, mas também em outros cantos do planeta. A reação estúpida de certos brasileiros contra o sergipano Diego Costa, que surgiu para o futebol de fato atuando na Espanha e preferiu defender a camisa da “La Roja”, é um exemplo dessa intolerância descabida e sem fundamento. ” A Espanha me deu tudo, devo a ela tudo o que sou”, declarou o jogador, quando aceitou o convite para se naturalizar espanhol.

Não é um exagero dizer que, sem os imigrantes e seus descendentes, tais seleções simplesmente não existiriam como hoje – e provavelmente não teriam reunido condições para se classificarem ao Mundial.

Leia o artigo completo no portais Global Post e Business Insider.

Este post serve como resposta a um comentário recebido pelo blog recentemente no post A multiétnica seleção alemã. , no qual o leitor defendia a ideia de que a França deveria, sim, “embranquecer” sua seleção. O artigo do Global Post/Business Insider dá uma bela mostra de que essa ideia de homogenização é que está equivocada.

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