A rota balcânica de imigrantes e refugiados

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Por Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs

Cresce em termos numéricos a chamada “rota balcânica” de imigrantes e refugiados. Estes procuram chegar aos países da União Européria através de um corredor que inclui a Turquia, a Grécia, a Sérvia, a Macedônia, a Hungria e a Áustria.

Originam-se especialmente do centro e nordeste da África, com destaque para Eritreia, Etiópia, Nigéria, entre outros, bem como do Oriente Médio, com destaque para a Síria, e menos para o Afeganistão e Iraque. Estimativas não oficiais apontam para uma média de mil pessoas por dia!

A rota balcânica requer a ultrapassagem de várias fronteiras que limitam os países citados. Além disso é mais longa do que a outra rota, a qual, desde a Líbia, cruza o Mediterrâneo e desembarca no sul da Itália. Por outro lado, costuma ser mais segura do que a arriscada travessia do mar em “barconi” precários, improvisados e controlados pelos traficantes.

Três fatores contribuem para o crescimento de imigrantes e refugiados por esta rota, ao mesmo tempo nova e antiga. O primeiro tem a ver com o aumento do fluxo de refugiados, devido aos conflitos armados nas regiões de origem, sempre com destaque para a Síria. Grande parte escapa desse último país.

O segundo fator se explica pela continuidade territorial dos balcâs, não obstante as fronteiras a serem vencidas. Por fim, junto aos refugiados por motivos políticos, ideológicos e religiosos, mistura-se uma boa quantidade de jovens que procura escapar da pobreza e da falta de oportunidades em seus respectivos países.

Paradoxalmente, o anúncio da construção de um muro entre Sérvia e Hungria também incrementou o numero de migrantes e refugiados. Eles pretendem atingir os países da Europa antes dessa barreira. O muro, se e quando for erguido, deve criar problemas humanitários para Belgrado e todo o norte da Sérvia, ademais de gerar um novo tráfico entre um lado e outro.

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs
Roma, 31 de julho de 2015

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