Celina Castro, uma salvadorenha em São Paulo

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A cantora Celina Castro, com a bandeira de El Salvador, durante a Alasitas 2015. Crédito: Rodrigo Borges Delfim

Ela é presença já bem conhecida em eventos culturais e relacionados às migrações em São Paulo, sempre acompanhada de simpatia e da bandeira de El Salvador, menor país da América Central. Essa é a cantora Celina Castro, uma salvadorenha que, sem precisar de muito esforço, faz valer o seu slogan: “canta e encanta”.

Nascida em Santa Tecla, cidade próxima à capital salvadorenha, San Salvador, Celina tem conseguido também no Brasil dar continuidade aqui à carreira de cantora que já tinha iniciado na terra natal. Nos shows, ela mistura tanto músicas do próprio repertório como pedidos feitos pelo público, composto em sua maioria por imigrantes que falam espanhol.

A cantora Celina Castro, com a bandeira de El Salvador, durante a Alasitas 2015. Crédito: Rodrigo Borges Delfim
A cantora Celina Castro, com a bandeira de El Salvador, durante a Alasitas 2015.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim

“Eu gosto de fazer que a comunidade imigrante latino-americana tenha nos meus shows aquilo não tem todos os dias: sorriso, alegria, carinho, atenção”. A luta que meu esposo e eu temos é que as pessoas ‘cantam e se encantem'”, resume a artista.

Foi durante um show para uma empresa ainda em El Salvador que Celina conheceu o atual marido, o brasileiro Marcio Bueno da Silva, então gerente dessa companhia. “Foi amor à primeira vista”, conta a cantora, que chegou com ele ao Brasil em 28 de dezembro de 2012 e oficializou a união em novembro de 2014, na igreja Nossa Senhora da Paz, velha conhecida dos imigrantes em São Paulo.

Celina diz que se sente praticamente em casa no Brasil, embora a maioria dos imigrantes não tenha a mesma sorte que ela. “Desde minha chegada a São Paulo foi com o pé direito. Graças a Deus sou privilegiada de conhecer muitas pessoas lindas que lutam pelas causas sociais dos imigrantes e que muitos dos eventos destas causas já participei representando La Republica De El Salvador”.

Celina Castro, de El Salvador, agitou o público e foi uma das atrações do seminário. Crédito: Rodrigo Borges Delfim
Celina Castro, de El Salvador, agitou o público e foi uma das atrações do seminário Vozes e Olhares Cruzados 3 (nov/2014).
Crédito: Rodrigo Borges Delfim

Mesmo se sentindo praticamente em casa no Brasil, Celina não escapou de um tormento comum para os imigrantes que aqui vivem: a demora na documentação. “Meus documentos demoraram para sair quase os dois anos que eu moro aqui. Mas tudo certo, porque meu país não tem nada de acordos com o Brasil, então é mais difícil mesmo”, lembra a cantora, que contou sempre com a ajuda do marido para os trâmites.

Um pouco mais sobre El Salvador

Independente da Espanha desde 1821, El Salvador é o menor país da América Central, localizado entre Guatemala e Honduras e banhado pelo oceano Pacífico. É a terra natal de muitos imigrantes que se arriscam na tentativa de buscar uma vida melhor nos Estados Unidos cruzando o território mexicano.

Celina conta que recebe muitas perguntas de fãs sobre a terra natal. Além do idioma local [espanhol] e das principais atrações [praias e os vulcões, a maioria deles ainda ativos], ela também descreve algumas das comidas típicas do país, como empanadas de banana recheadas com creme especial e a pupusa (semelhante à arepa sul-americana).

El Salvador é ainda a terra de Dom Oscar Romero (1917-1980), bispo de San Salvador que foi morto durante uma missa por conta de suas críticas denúncias de violações aos direitos humanos que ocorriam no país. Considerado um dos mártires do século XX, foi declarado beato pelo papa Francisco em fevereiro deste ano.

 

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