Livro coleta receitas de família e originais para sensibilizar sobre refugiados e imigrantes

Prazo para envio das sugestões de receitas para a obra foi prorrogado e vai até 17 de janeiro, mediante formulário online

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Café da manhã preparado à moda síria
Café da manhã preparado à moda síria. Gastronomia é uma das principais manifestações culturais de imigrantes. (Foto: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo)

Atualizado às 10h02 de 7.jan.2021
Publicado originalmente em 4.dez.2020

A gastronomia tem sido usada como elemento de aproximação dos brasileiros com as culturas de imigrantes — incluindo aqueles que se enquadram como refugiados. E além de provar pratos, doces e petiscos dos países de origem dessas pessoas, que tal aprender como prepará-los?

Essa é a aposta de “Sabores sem Fronteiras”, livro que está sendo elaborado pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Para tal, a ideia é reunir 30 receitas enviadas pelos próprios imigrantes e refugiados que vivem no Brasil.

A chamada para envio das receitas — que podem ser de família, do país de origem e até mesmo criações próprias — foi prorrogada e vai até 17 de janeiro. As inscrições devem ser feitas via formulário disponível neste link.

A divulgação das receitas selecionadas para a obra — cada proponente pode enviar até três sugestões — é prevista para 1º de março. Além da receita, os inscritos devem encaminhar um texto contando um pouco sobre a sua história e trajetória de vida.

Caso ocorra tudo dentro do planejado, a obra deve ser lançada ainda em 2021 pela editora Senac. Cada imigrante-autor vai receber um exemplar.

Resgate cultural e conscientização

“Os refugiados e imigrantes que vivem no Brasil trazem uma riqueza cultural imensa e que é pouco aproveitada em todos os sentidos. Esse livro busca ser uma pequena contribuição no sentido de resgatar essas culturas e vidas e conscientizar a sociedade brasileira de acolher bem essas pessoas”, ressalta o professor Marcelo Knobel, físico e reitor da Unicamp.

A historiadora, documentarista e presidente da Cátedra Sergio Vieira de Mello na Unicamp, Ana Carolina Delfim Maciel, também está à frente do projeto. Ela destaca ainda a chance de a sociedade brasileira aprender com tal diversidade presente no país.

“Buscamos visibilidade não por um viés assistencial, mas sim para estabelecer uma possibilidade de troca. Podemos ter uma vivência fecunda com essa diversidade. E as receitas perpassam tradições, culturas e individualidades. Queremos trazer esses elementos para o livro. Há também um viés biográfico, dando uma dimensão do indivíduo por trás da receita”.


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