Uma breve mensagem do MigraMundo para o Dia da Criança

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Crianças de países centro-americanos brincam em centro de apoio do ACNUR no México. Violência na região tem aumentado o número de refugiados, mas crise segue ignorada. Crédito ACNUR

Crianças e jovens são a maioria entre os refugiados no mundo; proteção é um direito e deve ser garantido, independente da nacionalidade

Por Bruna Cristina
Em São Paulo (SP)

O Dia da Criança é lembrado como um momento de festa para quem ainda está na infância e de nostalgia para muitos dos que já estão na vida adulta. Mas é uma data que também permite – e precisa gerar – algumas reflexões sobre a situação em que milhões de menores estão vivendo mundo afora.

Crianças de países centro-americanos brincam em centro de apoio do ACNUR no México. Violência na região tem aumentado o número de refugiados, mas crise segue ignorada.
Crédito ACNUR
  • 52% dos refugiados no mundo (ou seja, mais da metade) são crianças e jovens de até 18 anos;
  • Calcula-se que, na última década, mais de 2 milhões de crianças morreram em conflitos armados, 6 milhões ficaram feridas ou mutiladas e outro milhão tornou-se órfã;
  • Mais de 300 mil crianças foram obrigadas a converterem-se em soldados ou escravos sexuais;
  • 15 milhões de meninas se casam antes dos 18 anos de idade por ano;
  • Criança refugiada tem cinco vezes menos chance de estudar do que uma criança local – leia mais;
  • Em cinco anos, 175 mil pessoas – maioria mulheres e crianças – fugiram do Triângulo Norte da América Central – leia mais aqui;
  • Crianças de mais de 87 países vivem rodeadas por 60 milhões de minas terrestres e 10 mil crianças continuam sendo vítimas destas armas.

Ou seja, milhares de crianças diariamente têm sua infância roubada pela violência mundo afora. Quando deveriam estar na escola e brincando na rua, estão sendo torturadas e obrigadas a sair do seu lar, percorrendo centenas ou mesmo milhares de quilômetros em busca de segurança. Muitas delas morrem nesse trajeto.

Relembre aqui o Especial Infância e Refúgio

Ele sobreviveu, mas nem todos têm a mesma sorte

Proteção é um direito de toda criança e isso deve ser garantido independente de sua nacionalidade.

Neste Dia da Criança, lembremos de todas que não estão ganhando brinquedos e comemorando essa data; lembremos dessas crianças que estão vivendo tragédias que muitos de nós nunca iremos viver; dessas crianças que, apesar de tão jovens, estão lutando pela vida e pela liberdade.

Crianças e jovens até 18 anos representam mais da metade dos refugiados e deslocados no mundo atualmente.
Crédito: ACNUR

‘’E eles esqueceram que não eram iguais às demais crianças, esqueceram que não tinham, nem pai, nem mãe, que viviam de furto como homens, que temidos na cidade como ladrões. Esqueceram tudo e foram iguais a todas as crianças, cavalgando os ginetes do carrossel, girando com as luzes. As estrelas brilhavam, brilhava a lua cheia. Mas, mais que tudo, brilhavam noite da Bahia as luzes azuis, verdes, amarelas, roxas, vermelhas Grande Carrossel Japonês.”
Trecho do livro Capitães da Areia, de Jorge Amado

Feliz Dia da Criança!

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