Unidade móvel do CRAI inicia atendimentos a imigrantes em São Paulo

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Unidade móvel do CRAI, que fará atendimentos à população migrante nos bairros de São Paulo. Crédito: Divulgação/SMDHC

“CRAI Móvel” tem como objetivo descentralizar e facilitar o acesso das comunidades migrantes aos serviços oferecidos pelo poder público municipal

Por Rodrigo Borges Delfim
Em São Paulo

Cinco anos após sua inauguração, o CRAI (Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante) de São Paulo passa a contar com uma unidade móvel para prestação de serviços junto à comunidade migrante.

Chamado simplesmente de “CRAI Móvel”, o equipamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania tem como objetivo descentralizar o atendimento e facilitar o acesso às comunidades imigrantes, assegurando orientações sociais, jurídicas, de regularização migratória especializadas mesmo em áreas distantes da sede fixa – que fica no bairro da Bela Vista, (rua Major Diogo, 834).

O veículo adaptado, modelo Mercedes Sprinter Furgão foi apresentado na última quinta-feira (10) em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá.

“Atender bem o imigrante é um respeito a história da cidade de São Paulo, que tem a sua força por conta de inúmeros migrantes e imigrantes do mundo todo e do Brasil que escolheram a cidade”, afirmou o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que esteve presente à inauguração.

A equipe do CRAI Móvel é composta por um profissional imigrante (haitiano fluente em três idiomas) e uma assistente social brasileira, além de um motorista e de um segurança angolano.

“Hoje se concretiza mais um sonho dessa equipe, mais um avanço na Política Municipal de Imigrantes de São Paulo e mais uma melhoria no atendimento dos imigrantes desta cidade”, ressaltou a colombiana Jennifer Anyuli, coordenadora de Políticas para Imigrantes, vinculada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

De acordo com a secretaria, o custeio dos primeiros meses de operação do CRAI Móvel vem de emenda parlamentar do vereador Eduardo Suplicy (PT), – que já ocupou o cargo de secretário de Direitos Humanos entre 2015 e 2016, na gestão de Fernando Haddad (PT).

Próximos atendimentos

A primeira parada do CRAI Móvel após a inauguração foi no dia seguinte à inauguração, na UBS (Unidade Básica de Saúde) Brás, na zona leste.

Até o final da semana estão previstos atendimentos em pontos das regiões norte e leste de São Paulo – veja abaixo os dias e horários em cada um:

15/10
Das 14h às 19h
Local: EMEF Infante Dom Henrique
Endereço: Rua Comendador Nestor Pereira, 285 – Canindé

16/10
Das 14h às 19h
Local: CRAS Artur Alvim
Endereço: Rua Henrique Jacobs, 788

17/10
Das 14h às 19h
Local: EMEF Vereador Antônio Sampaio
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 733 – Santana

*Programação sujeita a alterações

Até o final do mês a unidade móvel do CRAI deve passar por locais como a Praça Kantuta (ponto tradicional das comunidades latinas de São Paulo) e bairros como Vila Guilherme, Santana, Perus, São Mateus e Ermelino Matarazzo.

Tanto o CRAI Móvel como a sede fixa são geridos pelo Sefras (Serviço Franciscano de Solidariedade). Desde a inauguração do CRAI, em novembro de 2014, cerca de 20 mil atendimentos já foram realizados, de acordo com a Prefeitura.

Sede atual do CRAI (Centro de Referência e Atendimento do Imigrante), em São Paulo. Local oferece serviços e atendimentos a imigrantes, independente da situação migratória. Crédito: Leonardo Hirai/SMDHC

Compromisso assumido desde 2016

A instalação de unidades móveis do CRAI consta no Artigo 6º da Política Municipal para a População Imigrante (Lei 16.478, em vigor desde dezembro de 2016 (clique aqui para acessar).

Para a assistente social Carla Aguilar, do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (CAMI), é positivo que o poder público municipal esteja fazendo o que está previsto na lei, que teve como pontapé inicial a primeira Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, no final de 2013.

“Sabemos que nas periferias de São Paulo muitos imigrantes e refugiados não conseguem acesso aos serviços públicos e muitas vezes nem sabem que existem serviços que eles podem acessar. Gostaríamos ainda de ver esse serviço nos locais mais periféricos, fazendo um atendimento completo que não seja apenas relacionado à documentação”.

A próxima Conferência Municipal voltada para o debate da política para a população imigrante de São Paulo acontece nos dias 8, 9 e 10 de novembro.

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