25ª Festa do Imigrante vai permitir imersão e trocas culturais sem sair de casa

De 30 de novembro a 6 de dezembro, tradicional celebração enaltecerá contribuições culturais de 28 nacionalidades e regiões por meio de oficinas e apresentações online

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Apresentação cultural durante a Festa do Imigrante. Atividades da edição 2020 serão transmitidas somente pela internet. (Foto: Divulgação)

Completando 25 anos, a tradicional Festa do Imigrante, promovida pelo Museu da Imigração em São Paulo, terá sua edição de 2020 em formato virtual e gratuita – assim como tantos outros, em razão da pandemia de Covid-19.

O evento homenageará 28 nacionalidades que, através de seus saberes e de sua cultura, contribuíram e ainda contribuem para a formação do estado de São Paulo.

De 30 de novembro a 06 de dezembro, oficinas de dança, gastronomia e artesanato poderão ser assistidas como maneira de celebrar esse consolidado evento do calendário cultural de São Paulo. Por meio de 17 lives e 19 oficinas, o evento busca levar a cultura de diversos cantos do mundo para os paulistas, proporcionando uma experiência de troca e aprendizado sem sair de casa.

Fechado em março por conta da pandemia, o Museu reabriu as portas parcialmente em outubro, seguindo orientações estaduais e municipais. Para marcar a retomada das atividades, o jardim ganhou uma instalação temporária que visa relacionar o isolamento social da pandemia com os sentimentos de um migrante.

O evento

A Festa do Imigrante, promovida anualmente no complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, tem como objetivo enaltecer as heranças e tradições de diversas nações, além de também valorizar as contribuições das comunidades migrantes contemporâneas.

Ao todo, mais de 80 comunidades, representadas por 50 nacionalidades diferentes, participam do evento com música, dança, artesanato e gastronomia. Em 2019 a Festa atraiu mais de 20 mil pessoas ao complexo no qual funcionam o Museu e o Arsenal da Esperança.

Tendo em vista as impossibilidades de sua realização presencial em decorrência da Covid-19, o Museu da Imigração adiou e, em seguida, adaptou seu esperado evento através de oficinas de dança, artesanato e gastronomia anteriormente gravadas.

Com o apoio da Associação Paulista Amigos da Arte, o Museu que também teve que se reinventar em 2020 organizou um extenso cronograma para o período de 30 de novembro a 6 de dezembro. As atividades serão disponibilizadas na plataforma #CulturaEmCasa nos horários indicados na programação e permanecerão disponíveis ao público.

Os materiais poderão ser acessados posteriormente, também, em uma playlist especial no canal do Museu da Imigração no YouTube.

Apresentações e oficinas

O jardim do complexo da antiga Hospedaria do Brás servirá de palco para as apresentações artísticas que serão transmitidas ao vivo. Serão 16 países que terão suas heranças enaltecidas – entre eles Venezuela, Marrocos, Croácia, Togo, Guiné Conacri, Japão, Paraguai, Grécia e Líbano.

As oficinas em vídeo proporcionarão ao público a possibilidade de pausar e reassistir cada passo de dança, gastronomia e artesanato. Os espetáculos dos movimentos das danças tradicionais serão expostos e ensinados por migrantes e descendestes da Lituânia, Hungria, Rússia e Irlanda.

O evento também proporcionará o aprendizado de artesanato característicos. Representantes das comunidades ensinarão a produção de miniterço com contas e pingente, de Portugal; preparação de perfumes, da Síria; Margučiai, a pintura de ovos da Lituânia; origami em formato de gueixa, do Japão; bordado, da Bulgária; e pintura em pano, do Congo.

Para todos aqueles apaixonados em experimentar e reproduzir receitas típicas, os vídeos destacarão o modo de preparo do patacon (com guacamole e arepa paisa, da Colômbia), da fogazza (Itália), do escondidinho de bacalhau e natas (Portugal), do pogácsa (espécie de bolinho amanteigado, da Hungria), dos tequeños (tiras de queijo enroladas em massa artesanal, da Venezuela) e do badjia (feito com feijão fradinho, de Moçambique).

Além disso, para quem quiser se sentir ainda mais perto do evento e prestigiar os expositores, a plataforma #CulturaEmCasa disponibilizará contatos e indicações das comunidades participantes, permitindo que o público adquira artesanatos ou realize pedidos de pratos típicos por delivery.

Em parceria com o Abraço Cultural – que há 5 anos promove troca de experiências, geração de renda e valorização dos refugiados – , aulas com professores migrantes ou refugiados abordarão, introdutoriamente, os idiomas árabe, espanhol e francês.

Vale ressaltar que para essa atividade haverá a necessidade de inscrição prévia pelo site do Museu da Imigração, a partir do dia 26 de novembro (quinta-feira). Os interessados devem acompanhar a agenda.

Assim como nas últimas edições presenciais, os recursos de acessibilidade também estarão presentes na Festa digital.  Alguns vídeos das oficinas contarão com legenda, audiodescrição e interpretação de Libras.

Os detalhes da programação, com dias e horários de cada atividade, estão disponíveis no site da instituição.

Relembre temas anteriores da Festa do Imigrante (a partir da 17ª edição)

17ª edição (2012): A diversidade construindo São Paulo
18ª edição (2013): São Paulo é como o mundo todo
19ª edição (2014): Celebrando as culturas de SP
20ª edição (2015): O mundo cabe aqui
21ª edição (2016): Descobrindo tradições em São Paulo
22ª edição (2017): Compartilhando heranças e histórias
23ª edição (2018) : Experimente novas origens
24ª edição (2019): Reencontre suas raízes


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