Museu da Imigração reabre ao público com instalação sobre pandemia

Instalação no jardim, intitulada "Respiro", reflete sobre a pandemia e faz relação com os sentimentos de afastamento vividos pelo migrante

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Instalação “Respiro”, no Museu da Imigração, que visa relacionar o isolamento social da pandemia com os sentimentos de um migrante, (Foto: Divulgação/Museu da Imigração)

Após sete meses fechado em razão da pandemia do novo coronavírus, o Museu da Imigração de São Paulo, localizado no bairro paulistano da Mooca, reabriu para o público na última quinta-feira (22), seguindo orientações estaduais e municipais.

O retorno às atividades presenciais é marcado por uma nova instalação no jardim do Museu, intitulada “Respiro”. Por meio de frases e questionamentos, a iniciativa relaciona o isolamento social com os sentimentos de um migrante, que se encontra afastado de seus lugares, afetos e rotinas.

Além da instalação no jardim, os visitantes têm acesso ainda à exposição de longa duração e ao projeto videográfico “SobreNomes” – lançado em fevereiro e que possui também uma versão online.

Normas de segurança

Nessa primeira fase de reabertura, o Museu funcionará de quinta a domingo, das 11h às 17h — a bilheteria fecha uma hora antes, às 16h. O valor do ingresso custa R$ 10, sendo que aos sábados a entrada permanece gratuita.

O acesso ao Museu será limitado ao máximo de 40 pessoas a cada meia hora. Os locais de exposição contam com sinalizações informando a capacidade máxima de pessoas, além de dispensers de álcool em gel em diferentes pontos do edifício. A exemplo de outros locais, também é obrigatória a aferição da temperatura na entrada e o uso de máscara durante todo o percurso.

Mesmo com a reabertura, alguns setores do Museu ainda seguirão fechados temporariamente. É o caso do Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) e do espaço de leitura “Semear Leitores”.

Adaptação em meio à pandemia

Desde seu fechamento, em meados de março, o Museu vem transformando exposições temporárias em novas curadorias virtuais. Ao mesmo tempo, disponibilizou materiais educativos para auxiliar no entretenimento das crianças que estão sem aulas nesse período.

“Nesse período, passamos por um processo de reinvenção com o qual conseguimos, por exemplo, alcançar novas pessoas que, até então, nos acompanhavam, mas não tinham a oportunidade de participar ativamente por conta da distância física”, disse Alessandra Almeida, diretora do Museu, em entrevista ao MigraMundo em setembro passado.

O Museu também mantém uma programação de eventos online, como seminários e lançamentos de livros. Outra novidade do período foi o lançamento de um podcast, o Mobilidade Humana e Coronavírus — disponível no Spotify e outros agregadores do tipo.

Além disso, o Blog do CPPR tem divulgado uma série de publicações produzidas pela equipe técnica do Museu, apresentando bastidores, acervo, exposições e debates sobre imigração.


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