Marcha dos Imigrantes e Refugiados 2019 acontece em 1º de dezembro na Paulista

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Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes 2016. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Ato chega à sua 13ª edição e usará a famosa avenida paulistana como cenário pela quarta vez

Por MigraMundo Equipe
Em São Paulo
Atualizado às 11h30 de 31.out.2019

Tradicional manifestação das comunidades migrantes de São Paulo, a Marcha dos Imigrantes e Refugiados já tem definida a data da edição deste ano. O ato acontece no próximo dia 1º de dezembro, com concentração a partir das 14h em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo).

O ato chega em 2019 à sua 13ª edição – é realizado de forma ininterrupta desde 2007 em São Paulo. Pela quarta vez seguida, vai aproveitar o fechamento da avenida Paulista para carros aos domingos na tentativa de dialogar com outras pessoas que frequentam a área.

Cartaz da 13ª Marcha dos Imigrantes.
Crédito: Divulgação

A organização fica por conta de um conjunto de entidades ligadas à sociedade civil e imigrantes – seja independentes, seja ligados a algum coletivo.

Duas reuniões preparatórias, ambas abertas a qualquer interessado, já ocorreram na sede do CAMI (Centro de Apoio e Pastoral do Imigrante), na região central de São Paulo – a entidade é a principal proponente e uma das organizadoras da Marcha.

A última reunião de preparação será no próximo dia 23 de novembro, às 15h, também na sede do CAMI – Alameda Nothmann, 485, Campos Elíseos (próximo ao Terminal Princesa Isabel).

Luta por direitos

A cada ano a Marcha dos Imigrantes tem um tema diferente, que reflete o mote das reivindicações das comunidades migrantes naquele ano.

Para 2019 foi escolhida a frase “Para igualdade e dignidade não existem fronteiras: Livres com direitos em qualquer lugar do mundo”.

Reunião de preparação para a 13ª Marcha dos Imigrantes. Crédito: Divulgação/CAMI

“Estamos aqui hoje porque temos um propósito, da melhoria da vida de todos, a marcha dos imigrantes e refugiados ao longo destes anos retrata isso, o desejo de visibilidade e mudança social, os direitos que as pessoas das diversas nacionalidades pretendem conquistar no país que residem”, destaca Roque Patussi, coordenador-geral do CAMI, ao site da instituição.

A luta pelo reconhecimento dos migrantes como sujeitos de direitos é uma constante nos lemas das marchas. As edições anteriores abordaram ainda temas como a anistia a migrantes sem documentos, a Lei de Migração e as lutas contra diferentes formas de preconceito.

Veja os lemas de todas as edições da Marchas dos Imigrantes
2007 – “Integração, cidadania universal e direitos humanos”
2008 – “Nossas vozes, nossos direitos por um mundo sem muros, @s imigrantes pedem: ANISTIA JÁ”
2009 – “Por acesso a todos os direitos” 
2010 – “Por um MERCOSUL livre de xenofobia, racismo e toda forma de discriminação”
2011 – “Trabalho decente e Cidadania Universal”
2012 – “Nenhum direito a menos para @s imigrantes”
2013 – “Nova lei de imigração justa e humana para o fim da discriminação”
2014 – “Basta de violência contra @s imigrantes”
2015 – “Fronteiras livres, não a discriminação”
2016 – “Dignidade para os imigrantes no mundo: nenhum direito a menos”
2017 – “Pelo fim da invisibilidade dos imigrantes”
2018 – “Por direitos iguais Não me julgue antes de me conhecer”
2019 – “Para igualdade e dignidade não existem fronteiras: Livres com direitos em qualquer lugar do mundo”

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