O 2017 das migrações no Brasil e no mundo, em frases

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Farmworkers from Mexico’s San Quintin valley gather at the border fence to protest against abuses, low pay and poor working conditions in Tijuana, Mexico on March 29, 2015. After 2 weeks of striking, the farmworkers marched en masse all the way to the border, setting up roadblocks and barricades along the way. The violent demonstrations captured international headlines.

MigraMundo acompanhou eventos relacionados à temática migratória no Brasil e no mundo; algumas frases ajudam a lembrar do que aconteceu neste ano

Por Rodrigo Borges Delfim
Em São Paulo (SP)

O ano de 2017 foi bem movimentado em relação às migrações, tanto no Brasil como no exterior.

E desta vez o MigraMundo faz sua Retrospectiva 2017 a partir de frases marcantes que ajudam a resumir alguns desses fatos marcantes, todos acompanhados de alguma forma pelo MigraMundo.

Ficou faltando algum fato importante? Basta enviar para algum dos canais de comunicação do MigraMundo: o e-mail blogmigramundo@gmail.com, redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) e WhatsApp.

E que venha 2018!

Retrospectiva 2017

“Existe um muro entre México e EUA e eu quero mostrar como ele é”

Griselda San Martin, sobre o projeto The Wall, que fez no Friendship Park, na fronteira entre México e EUA – leia mais

Trabalhadores do vale de San Quintin, no México, se reúnem na cerca da fronteira para protestar contra os abusos, salários baixos e condições de trabalho precárias em Tijuana, no México, em 29 de março de 2015. Após duas semanas de golpe, os trabalhadores agrícolas marcharam em massa até a fronteira, criando obstáculos e barricadas ao longo do caminho. As manifestações violentas chegaram às manchetes internacionais.
Crédito: Griselda San Martin

 

“O decreto traz a visão técnica “daqueles que operam a migração no dia a dia”.

Hugo Gallo, presidente do CNIg, sobre a ótica presente no decreto da nova Lei de Migração, apesar de protestos da sociedade civil organizada – leia mais

 

“Estamos diante de um governo que não entende que um ato normativo como um decreto não pode contrariar uma lei”

Camila Asano, diretora de relações externas da Conectas, sobre o decreto da nova Lei de Migração – leia mais

Migrantes querem maior participação e acesso aos debates sobre a Lei de Migração.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

 

“Não é por brincadeira que estamos aqui. Não é legal estar em um país onde você é xingado por falar espanhol. Somos discriminados por seremos venezuelanos”

Merlina Ferreira, psicóloga venezuelana residente em Boa Vista, sobre preconceito sofrido no Brasil – leia mais

 

“Vidas pretas também importam”

Uma das reivindicações levadas pelos migrantes que participaram da 11ª Marcha dos Imigrantes, em São Paulo – leia mais

Imigrantes da Mauritânia se somam à Marcha dos Imigrantes.
Crédito: Amanda Rossa/MigraMundo

 

“O próximo passo é tornar o app e site como uma referência de prestar serviço para imigrantes e pessoas que trabalham prestando serviço aos imigrantes”

Wilbert Rivas, imigrante responsável pelo app Além das Fronteiras, voltado a ajudar imigrantes com documentação e regularização migratória – leia mais

 

“Humanizar a questão do migrante e do refugiado no Brasil não é só humanizar a vida dessas pessoas, mas também é humanizar a nossa sociedade, nosso Estado de direitos”

Gustavo Ambrósio, professor universitário, durante roda de conversa na avenida Paulista sobre a nova Lei de Migração. Evento ocorreu poucos dias após manifestação xenófoba que ocorreu no mesmo local – leia mais

Roda de conversa na av. Paulista foi contraponto às manifestações xenófobas que ocorreram no local dias antes (mai/2017). Também serve como exemplo de inteligência cultural.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

 

“O nome é feio e desnecessário. O bairro é multicultural. Seria o mesmo que ignorar o fato de que os judeus, árabes, italianos, bolivianos, chineses e outras raças ajudaram e contribuíram para que o bairro seja hoje como é”

Natália Pak, brasileira filha de sul-coreanos, sobre a ideia polêmica do prefeito de São Paulo, João Doria, de apelidar o bairro do Bom Retiro de Little Seul – leia mais

 

“Não esqueçam suas raízes. Tentar copiar outras coisas de outras culturas é uma falta de respeito por vocês mesmos, não tenham vergonha! As pessoas gostam de conhecer outras culturas, os artistas imigrantes. Sejam orgulhosos de vocês mesmos, a América Latina está aberta a todos vocês”

Adrian Ilave, artista plástico peruano, sobre a importância do imigrante valorizar sua cultura materna – leia mais

Adrián Ilave promove a mescla entre o contemporâneo e a cultura pré-colombiana em suas criações.
Crédito: Eva Bella/MigraMundo

 

“Para conseguir o voto das pessoas, joga-se com o medo, um medo que não tem base racional. E ao mesmo tempo, por não haver capacidade de criar um sistema de acolhimento e integração e que seja de qualidade, o acolhimento dos migrantes é visto como um problema para a sociedade e para a política”

Simone Andreotti, vice-presidente da Casa Benvenuto (Itália) e ex-ACNUR, sobre a xenofobia presente na Europa – leia mais

 

“É como uma prisão. Alguns de nós vemos isso como uma prisão”

S., que vive em campo de refugiados de Lesvos (Grécia), sobre as condições do local – leia mais

Situação precária é uma das marcas do campo de Moria, que abriga refugiados em Lesvos (Grécia).
Crédito: Herivelto Quaresma

 

“Eu penso o seguinte: eu não quero que você me aceite como eu sou, só quero que você me respeite. É a única coisa que eu exijo, é a única coisa que eu penso que eu tenho por direito, exigir o respeito do outro”

Ana, sobre ser migrante e refugiada LGBTT no Brasil – leia mais

 

“Por que tanto niño migrante?”

A salvadorenha Irma Deras, se perguntando pelo grande número de crianças que migram do Triângulo Norte da América Central – que vive uma crise humanitária ignorada pela comunidade internacional – leia mais

“Nesse momento, o principal é que as instituições se unam. Não é só aqui que as coisas acontecem. Infelizmente fomos mais uma a sofrer esse tipo de coação. Não apenas os migrantes, mas é preciso que as demais instituições vejam umas às outras como parceiras. Lutamos pelas mesmas causas”

Carla Aguilar, assistente social do CAMI (Centro de Apoio e Pastoral do Migrante), após assalto sofrido pela entidade. Ação apresentou sinais de ter sido premeditada – leia mais

Uma das salas da sede do CAMI após o assalto.
Crédito: Divulgação/CAMI

 

“Dentro ou fora das negociações e dos acordos resultantes do Pacto Global, os EUA continuarão a ter responsabilidade caso violem normas, princípios ou costumes de direito internacional aplicáveis para migrantes e refugiados. Mas, na prática, quem mais sentirão os efeitos dessa medida serão os migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade”

Carolina Batista de Abreu Claro, professora de relações internacionais da UnB, sobre os efeitos da saída dos EUA do Pacto Mundial das Nações Unidas para os Migrantes e Refugiados – leia mais

 

“Isso é uma verdadeira crise. (…) O acampamento de Kutupalong está além de sua capacidade. Famílias inteiras chegaram, cada espaço disponível está ocupado. Não tenho certeza de quanto tempo podemos aguentar isso”

Mohammad Abul Kalam, Comissário de Repatriação e Assistência para Refugiados em Cox’s Bazar (Bangladesh) sobre os refugiados rohingyas no país asiático – outra das “crises esquecidas” mundo afora – leia mais

Refugiados Rohingya que fogem para Bangladesh precisam urgentemente de assistência médica e humanitária.
Crédito: MSF

“Tantos passos estão escondidos nos passos de José e Maria. Vemos o percurso de famílias inteiras forçadas a fugir nos nossos dias. Vemos o percurso de milhões de pessoas que não escolhem fugir, mas são expulsas de sua terra e deixam para trás seus entes queridos”

Papa Francisco, durante homilia na Missa do Galo deste ano, no Vaticano, defendendo os migrantes – leia mais

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