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terça-feira, março 10, 2026

ONU faz apelo para evitar novas mortes e deslocamentos forçados no Oriente Médio

Embates afetam principalmente Irã, Afeganistão e Líbano, gerando deslocamentos forçados de milhares de pessoas e reforçando crises humanitárias já em curso

Os conflitos que tiveram início nos últimos dias no Oriente Médio já provocam uma série de deslocamentos forçados nos países que estão sofrendo ataques. Alguns dos locais afetados, inclusive, já são palco de crises humanitárias de longa duração que há décadas geram refugiados e deslocados internos.

Diante desse cenário, a ONU e suas principais agências envolvidas com a temática migratória e de desloamento forçado apelam para que os ânimos na região se acalmem.

“Tudo deve ser feito para evitar uma nova escalada no Oriente Médio. Peço a todas as partes que cumpram rigorosamente suas obrigações sob o direito internacional, incluindo a Carta da ONU, protejam os civis e garantam a segurança nuclear. Vamos agir com responsabilidade e juntos para afastar a região — e o nosso mundo — do precipício”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Na mesma linha, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados) pediu respeito aos direitos humanos, proteção dos civis e plena observância do direito internacional.

“Muitos países afetados já abrigam milhões de pessoas refugiadas e deslocadas internas. A continuidade da violência corre o risco de sobrecarregar a capacidade humanitária e exercer pressão adicional sobre as comunidades anfitriãs”, disse a agência, em comunicado à imprensa.

Principal palco do conflito, o Irã acolhe sozinho 1,65 milhão de refugiados, sobretudo do vizinho Afeganistão, que também está em conflito com o Paquistão. O total de mortes em razão dos bombardeios contra a capital Teerã e outras grandes cidades chegou a 800 nesta quarta-feira (3).

Há embates também no Líbano, depois que Israel decidiu revidar ataques efetuados pelo grupo extremista Hezbollah, que é aliado do Irã e tem bases na região sul do território libanês. Cerca de 11 mil pessoas já fugiram do país em direção à Síria em razão dos bombardeios que atingem inclusive o sul do país e parte da capital, Beirute, e ao menos 30 mil se deslocaram internamente em busca de abrigo.

O próprio Líbano tem a maior concentração de refugiados per capita do mundo, abrigando cerca de 1,5 milhão de sírios entre uma população de cerca de 4 milhões de libaneses.

Outros países que registraram ataques em meio à escalada de tensões na região foram Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Israel e Kuwait.

Em comunicado divulgado à imprensa, a OIM (Organização Internacional para as Migrações) pede que a comunidade internacional atue de forma imediata para prevenir sofrimento humano em meio às hostilidades.

“A escalada militar forçaria mais famílias a deixarem suas casas e afetaria duramente os civis. Milhões já estão deslocados na região. A OIM está monitorando a situação e permanece de prontidão para fornecer assistência vital sempre que possível. A desescalada é uma necessidade humanitária”, disse a Diretora-Geral da OIM, Amy Pope.


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