Quais foram os projetos e casos de sucesso que se destacaram no setor de Mobilidade Global neste ano? Esses nomes e processos foram conhecidos na edição 2025 do Brazil Talks Awards, que ocorreu na noite da última quarta-feira (12) em São Paulo.
O evento é uma das iniciativas do Brazil Talks, criado em abril de 2020 – logo no começo da pandemia de Covid-19 – com o propósito de compartilhar conhecimentos e melhores práticas da área de Recursos Humanos e Mobilidade Global.
Todas as inscrições para o Brazil Talks Awards foram avaliadas por um comitê julgador independente, que teve acesso somente ao case em si, sem nomes de empresas ou de profissionais envolvidos. O editor do MigraMundo, Rodrigo Borges Delfim, foi um dos integrantes do grupo neste ano.

Os vencedores de 2025
A grande novidade deste ano foi a entrada em cena de uma nova categoria, intitulada “Além do Óbvio”. Ela foi um dos anúncios que ocorreram durante a 5ª Feira de Negócios do Brazil Talks, que ocorreu em agosto passado em São Paulo.
Veja abaixo as categorias do Brazil Talks Awards e os cases vencedores em cada uma:
Além do Óbvio – Reconhece projetos inovadores que desafiaram padrões e trouxeram soluções criativas em Talent Mobility.
Vencedor: O caso do cofre. Mirna Calfichio, da K2, descreveu a resolução de uma situação bastante singular que teve de conduzir: um expatriado que chegou a ser detido pelas autoridades do país de destino por não ter declarado que tinha valores em um cofre que despachou junto a seus pertences. A abordagem incluiu diálogo com as autoridades, cooperação do próprio expatriado e gestão de crise junto à mídia desse país.
Melhor Estratégia de Imigração – Premia cases que se destacaram pela excelência no planejamento e execução de processos imigratórios.
Vencedor: BR-Visa, com caso que tornou possível a vinda de estudantes para um programa de intercâmbio promovido por um governo de outro país com base na Resolução Normativa 26, que regula essa possibilidade no Brasil, mas com orientações específicas sobre a natureza do vínculo entre a agência de intercâmbio e as empresas brasileiras, bem como sobre a relação entre os próprios intercambistas e as companhias locais.
ESG – Foco em Governança – Valoriza iniciativas que demonstraram boas práticas de governança corporativa no contexto de mobilidade global.
Vencedor: Oasis, com implementação de plano de Governança Centralizada com a Tecnologia Metis, desenvolvida especificamente para a gestão de imóveis corporativos, observando compliance e ESG.
Parceria com Foco na Experiência do Cliente – Celebra colaborações que transformaram a jornada do cliente em experiências excepcionais.
Vencedor: Danyel Andre Margarido, Suzano, com a implantação de um modelo de governança para a área de Global Mobility da empresa, usando a ferramenta Workia, que gerou reconhecimento interno e virou case de sucesso no mercado
Profissional do Ano em Talent Mobility – Indicação de quem se destacou no mercado em 2025, deixando sua marca e inspirando a comunidade.
Vencedor: Danyel Andre Margarido, Suzano – eleito por votação de integrantes do setor de Mobilidade Global
Equilíbrio entre Inteligência Artificial e lado humano
Além da premiação em si e de servir como uma oportunidade de confraternização entre diferentes atores do setor de Mobilidade Global, o Brazil Talks Awards também deixou algumas mensagens para o próximo ano, por meio de seu Comitê Organizador, que conta com representantes de diferentes empresas do setor de Mobilidade Global e envolvidos em áreas diversas desse mercado – como Relocation (mudanças), Client Experience, taxas e outras.
Elas giraram em torno de dois tópicos que parecem distantes, mas que devem ser considerados em qualquer processo: a importância crescente da Inteligência Artificial (IA) e o lado humano nos processos de expatriação e repatriação.
Nas falas, um consenso: a IA está ajudando a superar e agilizar burocracias e outros processos que tomariam um tempo precioso das equipes, e que as empresas envolvidas em Mobilidade Global devem se preparar para aproveitar ao máximo esse potencial. Por outro lado, também foi ponto comum a importância de deixar o trato com as pessoas fora dessa automação.
“Tecnologia a nosso favor sempre, para superar burocracias. Mas não podemos esquecer do toque humano, tanto em relação aos expatriados quanto a nós mesmos”, resumiu Patricia Tavares, cofundadora do Brazil Talks.
Também cofundadora da iniciativa, Vanessa Romão acrescentou. “Quando lidamos com pessoas, lidamos com sonhos, crenças. Essa escuta ativa também parte de se colocar no lugar do outro”.
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