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segunda-feira, janeiro 12, 2026

Evento do Itaú Cultural leva culturas migrantes para a avenida Paulista em outubro

Neste domingo (5), das 11h às 17h, Menu Cultural leva barracas de comida e artesanato de imigrantes, incluindo aqueles em situação de refúgio, ao Bulevar do Rádio entre o Itaú Cultural e o Sesc Avenida Paulista

O público que no final de semana anterior teve a oportunidade de visitar eventos como a Festa do Imigrante, a Feira Migração em Cena e o Festival de Danças Folclóricas Internacionais volta a ter como opção neste domingo uma atividade que permite se aproximar de diferentes culturas sem precisar sair da cidade de São Paulo. E melhor ainda, em um dos endereços mais emblemáticos da metrópole, com a edição de outubro do Menu Cultural, evento mensal do Itaú Cultural que une gastronomia a outras manifestações artísticas.

Para este mês, a atividade propõe uma travessia pelos sabores e costumes de quem cruzou oceanos, fronteiras e desafios para reconstruir a vida na cidade de São Paulo. Neste domingo (5), das 11h às 17h, a iniciativa leva barracas de comida e artesanato de imigrantes, incluindo aqueles em situação de refúgio, ao Bulevar do Rádio — espaço ao ar livre entre o Itaú Cultural e o Sesc Avenida Paulista.

O público pode visitar nove estandes de cozinheiros e artesãos de países como Palestina, Síria, Peru, Afeganistão, Camarões e Senegal, representando uma oportunidade de conhecer mais de perto locais que geograficamente podem estar distantes, mas que a migração trouxe para o cotidiano paulistano.

Paralelamente à feira, no 9º andar do Itaú Cultural, às 14h, haverá uma roda de conversa entre a curadora do Menu Cultural, a especialista em culturas alimentares Patty Durães, e o jornalista e ativista sírio Anas Obaid, fundador do Ponto Zero do Refúgio. O coletivo desenvolve ações socioculturais, artísticas e educativas sobre o tema. No bate-papo, a dupla vai abordar memórias que atravessam fronteiras, receitas que carregam histórias e o modo como a cozinha pode ser abrigo, resistência e ponte entre culturas.

Giro pelo mundo em nove barracas

O Menu Cultural de outubro reúne seis barracas de comida e três de artesanato. Um dos estandes culinários é o do Majâz 1948, restaurante especializado em comida árabe palestina localizado na Vila Buarque. No evento, eles oferecem opções salgadas como esfihas, kibes, sanduíches feitos com pão sírio recheados de kafta ou falafel, os bolinhos de grão-de-bico, além de sobremesas e uma bebida autoral intitulada “Palestina Livre”.

Da Palestina ao Peru, a barraca do Chifa de Rua traz as delícias da cozinha peruana e chifa, que combina a culinária chinesa com ingredientes e técnicas peruanas. Representando a África, mais exatamente Camarões, a barraca do Chez Kenk’s Restaurante de Culinária Internacional, cuja sede fica no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. Eles vendem, por exemplo, o prato mais conhecido do país, o Ndolè, um ensopado com folhas de boldo (que também pode ser espinafre), amendoim, legumes e carne, que nunca falta em festas e outros eventos importantes camaroneses.

O Muda Cultural terá ainda a barraca da Saruja Delícias Árabes, marca fundada em 2016 por uma família síria, que leva o nome do bairro onde moravam na cidade de Damasco; e o Samadi Restaurante, empreendimento familiar especializado em gastronomia iraniana e afegã e que foi inaugurado há alguns meses em São Paulo. Neste último será possível encontrar uma bebida ainda pouco conhecida no Brasil, a ayran – salgada, ela é feita com iogurte natural, hortelã e água, e conta com produção artesanal.

Além das opções que visam conquistar o visitante pelo estômago, o Muda Cultural recebe ainda três barracas de artesanato. Vivendo há mais de uma década no Brasil, a senegalesa Soda Diop, conhecida como “Mama”, comanda a Mama Nossa Cultura, loja localizada no centro da capital que já vestiu celebridades como Elza Soares e desfilou nas passarelas da São Paulo Fashion Week em 2023. Mama também é conhecida por ajudar imigrantes africanos recém-chegados, hospedando-os em sua casa.

Em 2015, a biomédica e empreendedora síria Fiton Assi criou a marca Jassmin de Damasco para apresentar aos brasileiros o artesanato em couro produzido em sua terra natal. Seu estande na feira terá peças como sandálias, bolsas, mochilas e outros acessórios, que exibem um minucioso e secular trabalho de gravura, representando padrões e símbolos da tradição histórica árabe. Além da beleza, seus produtos também se destacam pela durabilidade e resistência.

A arte da gravura é também o destaque da Nil Arts, marca da artista afegã Frozan Sediqi. Ela produz objetos de decoração e acessórios com a gravura nuristani, técnica de entalhe em madeira do povo do Nuristão, atualmente uma província no nordeste do Afeganistão. No Menu Cultural, ela apresenta um trabalho manual apurado, cujos entalhes representam histórias da cultura dessa comunidade.


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