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quinta-feira, maio 7, 2026
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Na Barra Funda, projeto com imigrantes integra escola e família com atividades de bordado

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A atividade "Memória em Cada Ponto" acontece na próxima quarta-feira (18), na EMEI Antônio Figueiredo do Amaral. Crédito: Andresa Medeiros/Equipe de Base Warmis

Por Cidade Escola Aprendiz
Crédito da imagem: Andresa Medeiros/Equipe de Base Warmis

Tecer histórias de vida enquanto imagens são costuradas em tecidos. Este é apenas um dos objetivos da atividade “Memória em cada Ponto”, que acontece nesta quarta-feira (18) na EMEI Antônio Figueiredo Amaral, situada no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Além da ação formativa a partir das técnicas de costura, a atividade propõe um momento de encontro e troca de saberes entre educadoras, crianças e familiares. Organizada pela Associação Cidade Escola Aprendiz, a atividade será realizada em parceria com a Equipe da Base Warmis – Convergência de Culturas e com a designer Letícia Matos, idealizadora do projeto 13 Pompons, que ministrarão oficina envolvendo o bordado de tecidos e contação de histórias pessoais, além de confecção de tricô de dedo e pompons junto às crianças.

A Warmis é formada por mulheres imigrantes voluntárias, que têm como intuito promover melhores condições de vida a comunidades imigrantes, por meio de projetos e oficinas que discutem os direitos dessa população no país. Já o projeto 13 Pompons realiza intervenções urbanas que estimulam a ocupação da cidade de forma criativa e colaborativa. Com suas cores e formas, as tramas do tricô atraem a atenção das crianças, transmitindo uma sensação de carinho e aconchego, além de humanizar as relações e o espaço urbano.

Integração de famílias imigrantes

A atividade integra uma das ações do Projeto Integração Família Rede Socioeducativa, promovido pela Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceria com a DRE-Ipiranga e apoio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

O objetivo principal do projeto é fomentar a integração de famílias imigrantes latino-americanas aos diversos espaços e equipamentos do centro de São Paulo. Os dois principais pontos de conexão com essas comunidades são duas escolas municipais, cujo público contempla um grande número de estudantes imigrantes e/ou filhos de imigrantes.

Entre as estratégias adotadas, o projeto pretende apresentar dados relativos aos principais desafios na integração das comunidades latino-americanas a partir de um diagnóstico socioterritorial que revela as condições de vida das crianças imigrantes na região central de São Paulo.

Trabalho em rede

No intuito de formar uma rede em torno da questão da imigração, o projeto já realizou uma série de parcerias com os equipamentos socioeducativos e culturais que atuam no território, como o Fórum da Criança e do Adolescente Sé, Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM), Rede Social do Senac Tiradentes, Conselho Participativo da Subprefeitura Sé, entre outros.

Sobre o Programa Cidades Educadoras

O Projeto Integração Família Rede-Socioeducativa integra o Programa Cidades Educadoras desenvolvido pela Associação Cidade Escola Aprendiz. Criado em 2015, o programa visa fortalecer a demanda social por Cidades Educadoras no Brasil por meio de projetos e experiências voltados à integração entre comunidades, escolas e territórios. Trazendo o acúmulo e as metodologias de 18 anos de atuação da proposta Bairro-escola, o programa também é responsável por produzir e disseminar conteúdos relacionados à temática, além de identificar e apoiar políticas públicas que possam contribuir com a formação de Cidades Educadoras no país. Conheça o Programa Cidades Educadoras

Serviço
Memória em Cada Ponto
Quando: 18/5
Horário: das 15h30 às 16h30
Onde: EMEI Antônio Figueiredo Amaral
Local: R. Leonardo Jones Júnior, 34 – Barra Funda – São Paulo (SP)

Na Barra Funda, projeto com imigrantes integra escola e família com atividades de bordado

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A atividade "Memória em Cada Ponto" acontece na próxima quarta-feira (18), na EMEI Antônio Figueiredo do Amaral. Crédito: Andresa Medeiros/Equipe de Base Warmis

Por Cidade Escola Aprendiz
Crédito da imagem: Andresa Medeiros/Equipe de Base Warmis

Tecer histórias de vida enquanto imagens são costuradas em tecidos. Este é apenas um dos objetivos da atividade “Memória em cada Ponto”, que acontece nesta quarta-feira (18) na EMEI Antônio Figueiredo Amaral, situada no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Além da ação formativa a partir das técnicas de costura, a atividade propõe um momento de encontro e troca de saberes entre educadoras, crianças e familiares. Organizada pela Associação Cidade Escola Aprendiz, a atividade será realizada em parceria com a Equipe da Base Warmis – Convergência de Culturas e com a designer Letícia Matos, idealizadora do projeto 13 Pompons, que ministrarão oficina envolvendo o bordado de tecidos e contação de histórias pessoais, além de confecção de tricô de dedo e pompons junto às crianças.

A Warmis é formada por mulheres imigrantes voluntárias, que têm como intuito promover melhores condições de vida a comunidades imigrantes, por meio de projetos e oficinas que discutem os direitos dessa população no país. Já o projeto 13 Pompons realiza intervenções urbanas que estimulam a ocupação da cidade de forma criativa e colaborativa. Com suas cores e formas, as tramas do tricô atraem a atenção das crianças, transmitindo uma sensação de carinho e aconchego, além de humanizar as relações e o espaço urbano.

Integração de famílias imigrantes

A atividade integra uma das ações do Projeto Integração Família Rede Socioeducativa, promovido pela Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceria com a DRE-Ipiranga e apoio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

O objetivo principal do projeto é fomentar a integração de famílias imigrantes latino-americanas aos diversos espaços e equipamentos do centro de São Paulo. Os dois principais pontos de conexão com essas comunidades são duas escolas municipais, cujo público contempla um grande número de estudantes imigrantes e/ou filhos de imigrantes.

Entre as estratégias adotadas, o projeto pretende apresentar dados relativos aos principais desafios na integração das comunidades latino-americanas a partir de um diagnóstico socioterritorial que revela as condições de vida das crianças imigrantes na região central de São Paulo.

Trabalho em rede

No intuito de formar uma rede em torno da questão da imigração, o projeto já realizou uma série de parcerias com os equipamentos socioeducativos e culturais que atuam no território, como o Fórum da Criança e do Adolescente Sé, Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM), Rede Social do Senac Tiradentes, Conselho Participativo da Subprefeitura Sé, entre outros.

Sobre o Programa Cidades Educadoras

O Projeto Integração Família Rede-Socioeducativa integra o Programa Cidades Educadoras desenvolvido pela Associação Cidade Escola Aprendiz. Criado em 2015, o programa visa fortalecer a demanda social por Cidades Educadoras no Brasil por meio de projetos e experiências voltados à integração entre comunidades, escolas e territórios. Trazendo o acúmulo e as metodologias de 18 anos de atuação da proposta Bairro-escola, o programa também é responsável por produzir e disseminar conteúdos relacionados à temática, além de identificar e apoiar políticas públicas que possam contribuir com a formação de Cidades Educadoras no país. Conheça o Programa Cidades Educadoras

Serviço
Memória em Cada Ponto
Quando: 18/5
Horário: das 15h30 às 16h30
Onde: EMEI Antônio Figueiredo Amaral
Local: R. Leonardo Jones Júnior, 34 – Barra Funda – São Paulo (SP)

Da Síria ao Paraguai, passando pelo Congo: mais uma volta ao mundo em um dia em São Paulo

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Feira das Feiras: Imigrantes foi uma das atrações culturais do "domingo migrante" em São Paulo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Conhecer uma penca de países sem precisar sair de São Paulo. Basta um pouquinho de mente aberta, pesquisa e disposição para essa tarefa. E o último domingo (15) foi particularmente rico para quem curte e valoriza essa diversidade na cidade.

Foram pelo menos três grandes eventos acontecendo ao mesmo tempo – sem contar feiras e outras atividades permanentes ou com uma periodicidade definida. O MigraMundo esteve presente em um deles e traz informações sobre o que rolou nos outros dois.

Feira das Feiras: Imigrantes

Organizada pela Skol Music, a segunda edição da Feira das Feiras teve “Imigrantes” como tema e promoveu um giro por três continentes no espaço do Mirante 9 de Julho, atrás do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

Para isso, contou com a parceria do Australia Now e do Migraflix, negócio social focado em empoderar imigrantes economicamente e culturalmente. O evento contou com stands de culinária e de artesanato da Síria, Marrocos, República Democrática do Congo, França e Senegal.

Quer saber como foi? Basta dar uma olhada abaixo, no vídeo feito pelo MigraMundo a partir do Snapchat (usuário migraoficial)

Dia das Mães e festa de 205 anos da Independência do Paraguai

Para os paraguaios que vivem em São Paulo, o domingo foi de grande festa, por lembrar ao mesmo tempo os 205 anos da Independência do Paraguai e o Dia das Mães. Uma relação que tem todo um significado especial, já que as mulheres e mães paraguaias são responsáveis diretas pela herança cultural do país e também atuaram na defesa e reconstrução do país após a guerra contra a Tríplice Aliança (aqui no Brasil chamada simplesmente de Guerra do Paraguai).

A festa dupla foi organizada pela Coordenação Paraguaia da Pastoral do Migrante e aconteceu na Igreja Nossa Senhora da Paz, local de referência para imigrantes e comunidades de diversas nacionalidades que vivem em São Paulo.

Auditório da Igreja da Paz ficou lotado para a Festa da Independência do Paraguai e do Dia das Mães. Crédito: Leo Ramirez
Auditório da Igreja da Paz ficou lotado para a Festa da Independência do Paraguai e do Dia das Mães.
Crédito: Leo Ramirez

 

Quebrando as barreiras culturais com grupos de imigrantes e refugiados

Já na zona sul da cidade, mais exatamente no bairro do Jabaquara, aconteceu uma maratona de 12 horas de programação cultural promovida pela GRIST (Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto). O evento ocorreu no Centro Cultural Jabaquara e contou ainda com apoios da Coordenação de Políticas para Migrantes (CPMig) da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, do CRAI (Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes), MSTC (Movimento Sem Teto do Centro) e da Associação Raso da Catarina.

Na programação estavam grupos culturais da República Democrática do Congo, Haiti, Togo e Bolívia, além de debates e artesanato e exposições artísticas. Teve ainda espaço para dois grupos de samba brasileiros. Tudo isso para, como o nome do próprio evento propõe, quebrar barreiras culturais entre imigrantes (de qualquer nacionalidade e situação migratória) e brasileiros.

Centro Cultural Jabaquara também recebeu evento com imigrantes e refugiados. Crédito: Karla Portes
Centro Cultural Jabaquara também recebeu evento com imigrantes e refugiados.
Crédito: Karla Portes

 

 

Quênia planeja fechar campos de refugiados e pode desalojar 600 mil pessoas

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Vista geral do campo de refugiados de Daddab, no Quênia, o maior do mundo. Crédito: ACNUR

Crédito da imagem representativa: ACNUR

Por Rodrigo Borges Delfim

O governo do Quênia começou uma operação para fechar os campos de refugiados em operação no país. O fato preocupa a comunidade internacional, já que cerca de 600 mil pessoas devem ficar desalojadas e com futuro incerto.

Vizinho de países com conflitos internos, como Somália e Sudão do Sul, o Quênia é uma das nações que mais abrigam refugiados no mundo. É lá ainda que ficam dois dos maiores campos de refugiados em operação no mundo: Daddab, o maior do planeta, com cerca de 330 mil pessoas (um número maior, por exemplo, que a população de Cuiabá, capital do Mato Grosso), sendo a maioria da vizinha Somália; e Kakuma, o terceiro maior do mundo, que conta com 190 mil pessoas – a maior parte delas sul-sudanesas.

Em nota, o governo queniano justifica os fechamentos por motivos econômicos, sociais e de segurança nacional. O campo de Daddab, por exemplo, é tido pelas forças de segurança como uma “ameaça” ao país, que teme a infiltração de extremistas do grupo radical Al-Shabab, que controla parte da Somália e de quem fogem milhares de somalis para o Quênia. Além disso, o governo alega que os campos servem como base para o contrabando de armas.

Vista de parte do campo de refugiados de Daddab, que pode ser fechado pelo governo queniano. Crédito: Brendan Bannon/IOM/UN Refugee Agency
Vista de parte do campo de refugiados de Daddab, que pode ser fechado pelo governo queniano.
Crédito: Brendan Bannon/IOM/UN Refugee Agency

A ideia de fechar campos de refugiados não é nova. No ano passado, por exemplo, depois do ataque terrorista contra uma universidade na cidade de Garissa (feito pelo grupo Al-Shabbab), o governo queniano já tinha ameaçado fechar Daddab. No entanto, desta vez Nairóbi dissolveu o DRA (Department Refugee Agency), departamento encarregado de registrar e ajudar os refugiados no país, tem acelerado os processos de repatriação e suspendeu a aceitação de novos solicitantes de refúgio.

Dados da Jesuit Refugee Service (JRS), ONG que atua junto a refugiados, mostram que 56% dos refugiados no Quênia são mulheres, crianças e jovens.

Reação internacional

O anúncio foi feito na tarde do último dia 6 de maio, uma sexta-feira, o que retardou respostas da comunidade internacional contra a medida.

Já na segunda-feira (9), o Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) pediu ao governo do Quênia que reconsidere a decisão de fechar os campos. “O Quênia tem feito um papel crucial no centro e leste da África durante quase um quarto de século, proporcionando asilo a pessoas que fugiam de perseguições e guerras”, declarou Adrian Edwards, porta-voz da agência.

Para a Anistia Internacional, a decisão do governo queniano foi “descuidada” e alertou que ela poderá causar o retorno involuntário de milhares de refugiados para seus países de origem  – países esses que ainda enfrentam situações de instabilidade, colocando em risco a vida dessas pessoas que já vivem em vulnerabilidade.

Em nota, a JRS também lembrou o papel cumprido pelo Quênia ao longo dos últimos anos e declara entender a preocupação com a segurança nacional. No entanto, a ONG pede que o país não siga o mau exemplo dado pelas nações europeias, que têm respondido à crise humanitária atual com fechamentos de fronteiras, e busque apoio junto à comunidade internacional para manter o trabalho em relação aos refugiados. “O Quênia não deveria seguir esse caminho, mas sim continuar a receber os refugiados e buscar mais suporte da comunidade internacional para manter essa tarefa”.

Apesar dos apelos e críticas da comunidade internacional e ONGs, o governo do Quênia continua firme na ideia de fechar os campos de refugiados. Pior para as cerca de 600 mil pessoas que ficam assim com um futuro incerto.

Com informações de Ansa, Daddab Stories, JRS e Acnur

“Somos filhos de imigrantes e precisamos respeitar os que vem de fora”, diz curador de mostra Brasil-Iraque sobre paz

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Menos dor, mais poesia e mais respeito ao outro é o que pede exposição que chega a São Paulo. Crédito: Sandra Carrillo

Menos dor, mais poesia. Mais respeito, menos conflitos. Esses desejos parecem até utópicos em tempos nos quais prevalecem a intolerância e a falta de respeito ao outro. Mas a exposição fotográfica “Love Letter from Brazil to Iraq” (Cartas de Amor do Brasil ao Iraque, em tradução livre), que estreia nesta quinta (12) em São Paulo, mostra que é possível abrir caminho e enfatizar para esses valores, inclusive em zonas de conflito.

Com entrada gratuita, a mostra fica na unidade Angélica da Panamericana Escola de Arte e Design até 12 de junho. A curadoria é de Renato Negrão, professor de fotografia da Panamericana, e do presidente da ONG “Larsa for Human Rights” e também do IPC – Iraq Photograph Center, o iraquiano Abo Al Hassan.

A mostra, que já foi apresentada na Galeria Daratal Tasweer, em Amã (Jordânia), e instalada pelas ruas de Bagdá (Iraque), chega ao Brasil com 72 trabalhos, promovendo uma troca entre 21 fotógrafos brasileiros e 15 iraquianos.

Em entrevista ao MigraMundo, Negrão conta que a exposição pretende levar uma mensagem de paz e de fazer refletir sobre os tempos atuais, com mensagens positivas entre seres humanos de culturas diferentes. “Estamos cansados da dor e precisamos de mais poesia. É justamente assim que esta exposição foi recebida no Iraque e na Jordânia e tenho esperanças que no Brasil acontecerá o mesmo!!”

MigraMundo: Como surgiu a parceria com o fotógrafo iraquiano?
Renato Negrão: Através de um convite, em 2012, para participar como fotógrafo da primeira edição desta exposição. A partir disto ficamos amigos pelas redes sociais e ano passado veio o convite para organizar outra exposição, desta vez unindo fotógrafos brasileiros e iraquianos.

Qual foi o critério usado para selecionar as imagens?
Tínhamos algumas exigências. Como o projeto prevê a propagação de boas ideias, pedi que os fotógrafos não mandassem imagens tristes ou polêmicas e, nem fotos sobre temas religiosos, uma vez que não acredito que a arte deva funcionar politicamente. Arte para mim é maneira de expressão do ser humano. E em política, é necessário defender um lado e, automaticamente, ficar contra o outro. Não gosto de associar meus projetos a isto. Temas relacionados a sensualidade e sexualidade também não entrariam na mostra.

Com 72 trabalhos, mostra promove troca entre fotógrafos brasileiros e iraquianos. Crédito: Renato Gaiofato
Com 72 trabalhos, mostra promove troca entre fotógrafos brasileiros e iraquianos.
Crédito: Renato Gaiofato

A comunidade árabe no Brasil é bem significativa, e agora inclui refugiados de países como Síria, Líbano, Iraque e Palestina. Que tipo de diálogo e impacto essa exposição poderia trazer a essa comunidade e contribuir para a quebra de estereótipos que a envolve?
Ela pode contribuir na medida que uma mensagem de paz pode ter, ou seja, sem preconceitos ou ideias pré-determinadas sobre questões polêmicas. Pessoalmente eu defendo a ideia de que compartilhamos o mesmo planeta e algo que se faz em um local pode repercutir, positiva ou negativamente, em outro. Meus projetos, como curador ou fotógrafo são voltados para esta esfera. Como professor eu também tento passar essas mensagens de respeito e entendimento sobre as questões de imigração. Afinal, somos um país onde nos orgulhamos por nossas descendências, somos filhos de imigrantes e precisamos respeitar os que vem de fora.

A exposição já passou por Iraque e Jordânia. Como foi a recepção do público, especialmente considerando a proximidade desse público com áreas em conflito?
Foi a melhor possível. Eu estava presente na abertura em Amã, na Jordânia e posso citar vários exemplos de como as pessoas ficaram emocionadas com as imagens. Como o relato de uma jovem iraquiana, que vive com a família na Jordânia, como refugiada de guerra. Ela parou em frente uma fotografia da Valerie Mesquita e disse, emocionada: “essa moça andando descalça neste bosque sou eu, meu desejo de liberdade, minha esperança para o meu futuro” Foi lindo ouvir isso.

Estamos cansados da dor e precisamos de mais poesia. É justamente assim que esta exposição foi recebida no Iraque e na Jordânia, tenho esperanças que no Brasil acontecerá o mesmo!!

Fotografia de Valerie Mesquita que emocionou refugiada iraquiana durante exposição na Jordânia> Imagem é uma das atrações da mostra que agora chega a São Paulo. Crédito: Valerie Mesquita
Fotografia de Valerie Mesquita que emocionou refugiada iraquiana durante exposição na Jordânia. Imagem é uma das atrações da mostra que agora chega a São Paulo.
Crédito: Valerie Mesquita

A exposição pretende atravessar fronteiras, contar histórias, unir e transformar pessoas. Como você vê essa proposta, diante do contexto político nacional e internacional, no qual imperam sentimentos e atos como o desrespeito ao outro e a intolerância?A exposição pretende levar uma mensagem de paz, o que será feito com ela foge do meu controle. Tenho esperança de que seja uma possibilidade de reflexão sobre a união, não só entre os brasileiros e refugiados, mas sim, entre nós mesmos, que andamos brigando muito por ideias divergentes. Eu acredito no Ser Humano e acho que boas ações podem gerar uma mudança para o bem, sou um otimista por natureza.

Ao rever imagens feitas no passado e agora expostas ao público, qual a sensação que fica para você?
Fica a sensação de dever cumprido, de que vale a pela lutar por uma boa causa.

Que tipo de legado esse trabalho deixa para você?
O de que vale a pena lutar por uma boa ideia e pela paz.

 

Exposição “Love Letter from Brazil to Iraq” (Cartas de amor do Brasil ao Iraque).
Data e hora: De 12 de maio a 12 de junho – segunda a sexta, das 9h às 20h e sábado, das 9h às 12h. Não abre aos domingos e feriados.
Local: Panamericana Escola de Arte e Design – Av. Angélica, 1900, São Paulo (SP)
Entrada: gratuita

Paraguaios em SP celebram Dia das Mães e 205 anos da independência neste fim de semana

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Paraguaios em São Paulo celebrarão ao mesmo tempo duas mães, a humana e a Paátria. Crédito: Grupo Folklórico Alma Guarani

Por Leo Ramirez e Patrícia Rivarola

Nos próximos dias 14 e 15 de maio o Paraguai comemora 205 anos de sua Independência e celebra o Dia das Mães, que possui uma data fixa, 15 de maio.

São Paulo é uma das cidades que acolhe um grande número de imigrantes paraguaios e por este motivo para recordar e celebrar estas duas importantes datas para a comunidade, a Coordenação Paraguaia da Pastoral do Migrante – Missão Paz Scalabrinianos convida todos os paraguaios, aos amigos brasileiros e as comunidades imigrantes residentes na cidade para o evento que se realizará no dia 15 de Maio, na Igreja da Paz.

Abaixo é possível entender um pouco melhor o significado das duas datas para a população paraguaia:

Paraguai na América – No artigo intitulado “Paraguay Isla rodeada de tierra”, escrito para a Revista “El Correo de la Unesco”, o escritor Augusto Roa Bastos afirma que o “Paraguai como nação e como povo é um dos países da América que sofreu o maior peso das peripécias e vicissitudes. Sua história pareceria, se não fosse objetivamente real, a fabulação de um dramático destino, de uma tragédia ininterrompida, com tramo de grandeza e plenitude, porém, grandes e significativos”.

A Independência – Na madrugada de 15 de maio de 1811, Paraguai declara sua Independência da Espanha, numa ousada rebelião dos jovens patriotas do exército, com o apoio do povo, e rejeitam a incorporação do país às Províncias Unidas da Bacia do Prata e em seguida à Confederação Argentina, que pretendia unificar as Províncias do Vice Reino do Prata, transformando-as em um único país.

A Mãe e a Mulher Paraguaia – A identidade paraguaia que conhecemos hoje tem suas raízes nas tribos guaranis que habitavam e continua habitando a região do atual território paraguaio. Não se pode contar a história do Paraguai como Nação independente sem entender a relação do Estado com o seu idioma e suas mulheres, especialmente as mães, que foram tão protagonistas como os Próceres da Independência, defensoras da Pátria contra a invasão e, principalmente, na construção do País depois da devastadora guerra contra a Tríplice Aliança e são ainda agentes na manutenção do mais valioso legado, o idioma Guarani.

Em reconhecimento à importância da Mulher e Mãe Paraguaia na história desta Nação, o Papa Francisco disse: “Em toda América, a Mulher Paraguaia é a mais gloriosa, não pelo fato de ter estudado mais que outras, e sim por assumir um país derrotado pela guerra, pela injustiça e interesses internacionais. Mesmo assim, as paraguaias levantaram e levaram adiante a Pátria, a Língua e a Fé”. Esta afirmação ajuda a entender porque o Dia das Mães é celebrado no mesmo dia da Independência do Paraguai, da Mãe Pátria.

O dia 15 de maio é muito importante e especial para nós, paraguaios, e queremos compartilhar com vocês a nossa cultura e nossos costumes por meio da religiosidade, fé e cultura. Venha com os amigos e a família comemorar conosco a Festa Pátria e o Dia das Mães. Venha se divertir e integrar-se à cultura paraguaia!

Vengan todos vamos a divertirnos – PEJU MAYMAVE HA JAVY’A – Venham todos vamos nos divertir

*Patrícia Rivarola, brasileira filha e irmã de paraguaios, e integrante do Grupo Folclórico Alma Guarani.

*Leo Ramirez, paraguaio residente em São Paulo, e integrante do Grupo Acuarela Paraguaya.

Festa da Independência do Paraguai e Dia das Mães
Data e hora: domingo, 15 de maio, a partir das 12h
Local: Igreja da Paz – Rua do Glicério, 225, Liberdade, São Paulo (SP)
Entrada: gratuita
Informações: Igreja da Paz Tel.: (11) 3340-6950
Organização: Coordenação Paraguaia da Missão Paz Scalabrinianos

Atrações previstas:
– Missa em espanhol
– Tarde Cultural com danças folclóricas e tradicionais
– Comidas típicas
– Músicas do rico cancioneiro paraguaio ao som de arpa e violão
– Baile ao ritmo latino-americano.

Brasil tem 8.863 refugiados de 79 nacionalidades, informa Conare

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Dados sobre refugiados no Brasil, de acordo com o Conare (maio/2016). Crédito: Conare

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça (10) novos dados sobre o total de refugiados e de solicitações de refúgio no Brasil.

De acordo com o comitê, o país tem atualmente 8.863 refugiados de 79 nacionalidades distintas. Além destes, outras 25,2 mil pessoas aguardam julgamento do status de refugiado. Na comparação com dados de 2010, o aumento de refugiados reconhecidos é de 127%.

O relatório completo, chamado “Sistema de refúgio brasileiro – desafios e perspectivas”, pode ser acessado e baixado aqui

Entre os refugiados reconhecidos, a nacionalidade com mais representantes é a Síria (2.298), seguida por angolanos (1.420), colombianos (1.100) e congoleses da República Democrática do Congo (968). A lista com a dez maiores nacionalidades refugiadas pode ser vista abaixo:

refugiados-absol

Entre os solicitantes de refúgio, o grupo mais numeroso é o dos haitianos, com 48.371 pedidos apresentados desde 2010 até 20 de março deste ano. Em seguida estão os senegaleses (7,2 mil pedidos) e os sírios (3,4 mil).

Em relação aos haitianos, vale lembrar que o governo brasileiro concede a eles uma autorização de permanência chamada “visto humanitário”. Ele foi criado como um híbrido entre o refúgio e o visto comum para imigrantes, numa espécie de terceira categoria, não contabilizada nos dados apresentados. Embora o tal visto facilite a entrada de pessoas em condição vulnerável, nega a elas a condição de refugiados a qual alguns dos solicitantes poderiam ter direito.

Em outubro de 2015, o Conare e o Acnur firmaram um acordo de cooperação para garantir mais eficiência ao Brasil no processo de concessão do visto humanitário também para pessoas afetadas pelo conflito na Síria.

 

Apesar do aumento nos pedidos de refúgio, a demanda acumulada vem caindo: existiam 48,2 mil pedidos pendentes em 2014 contra 25,2 mil em 2015. Na visão do Conare, o resultado se deve a uma maior agilidade do comitê no julgamento das solicitações.

Para o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a distância do Brasil em relação a zonas de conflito deve tornar o país mais atrativo para refugiados. “A demanda por refúgio no Brasil crescerá pois não temos conflitos armados. O Brasil não pode se distanciar da abordagem solidária com refugiados no mundo. Temos ambiente cultural favorável.”

No contexto global

Apesar do número total de refugiados representar um recorde para o Brasil, ele está bem distante do que é registrado pelos países que mais abrigam refugiados no mundo. Quem lidera a lista atualmente é a Turquia, que conta com cerca de 1,84 milhão de pessoas nessa situação, seguida por Paquistão (1,5 milhão) e Líbano (1,2 milhão). O Líbano, aliás, é o país com maior número de refugiados em relação à população – 209 a cada 1.000 pessoas, o equivalente a um refugiado para cada 5 habitantes.

Os dados são do Mid-Year Trends 2015, publicado no fim de 2015 e que é uma prévia do Global Trends, relatório oficial que o Acnur deve divulgar em meados deste ano.

Com informações de Acnur, Nexo e Ministério da Justiça

Brasil tem 8.863 refugiados de 79 nacionalidades, informa Conare

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Dados sobre refugiados no Brasil, de acordo com o Conare (maio/2016). Crédito: Conare

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça (10) novos dados sobre o total de refugiados e de solicitações de refúgio no Brasil.

De acordo com o comitê, o país tem atualmente 8.863 refugiados de 79 nacionalidades distintas. Além destes, outras 25,2 mil pessoas aguardam julgamento do status de refugiado. Na comparação com dados de 2010, o aumento de refugiados reconhecidos é de 127%.

O relatório completo, chamado “Sistema de refúgio brasileiro – desafios e perspectivas”, pode ser acessado e baixado aqui

Entre os refugiados reconhecidos, a nacionalidade com mais representantes é a Síria (2.298), seguida por angolanos (1.420), colombianos (1.100) e congoleses da República Democrática do Congo (968). A lista com a dez maiores nacionalidades refugiadas pode ser vista abaixo:

refugiados-absol

Entre os solicitantes de refúgio, o grupo mais numeroso é o dos haitianos, com 48.371 pedidos apresentados desde 2010 até 20 de março deste ano. Em seguida estão os senegaleses (7,2 mil pedidos) e os sírios (3,4 mil).

Em relação aos haitianos, vale lembrar que o governo brasileiro concede a eles uma autorização de permanência chamada “visto humanitário”. Ele foi criado como um híbrido entre o refúgio e o visto comum para imigrantes, numa espécie de terceira categoria, não contabilizada nos dados apresentados. Embora o tal visto facilite a entrada de pessoas em condição vulnerável, nega a elas a condição de refugiados a qual alguns dos solicitantes poderiam ter direito.

Em outubro de 2015, o Conare e o Acnur firmaram um acordo de cooperação para garantir mais eficiência ao Brasil no processo de concessão do visto humanitário também para pessoas afetadas pelo conflito na Síria.

 

Apesar do aumento nos pedidos de refúgio, a demanda acumulada vem caindo: existiam 48,2 mil pedidos pendentes em 2014 contra 25,2 mil em 2015. Na visão do Conare, o resultado se deve a uma maior agilidade do comitê no julgamento das solicitações.

Para o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a distância do Brasil em relação a zonas de conflito deve tornar o país mais atrativo para refugiados. “A demanda por refúgio no Brasil crescerá pois não temos conflitos armados. O Brasil não pode se distanciar da abordagem solidária com refugiados no mundo. Temos ambiente cultural favorável.”

No contexto global

Apesar do número total de refugiados representar um recorde para o Brasil, ele está bem distante do que é registrado pelos países que mais abrigam refugiados no mundo. Quem lidera a lista atualmente é a Turquia, que conta com cerca de 1,84 milhão de pessoas nessa situação, seguida por Paquistão (1,5 milhão) e Líbano (1,2 milhão). O Líbano, aliás, é o país com maior número de refugiados em relação à população – 209 a cada 1.000 pessoas, o equivalente a um refugiado para cada 5 habitantes.

Os dados são do Mid-Year Trends 2015, publicado no fim de 2015 e que é uma prévia do Global Trends, relatório oficial que o Acnur deve divulgar em meados deste ano.

Com informações de Acnur, Nexo e Ministério da Justiça

Brasil tem 8.863 refugiados de 79 nacionalidades, informa Conare

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Dados sobre refugiados no Brasil, de acordo com o Conare (maio/2016). Crédito: Conare

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça (10) novos dados sobre o total de refugiados e de solicitações de refúgio no Brasil.

De acordo com o comitê, o país tem atualmente 8.863 refugiados de 79 nacionalidades distintas. Além destes, outras 25,2 mil pessoas aguardam julgamento do status de refugiado. Na comparação com dados de 2010, o aumento de refugiados reconhecidos é de 127%.

O relatório completo, chamado “Sistema de refúgio brasileiro – desafios e perspectivas”, pode ser acessado e baixado aqui

Entre os refugiados reconhecidos, a nacionalidade com mais representantes é a Síria (2.298), seguida por angolanos (1.420), colombianos (1.100) e congoleses da República Democrática do Congo (968). A lista com a dez maiores nacionalidades refugiadas pode ser vista abaixo:

refugiados-absol

Entre os solicitantes de refúgio, o grupo mais numeroso é o dos haitianos, com 48.371 pedidos apresentados desde 2010 até 20 de março deste ano. Em seguida estão os senegaleses (7,2 mil pedidos) e os sírios (3,4 mil).

Em relação aos haitianos, vale lembrar que o governo brasileiro concede a eles uma autorização de permanência chamada “visto humanitário”. Ele foi criado como um híbrido entre o refúgio e o visto comum para imigrantes, numa espécie de terceira categoria, não contabilizada nos dados apresentados. Embora o tal visto facilite a entrada de pessoas em condição vulnerável, nega a elas a condição de refugiados a qual alguns dos solicitantes poderiam ter direito.

Em outubro de 2015, o Conare e o Acnur firmaram um acordo de cooperação para garantir mais eficiência ao Brasil no processo de concessão do visto humanitário também para pessoas afetadas pelo conflito na Síria.

 

Apesar do aumento nos pedidos de refúgio, a demanda acumulada vem caindo: existiam 48,2 mil pedidos pendentes em 2014 contra 25,2 mil em 2015. Na visão do Conare, o resultado se deve a uma maior agilidade do comitê no julgamento das solicitações.

Para o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a distância do Brasil em relação a zonas de conflito deve tornar o país mais atrativo para refugiados. “A demanda por refúgio no Brasil crescerá pois não temos conflitos armados. O Brasil não pode se distanciar da abordagem solidária com refugiados no mundo. Temos ambiente cultural favorável.”

No contexto global

Apesar do número total de refugiados representar um recorde para o Brasil, ele está bem distante do que é registrado pelos países que mais abrigam refugiados no mundo. Quem lidera a lista atualmente é a Turquia, que conta com cerca de 1,84 milhão de pessoas nessa situação, seguida por Paquistão (1,5 milhão) e Líbano (1,2 milhão). O Líbano, aliás, é o país com maior número de refugiados em relação à população – 209 a cada 1.000 pessoas, o equivalente a um refugiado para cada 5 habitantes.

Os dados são do Mid-Year Trends 2015, publicado no fim de 2015 e que é uma prévia do Global Trends, relatório oficial que o Acnur deve divulgar em meados deste ano.

Com informações de Acnur, Nexo e Ministério da Justiça

Brasil tem 8.863 refugiados de 79 nacionalidades, informa Conare

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Dados sobre refugiados no Brasil, de acordo com o Conare (maio/2016). Crédito: Conare

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça (10) novos dados sobre o total de refugiados e de solicitações de refúgio no Brasil.

De acordo com o comitê, o país tem atualmente 8.863 refugiados de 79 nacionalidades distintas. Além destes, outras 25,2 mil pessoas aguardam julgamento do status de refugiado. Na comparação com dados de 2010, o aumento de refugiados reconhecidos é de 127%.

O relatório completo, chamado “Sistema de refúgio brasileiro – desafios e perspectivas”, pode ser acessado e baixado aqui

Entre os refugiados reconhecidos, a nacionalidade com mais representantes é a Síria (2.298), seguida por angolanos (1.420), colombianos (1.100) e congoleses da República Democrática do Congo (968). A lista com a dez maiores nacionalidades refugiadas pode ser vista abaixo:

refugiados-absol

Entre os solicitantes de refúgio, o grupo mais numeroso é o dos haitianos, com 48.371 pedidos apresentados desde 2010 até 20 de março deste ano. Em seguida estão os senegaleses (7,2 mil pedidos) e os sírios (3,4 mil).

Em relação aos haitianos, vale lembrar que o governo brasileiro concede a eles uma autorização de permanência chamada “visto humanitário”. Ele foi criado como um híbrido entre o refúgio e o visto comum para imigrantes, numa espécie de terceira categoria, não contabilizada nos dados apresentados. Embora o tal visto facilite a entrada de pessoas em condição vulnerável, nega a elas a condição de refugiados a qual alguns dos solicitantes poderiam ter direito.

Em outubro de 2015, o Conare e o Acnur firmaram um acordo de cooperação para garantir mais eficiência ao Brasil no processo de concessão do visto humanitário também para pessoas afetadas pelo conflito na Síria.

 

Apesar do aumento nos pedidos de refúgio, a demanda acumulada vem caindo: existiam 48,2 mil pedidos pendentes em 2014 contra 25,2 mil em 2015. Na visão do Conare, o resultado se deve a uma maior agilidade do comitê no julgamento das solicitações.

Para o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a distância do Brasil em relação a zonas de conflito deve tornar o país mais atrativo para refugiados. “A demanda por refúgio no Brasil crescerá pois não temos conflitos armados. O Brasil não pode se distanciar da abordagem solidária com refugiados no mundo. Temos ambiente cultural favorável.”

No contexto global

Apesar do número total de refugiados representar um recorde para o Brasil, ele está bem distante do que é registrado pelos países que mais abrigam refugiados no mundo. Quem lidera a lista atualmente é a Turquia, que conta com cerca de 1,84 milhão de pessoas nessa situação, seguida por Paquistão (1,5 milhão) e Líbano (1,2 milhão). O Líbano, aliás, é o país com maior número de refugiados em relação à população – 209 a cada 1.000 pessoas, o equivalente a um refugiado para cada 5 habitantes.

Os dados são do Mid-Year Trends 2015, publicado no fim de 2015 e que é uma prévia do Global Trends, relatório oficial que o Acnur deve divulgar em meados deste ano.

Com informações de Acnur, Nexo e Ministério da Justiça