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quarta-feira, agosto 26, 2026

Scalabrinianos atendem 4 mil pessoas no Brasil em julho; dados revelam diferentes realidades da mobilidade humana

Atuação da Congregação contempla diferentes etapas e realidades da mobilidade humana, que vão do acolhimento e a assistência social a migrantes e refugiados ao acompanhamento de trabalhadores marítimos

A Congregação dos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos informa que registrou mais de 4 mil pessoas atendidas no Brasil no mês de julho, por meio de suas obras sociais e serviços voltados a diferentes realidades da mobilidade humana. As iniciativas abrangem acolhimento, atendimento social, proteção, convivência e fortalecimento de vínculos, acompanhamento de migrantes e refugiados e assistência a trabalhadores marítimos.

Os espaços estão presentes em diferentes regiões do país, entre elas São Paulo, por meio do Centro de Pastoral e de Mediação dos Migrantes (CPMM/Missão Paz); Curitiba, no Paraná, por meio do Centro de Apoio ao Migrante (CEAMIG); Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, por meio do Centro Ítalo-Brasileiro de Assistência e Instrução às Migrações (CIBAI); Cuiabá, no Mato Grosso, por meio do Centro Pastoral para Migrantes (CPM); Florianópolis, em Santa Catarina, por meio do Escritório Scalabrini de Atenção ao Migrante (ESAM); e Manaus, no Amazonas, por meio da Casa do Migrante São João Batista Scalabrini.

Entre os públicos acompanhados estão pessoas de diferentes nacionalidades, com a presença de venezuelanos, cubanos, haitianos, peruanos, congoleses e migrantes provenientes de outros países da América Latina, África e demais regiões.

Além dos atendimentos realizados nos centros especializados, as Casas de Acolhida oferecem hospedagem, proteção e acompanhamento a migrantes e refugiados em situação de maior vulnerabilidade.

Em julho, foram registrados 279 migrantes e refugiados atendidos nos espaços de acolhimento, sendo 112 mulheres e 167 homens. As nacionalidades mais frequentes foram cubanos, venezuelanos, peruanos, haitianos e congoleses.

A maior concentração dos atendimentos ocorreu entre pessoas de 30 a 59 anos, seguida pelo grupo de 18 a 29 anos. As Casas de Acolhida scalabrinianas estão presentes em São Paulo (SP), Manaus (AM), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT).

Atendimento aos marítimos

A atuação da Congregação dos Missionários de São Carlos também alcança trabalhadores que vivem uma realidade específica de mobilidade humana: os marítimos.

Durante julho, o Centro Stella Maris Scalabrinian Catholic Network realizou mais de mil atendimentos a trabalhadores do mar. Aproximadamente 90% dos atendidos eram homens, com predominância da faixa etária entre 18 e 59 anos.

O trabalho integra a missão da Congregação de acolher, proteger, promover e integrar pessoas em situação de mobilidade, oferecendo apoio pastoral e social aos trabalhadores que passam longos períodos longe de suas famílias e comunidades de origem.

Entre os públicos acompanhados pelas obras scalabrinianas estão também crianças e adolescentes. Em julho, mais de 400 crianças foram atendidas por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

O SCFV integra a Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e tem como objetivo prevenir situações de risco social, fortalecer vínculos familiares e comunitários e promover a convivência e a participação social.

Ao todo, três obras scalabrinianas realizam esse trabalho: o Lar da Criança Primo e Palmira Pandolfo, em Guaporé (RS); o Patronato Júlio Mailhos, em Sarandi (RS); e o Instituto Cristovão Colombo, em São Paulo (SP).

Entre os participantes estão crianças migrantes e em situação de refúgio, com presença de diferentes nacionalidades. As atividades desenvolvidas contribuem para a proteção, a convivência e o desenvolvimento de crianças e adolescentes, além de favorecerem a integração com a comunidade.

Dados revelam diferentes realidades da mobilidade humana

Os registros das atividades realizadas mensalmente pelas obras sociais dos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos revelam a amplitude e a diversidade da missão da Congregação no Brasil, especialmente no serviço a migrantes, refugiados e marítimos. Os dados também contribuem para compreender os processos migratórios, identificando quem são as pessoas acolhidas, seus países de origem e os diferentes projetos de vida que trazem consigo.

Segundo o Pe. Lauro Bocchi, CS, Diretor do Departamento Regional de Desenvolvimento Social da Congregação, o acompanhamento sistemático dos atendimentos permite qualificar a resposta oferecida pelas obras scalabrinianas diante das diferentes realidades da mobilidade humana.

“Os registros de nossas atividades, que realizamos mensalmente, revelam a amplitude e a diversidade da missão scalabriniana no Brasil, no serviço aos migrantes, refugiados e marítimos. Também nos ajudam a entender os processos migratórios: quem são os acolhidos, de que países procedem e quais são seus projetos de vida, para assim podermos apoiá-los de maneira mais concreta”, explica.

Para o Diretor, os números precisam ser compreendidos para além de sua dimensão quantitativa. A diversidade dos públicos atendidos demonstra a necessidade de uma atuação capaz de responder a diferentes situações de vulnerabilidade e às demandas específicas de cada pessoa ou família.

“Mais do que números, esses dados expressam diferentes rostos e histórias que chegam às nossas missões em busca de acolhida, proteção e novas oportunidades. Atualmente, vemos muitas famílias, crianças, trabalhadores e pessoas que necessitam de um acompanhamento integral. A resposta scalabriniana, portanto, permanece marcada não apenas pela quantidade de atendimentos, mas pela capacidade de acolher diferentes situações e transformar a presença junto aos migrantes em um verdadeiro serviço à dignidade humana”, afirma Pe. Lauro.

Diferentes realidades da mobilidade humana

Os dados registrados em julho refletem a diversidade das pessoas acompanhadas pelas obras sociais dos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos no Brasil.

A atuação da Congregação contempla diferentes etapas e realidades da mobilidade humana: desde o acolhimento e a assistência social a migrantes e refugiados até a proteção de crianças e adolescentes e o acompanhamento pastoral e social de trabalhadores marítimos.

Os atendimentos representam pessoas que chegam ao Brasil em busca de proteção, segurança, oportunidades e melhores condições de vida. Em diferentes contextos, as obras scalabrinianas procuram oferecer acolhimento, orientação e acompanhamento, contribuindo para que migrantes, refugiados e outras pessoas em situação de mobilidade possam reconstruir seus projetos de vida e fortalecer seus vínculos com a comunidade.


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