Uma das festividades que marcam o começo de cada ano em São Paulo, o Ano Novo Chinês agora é parte do Calendário Oficial de Eventos da capital paulista. A inclusão foi estabelecida pela Lei nº 18.493, de 3 de junho de 2026, aprovada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial da Cidade na última terça-feira (9).
Com suas tradições milenares, a celebração do Ano Novo Chinês oferece uma oportunidade única para todos vivenciarem a rica cultura chinesa em São Paulo. Com atividades para todas as idades, representa uma experiência imperdível para quem deseja começar o ano com boas energias e novas descobertas.
De acordo com a legislação, as celebrações deverão ocorrer anualmente entre os dias 20 de janeiro e 20 de fevereiro, período em que tradicionalmente acontece a festividade segundo o calendário lunar chinês.
No calendário lunar, o Ano do Cavalo começou oficialmente em 17 de fevereiro, mas as celebrações em São Paulo tiveram início em 31 de janeiro com a tradicional programação gratuita no bairro da Liberdade. O Museu da Imigração também recebeu atividades alusivas à data.
Além de São Paulo, outros municípios brasileiros já incluíram a celebração em seus calendários oficiais – casos de Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Foz do Iguaçu (PR). Há ainda um Projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional desde 2021 que prevê a inclusão do Ano Novo Chinês no Calendário Nacional de Datas Comemorativas.
Momento especial
A oficialização do Ano Novo Chinês em São Paulo – também conhecido como Festa da Primavera – ocorre em um momento simbólico para as relações entre Brasil e o gigante asiático. O ano de 2026 foi declarado o Ano Cultural Brasil-China, iniciativa que tem ampliado o intercâmbio cultural entre os dois países por meio de apresentações artísticas, exposições, festivais e outras ações de aproximação entre os povos.
Neste ano, passou a valer também a isenção mútua de vistos para turismo e negócios entre Brasil e China.
“São Paulo demonstra mais uma vez sua grandeza ao reconhecer e valorizar o Ano Novo Chinês em seu calendário oficial. Em um momento marcado pelo Ano Cultural Brasil–China e pelo reconhecimento dessa celebração como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a cidade reafirma seu compromisso com a diversidade, o diálogo entre os povos e a valorização das culturas que ajudam a construir sua identidade”, destacou Thomas Law, presidente do Ibrachina (Instituto Sociocultural Brasil-China).
Estima-se que no Brasil vivam cerca de 300 mil chineses, sendo a grande maioria (em torno de 70%) no estado de São Paulo e em especial na capital paulista – uma comunidade ainda engrossada pelos descendentes diretos. Law complementa, afirmando que tal reconhecimento é “um gesto que honra a comunidade chinesa, fortalece os laços entre Brasil e China e enriquece o patrimônio cultural de todos os paulistanos.”
Além do Ano Novo Chinês, a cidade de São Paulo também reconhece outras manifestações culturais de comunidades migrantes em seu calendário oficial. É o caso da Alasitas, que costuma mobilizar fortemente a comunidade boliviana e acontece sempre em 24 de janeiro de cada ano.
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