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quinta-feira, maio 7, 2026
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Semáforos fechados

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Por Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs

Apesar de todos semáforos amarelos ou vermelhos, os migrantes seguem adiante. Não podem dar-se ao luxo de deter os próprios passos. O fogo e a fome mordem-lhe os calcanhares. O fogo da violência e das armas, a fome da pobreza e da miséria os põem em fuga. Atrás a morte os persegue, fulminante ou a conta-gotas; à frente o horizonte é incerto e nebuloso, denso de nuvens sombrias. Mesmo assim, devem abrir novas picadas na mata cerrada e escura. São homens e mulheres, crianças, adolescentes e jovens, famílias em geral mutiladas – todos em fuga. Uma corrida desesperada, frenética, ansiosa: cheia de pedras, espinhos, águas bravias, areias escaldantes e barreiras de todos tipos. Muros altos e sem fim, intransponíveis, visíveis e invisíveis, feitos de concreto, arame farpado, soldados armados ou leis restritivas. A polícia e o rótulo de “extra comunitários” cortam-lhes os passos e as pernas, ceifam-lhes os sonhos e a esperança.

A diáspora muçulmana para além dos estereótipos

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Por Roberto Marinucci
Do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM)

O intenso fluxo de migrantes e refugiados oriundos de países de tradição islâmica tem colocado o tema da religião e, de forma específica, do Islã no centro do debate político em numerosos países. A tradicional preocupação com os impactos econômicos da acolhida de estrangeiros é acompanhada por intensas discussões sobre a integração de populações cultural e religiosamente diferentes, bem como pela questão da segurança nacional diante do espetro do Daesh (o assim chamado “Estado Islâmico”). Os graves e ainda mal explicados acontecimentos de Colônia, na virada do ano, têm alimentado ainda mais a suspeita e a rejeição em relação a populações com “procedência árabe ou do norte da África”.

Social Good Brasil LAB 2016 prorroga inscrições até 17 de abril; projetos que envolvem migrantes conquistam destaque

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Atualizado em 05/04/16

Ideias para mudar uma realidade, que ajudam a construir um mundo melhor. Parece utópico, mas existem programas e locais onde ações e assim podem se tornar reais. São projetos como esses que o Social Good Brasil LAB busca, e que podem ser empreendidos tanto por brasileiros como migrantes que vivem no Brasil. E as inscrições para este ano estão abertas até 17 de abril.

CRAI-SP e Sefras fazem campanha para pagar transporte de imigrantes para cursos de português

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O Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (CRAI) de São Paulo e o Sefras (Serviço Franciscano de Solidariedade), entidade gestora do espaço, estão organizando uma campanha em apoio aos imigrantes que fazem cursos de português nas dependências do centro de referência.

O CRAI e o Sefras iniciaram cursos de português com imigrantes no ano passado, em parceria com o Núcleo Refazenda – que continua para mais este semestre. O primeiro módulo foi finalizado no mês de dezembro, no qual participaram ao todo 38 imigrantes, sendo que 16 deles conseguiram chegar até o final do módulo, em dezembro. Entre os alunos estava representantes de 9 nacionalidades: República Democrática do Congo (RDC), Bangladesh, Paquistão, Afeganistão, Síria, Palestina, Bolívia e Tunísia.

Migração é destaque em fórum de mídia livre em SP

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O papel de mídias independentes no acompanhamento de assuntos relacionados às migrações e refúgio será debatido em São Paulo em um painel com militantes, comunicadores e pesquisadores voltados à temática.

O debate, chamado de “Mídia Livre e Migração – o olhar humano na cobertura da migração e do refúgio”, integra a Semana Latino-americana de Mídia Livre: Respostas Humanizadoras para os Novos Tempos e acontece no próximo dia 23, a partir das 19h no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo.

Próximo Feirão do Emprego para imigrantes e refugiados será em 18 de abril

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CIC do Imigrante terá em abril uma nova edição do Feirão do Emprego. Crédito: SERT/SP

A terceira edição do Feirão do Emprego para imigrantes e refugiados, em São Paulo, já tem data marcada: será em 18 de abril, das 9h às 17h no CIC do Imigrante, na zona oeste da capital paulista.

Lampedusa, a porta da Europa

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Ilha de Lampedusa, na Itália, é destino turístico e ponto de chegada de migrantes. Crédito: www.italia.it

Por Eleonora Silanus
De Turim (Itália)

Lampedusa é uma pequena ilha italiana, daquelas cheias de praias maravilhosas: perfeita para um cartão postal.  Com uma superfície de 20 km², fica entre a Itália e a Tunísia e é destino de férias de muitos turistas. Por Lampedusa ser mais próxima da África, a partir dos anos 90 começou a ser conhecida também como o destino principal dos migrantes africanos em fuga de guerras, perseguições e da miséria.

A história de Lampedusa – ainda sem um final – representa perfeitamente a relação entre os três protagonistas das migrações na Europa: os migrantes, o país (nesse caso a Itália), e a população.

Vidas Refugiadas conscientiza e dá voz às mulheres refugiadas

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Por Géssica Brandino
Para o Caminhos do Refúgio

Pergunte à Maria, Nkechinyere ou Silvye o que às levou a participar do projeto Vidas Refugiadas e a resposta será: ter voz para dizer o que significa ser uma mulher refugiada, os sonhos e necessidades particulares deste grupo – que já representa cerca de 30% dos refugiados reconhecidos pelo Brasil. Ainda que pouco se fale dele.

O projeto foi criado pelo fotógrafo Victor Moriyama e pela advogada Gabriela Cunha Ferraz, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). Lançado na livraria FNAC, em São Paulo, na véspera do Dia Internacional da Mulher, os retratos que apresentam os olhares das oito mulheres refugiadas que participam do projeto ficarão expostos até o dia 31 de março.

No Brasil e no exterior, mulheres migrantes se reinventam diariamente e constroem novas vidas

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Ser mulher e ao mesmo tempo migrante ou mesmo refugiada: uma combinação cada vez mais comum no mundo atual, mas ainda sujeita a uma série de estereótipos que criam dificuldades para a inserção de cada uma delas na sociedade.

Mesmo assim, tanto mulheres migrantes e refugiadas no Brasil como brasileiras no exterior toparam o desafio de viver longe da terra natal (ou se viram obrigadas a tal) e tiveram de reconstruir suas vidas.

Exposição Vidas Refugiadas resgata cotidiano e superações de mulheres refugiadas no Brasil

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“É impossível trabalhar com histórias humanas sem mergulhar no universo das pessoas”. Assim a advogada Gabriela Cunha Ferraz sintetiza o envolvimento dela com o projeto Vidas Refugiadas, sobre mulheres refugiadas no Brasil.