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quarta-feira, julho 1, 2026
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DPU entra com ação contra Caixa e BC para garantir pagamento do auxílio emergencial a imigrantes

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Imigrantes também tem direito a auxílio emergencial criado pelo governo devido ao coronavírus
(Foto: USP Imagens)

A divisão paulista da DPU (Defensoria Pública da União) entrou com uma Ação Civil Pública contra a Caixa Econômica Federal e o Banco Central para que seja garantido o pagamento do auxílio emergencial a imigrantes, independente da situação migratória.

O benefício, que visa atenuar os efeitos da crise gerada pelo coronavírus na economia e na renda de trabalhadores de baixa renda, se estende também a imigrantes e refugiados residentes no Brasil. No entanto, eles vêm encontrando dificuldades tanto para formalizar o pedido quanto para receber o dinheiro, mesmo quando a solicitação já foi aprovada.

O documento é assinado pelos defensores João Freitas de Castro Chaves, João Paulo Dorini e Viviane Ceolini Dallasta Del Grossi. Ele solicita às partes o “reconhecimento, puro e simples, do direito reconhecido em favor dos recebedores do auxílio emergencial”.

Além de determinar que a Caixa faça o pagamento do auxílio emergencial, independente da situação migratória, a ação também cobra do Banco Central que oriente o sistema bancário brasileiro sobre o acesso dos imigrantes ao benefício.

O não-pagamento do benefício, ressalta a ação, “caracteriza violação ao direito do/a imigrante à assistência social e, em razão da natureza alimentar do benefício e da extrema vulnerabilidade social dos beneficiários, ofende a própria dignidade da pessoa humana, pilar de nossa República”.

Barreiras diversas

Entre as barreiras mais frequentes estão problemas de cadastro junto ao CPF e a exigência da regularidade migratória e de documento com foto para o pagamento do benefício.

“Ou seja, uma quantidade significativa de imigrantes está potencialmente alijada do direito por questões puramente operacionais, derivadas da insuficiente normatização ou implantação da política pela parte ré”, diz a ação.

Também na ação, os defensores recordam que a Lei de Migração (Lei 13.445/2017) “garante o direito à assistência social, que abrange o atual auxílio-emergencial, a todos os imigrantes residentes no Brasil, independentemente de sua situação migratória regular (com autorização de
residência) ou irregular (sem autorização de residência), bem como o direito de acessar serviços bancários”.

Os defensores lembram ainda que, em razão da pandemia, os serviços e prazos de regularização migratória junto à Polícia Federal estão suspensos desde 24 de fevereiro. A própria entidade destacou que não serão aplicadas multas a imigrantes que tiverem sua regularização migratória prejudicada por esse motivo.

‘Temos direito?’

A DPU-SP já havia emitido um ofício anterior, direcionado às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. Nele, é informado que imigrantes com dificuldades documentais elegíveis ao auxílio emergencial devem receber o benefício, por questões humanitárias.

Relatos de imigrantes e de representantes da sociedade civil, no entanto, mostram que essa orientação têm sido ignorada. As agências cobram a apresentação de DNM (Documento Nacional Migratório) ou sua versão antiga, o RNE (Registro Nacional de Estrangeiro), para liberar o pagamento.

A dificuldade em obter o benefício, mesmo garantido por lei, já começa a gerar descrédito junto aos imigrantes e a crença de que o auxílio emergencial se aplica somente aos brasileiros.

“O agente pagador deve observar que o reconhecimento do direito ao auxílio emergencial já ocorreu em caráter geral para todos os residentes em território nacional que preencham as regras de elegibilidade e que o ato de pagamento é apenas a forma final de implementação do benefício. Ou seja, o direito já está reconhecido ao titular de CPF, não havendo qualquer restrição por nacionalidade ou, ainda, situação migratória”, ressalta a ação da DPU.


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Em cinco idiomas, programa contra trabalho escravo lança campanha para enfrentamento ao Covid-19

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Oficina de costura trabalho escravo
Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. (Foto: EBC)

Em meio à pandemia do Covid-19, o programa educacional “Escravo, nem pensar!” (ENP), da Repórter Brasil, lançou a campanha “ENP! contra o corona”. Ele tem como objetivo informar a população sobre os riscos da doença e sobre o acesso aos programas sociais e serviços úteis nesse momento.

O material informativo sobre o novo coronavírus aborda o aspecto sanitário do vírus, formas de acesso ao auxílio emergencial, formas de registrar denúncias de violência doméstica e trabalho escravo e programas de alimentação das redes de Educação de São Paulo.

Todos materiais estão disponíveis em francês, espanhol, inglês, crioulo e português, para download gratuito por meio do site oficial do programa (escravonempensar.org.br/contraocorona).

De acordo com Natália Suzuki, coordenadora do programa educacional Escravo, nem pensar!, da Repórter Brasil, o objetivo da campanha é informar comunidades, principalmente as de imigrantes, para que possam se proteger da melhor forma possível nesse momento difícil.

“Por isso, preparamos materiais informativos em cinco línguas — português, espanhol, francês, inglês e crioulo haitiano — sobre a Covid-19, mas também sobre serviços básicos disponíveis à população. Constatamos que há programas, como o auxílio emergencial, que podem ajudá-los a enfrentar o período de pandemia, mas nem sempre os caminhos para acessá-los estão claros”, explica Suzuki.

Recentemente veio a público que dois bolivianos (em Guarulhos e São Paulo) que viviam e trabalhavam em situação precária em oficinas de costura morreram em razão da doença.

Ainda de acordo com a coordenadora do ENP, o grupo está articulando uma rede de proteção a essas comunidades, formada por órgãos do poder público, especialmente da assistência social, e por entidades da sociedade civil para que o atendimento a elas seja cada vez mais abrangente e qualificado.

Além da divulgação por redes sociais, o material tem sido veiculado pelos grupos de WhatsApp em Estados onde a organização já desenvolveu projetos e junto a parceiros. Também está sendo feita articulação via webconferência e repasse dos materiais para equipamentos da rede municipal de Assistência Social e de Educação de São Paulo.

Novo documentário

Também por meio do programa ENP, a Repórter Brasil lançou na última semana o mini-documentário “Saindo das Sombras”, com apoio da Laudes Foundation.

A produção, que tem 10 minutos, retrata como uma família boliviana no Brasil, que foi vítima de trabalho escravo, conseguiu superar esse passado de traumas e conquistar direitos no país.

Histórico

O “Escravo, nem pensar!” é o primeiro programa nacional de prevenção ao trabalho escravo. Ele atinge 465 municípios de 11 estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

O programa participa de fóruns de elaboração de políticas públicas de combate ao trabalho escravo e fomenta a articulação entre entidades do poder público e da sociedade civil.


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Em meio a lacunas, ações de imigrantes e refugiados contra a pandemia ganham destaque

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Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados
Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados. (Foto: Divulgação/África do Coração)

Atualizado às 12h20 de 5.mai.2020

Seja em atos coletivos ou individuais, as ações protagonizadas por imigrantes e refugiados em São Paulo em resposta à pandemia de coronavírus têm se destacado.

Dessa forma, tais mobilizações mostram sua força e valor, ao mesmo tempo que evidenciam as lacunas sociais e políticas no atendimento e nas formas de participação social dessa população.

A inclusão dos imigrantes nas discussões e na execução dessas respostas, inclusive, é apontada como uma saída não apenas para lidar com a questão do Covid-19, mas também para outras demandas diversas.

De cestas básicas a campanhas

Um desses grandes exemplos ocorreu no último domingo (3), promovido pela ONG África do Coração no bairro de Santana, zona norte de São Paulo. Fundada e composta por imigrantes e refugiados, a entidade promoveu uma ação social junto a 360 famílias de 17 nacionalidades distintas, que vivem em uma ocupação na região.

A ação contou com apoio do Projeto Parabéns e da Cruz Vermelha, que providenciou um total de 300 cestas básicas.

Além da distribuição de cestas básicas e kits de higiene, o grupo ajudou os imigrantes em relação aos cadastros de solicitação do auxílio emergencial e deu dicas de prevenção contra o coronavírus.

“Um trabalho de formiga leva muito tempo, mas faz a diferença”, disse via Facebook o congolês Jean Katumba, presidente da ONG África do Coração, ao falar da ação e agradecer os apoios recebidos.

AÇÃO SOLIDÁRIAHoje distribuímos cestas básicas na ocupação no bairro do Santana, onde vivem mais de 360 famílias de 17 nacionalidades.Ação foi acompanhada com:1. Distribuição de cestas básicas e itens de higiene pessoal;2. Assistência no registro de assistência de emergência do governo;3. Informações básicas sobre a prevenção desta doença por Coronavírus (COVID-19).Beneficiarão pessoas de nacionalidades como Bolívia, Colômbia, Filipinas, Haiti, Nigéria, Mauritânia, Angola, Camarões, Mali, Togo, Guiné-Bissau, RD do Congo, Senegal, Venezuela, entre outras, além das famílias brasileiras que também moram neste local.Queremos agradeçer publicamente nossos parceiros a Cruz Vermelha São Paulo, o Projeto Parabéns e demais pessoais físicas que ajudaram com suas contribuições financeiras para realização desta ação solidária. Um trabalho de formiga leva muito tempo, mas faz a diferença. www.africadocoracao.org

Posted by Jean Katumba Mulondayi on Sunday, May 3, 2020

Uma outra ação social já havia sido liderada pela África do Coração, no último dia 11 de abril, na distribuição de cestas básicas e kits de higiene próximo à sede da ONG, no centro de São Paulo.

A ONG, junto com representantes em outras cidades brasileira, também puxa a campanha “SOS Solidariedade para refugiados e imigrantes”, que visa sensibilizar a sociedade brasileira para a situação vulnerável que boa parte dessa população vive em meio à pandemia.

https://www.facebook.com/watch/?ref=saved&v=1142376219455862

Além desta, a África do Coração também puxou uma outra campanha recente, conscientizado a população migrante sobre a necessidade de manter o isolamento social como forma de frear a disseminação do coronavírus.

Campanhas diversas

Felizmente, as ações da África do Coração e as parcerias que consegue articular não são exemplos isolados, apesar das dificuldades vividas por imigrantes em geral.

A comunidade boliviana, a maior entre as imigrantes em São Paulo, também tem promovido ações e articulado parcerias para atenuar os efeitos da pandemia.

Por meio da campanha Bolívia Solidária, centenas de cestas básicas têm sido distribuídas a famílias em condição social vulnerável. A campanha é conduzida por voluntários independentes ou que integram uma série de associações e coletivos da comunidade boliviana (veja aqui a lista completa).

Dentro da comunidade boliviana há ainda outra ação, a Voluntários por Amor, que também arrecada e distribui cestas básicas e fornece informações sobre prevenção ao Covid-19, nome do novo coronavírus.

https://www.facebook.com/watch/?v=571698356809858

A conta ainda inclui campanhas de arrecadação de recursos diversos, promovidas por coletivos de imigrantes, para serem revertidos às famílias mais afetadas pela pandemia. E também ações individuais, como as entregas de marmitas promovidas pelo casal de sírios Talal Al-Tinawi e Ghazal Baranbo, e pela também síria Razan Suliman.

Boa tarde!!!Ontem foi nova entregar para moradores de rua ??????Razan Comida Árabe lança campanha para ajudar…

Posted by Razan Suliman on Saturday, May 2, 2020

Cruzando fronteiras

Desde meados de março, quando aumentaram as medidas de isolamento social para frear o Covid-19, pelo menos 50 ações — especialmente no Estado de São Paulo — foram protagonizadas ou tiveram participação ativa de imigrantes.

Esses dados constam da plataforma COVID-19 e Solidariedade Migrante (acesse aqui), mantida de forma colaborativa pelo Fórum Internacional Fontié ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas, uma rede de trabalho sócio-técnica baseada na USP, e pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Unicamp (Universidade de Campinas).

“O mapeamento inicial mostra o grande potencial da organização autônoma da população, com destaque para as organizações dos próprios migrantes como a África do Coração, a União Social dos Imigrantes Haitianos e Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR). E o trabalho em rede com as organizações de direitos humanos e entidades como sindicatos, igrejas e universidades, que tem papel fundamental”, explica a advogada especialista em migração Karina Quintanilha, doutoranda em sociologia na Unicamp e curadora do fórum.

A ideia da plataforma é de ampliar essa coleta e registro de informações para atividades que ocorrem em outras regiões do Brasil e do exterior. Já há menções, por exemplo, a mobilizações em Portugal e no México.

“É bom lembrar que é uma plataforma colaborativa, bem simples, que permite que qualquer pessoa possa incluir novas ações, e tem como objetivo dar visibilidade e ampliar as conexões entre as redes de solidariedade, inclusive a nível internacional”, destaca Karina.

Articulação urgente e necessária

Ao mesmo tempo que mostram a capacidade de organização dessa população, tais ações deixam ainda mais expostas as lacunas deixada pelo poder público na área social. E também ressaltam a necessidade de uma melhor articulação entre as instituições da sociedade civil.

“Estamos em um momento que pega todos de surpresa. E falta diálogo, articulação e abertura do poder público para discutir essas propostas [de resposta ao Covid-19]”, ressalta Fabio Andó Filho, coordenador do Projeto Canicas, que atua no apoio junto à população migrante.

A confusão de informações a respeito da concessão do auxílio emergencial, especialmente em relação a imigrantes indocumentados e pessoas em situação de rua, segundo Fabio, foram exemplos cabais dessa falta de articulação — seja em nível municipal, estadual ou federal.

“Na crise fica evidente que esses setores não estão dialogando”, completa.

A falta de uma articulação entre poder público e sociedade civil também é apontada pela assistente social peruana Soledad Requena, coordenadora do Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR).

“Sem articulação, não temos como saber se estamos ou não duplicando esforços. Precisamos dialogar e coordenar ações. sobretudo nesse momento de pandemia”.

Mais poder e peso aos imigrantes

Uma das saídas para ajudar a tampar essas lacunas em meio às políticas referentes à população migrante seria a inclusão dela própria nos processos de discussão e aplicação de tais medidas.

“Importante ter interlocutores em cada comunidade migrante, para a informação chegar mais diretamente. E também incluir lideranças imigrantes nas discussões”, aponta Soledad. Tais pessoas, segundo ela, estão não apenas nas instituições formais, mas também em coletivos culturais, times de futebol e em igrejas.

Além do apoio a lideranças imigrantes locais, Fabio sugere um maior peso na administração pública para espaços institucionais que já existem na capital paulista, como o Conselho Municipal de Imigrantes (CMI).

“Acho que tem que fortalecer, dar mais poder a esse tipo de espaço”, exemplifica o coordenador do Canicas.

Em funcionamento desde outubro de 2017, o Conselho está previsto na Política Municipal para a População Imigrante de São Paulo. E tem como objetivo ser um espaço de diálogo e representação das comunidades migrantes e associações ligadas à temática junto à gestão pública paulistana.


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En medio de las lagunas, las acciones de los inmigrantes y refugiados contra la pandemia ganan prominencia

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Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados
Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados. (Foto: Divulgação/África do Coração)

La inclusión de los inmigrantes en las discusiones y la ejecución de acciones se señala como una de las formas de responder no sólo al Covid-19, sino también a otras demandas

Por Rodrigo Borges Delfim
Traduction por Natália Valverde
Version en portuguese
Version en ingles

Ya sea en actos colectivos o individuales, se han destacado las acciones lideradas por inmigrantes y refugiados en São Paulo en respuesta a la pandemia de coronavirus.

Así pues, esas movilizaciones muestran su fuerza y valor, al tiempo que ponen de relieve las lagunas sociales y políticas en la atención y las formas de participación social de esta población.

La inclusión de los inmigrantes en los debates y la ejecución de estas respuestas, inclusive, se señala como una salida no sólo para tratar la cuestión de Covid-19, sino también para otras demandas diversas.

De las canastas a las campañas

Uno de estos grandes ejemplos ocurrió el domingo pasado (3), promovido por la ONG África do Coração en el barrio de Santana, zona norte de São Paulo. Fundada y compuesta por inmigrantes y refugiados, la entidad promovió una acción social con 360 familias de 17 nacionalidades diferentes, que viven en una ocupación en la región, con el apoyo de la Cruz Roja y el Proyecto Parabéns.

Además de la distribución de cestas de alimentos y kits de higiene, el grupo ayudó a los inmigrantes con sus solicitudes de ayuda de emergencia y dio consejos sobre la prevención del coronavirus.

“El trabajo de una hormiga lleva mucho tiempo, pero marca la diferencia”, dijo Jean Katumba, presidente de la ONG África do Coração, a través de Facebook, al hablar de la acción y agradeció el apoyo recibido.

Otra acción social ya había sido liderada por África do Coração, el 11 de abril, en la distribución de cestas de alimentos básicos y kits de higiene cerca de la sede de la ONG en el centro de São Paulo.

La ONG, junto con representantes en otras ciudades brasileñas, también dirige la campaña ““SOS Solidariedade para refugiados e imigrantes”, que tiene por objeto sensibilizar a la sociedad brasileña sobre la situación de vulnerabilidad en que vive una gran parte de esta población en medio de la pandemia.

https://www.facebook.com/watch/?ref=saved&v=1142376219455862

Además de esto, África do Coração ha llevado a cabo otra campaña reciente, en la que ha concienciado a la población migrante de la necesidad de mantener el aislamiento social como forma de detener la propagación del coronavirus.

Varias campañas

Afortunadamente, las acciones de África do Coração y las asociaciones que logra articular no son ejemplos aislados, a pesar de las dificultades que experimentan los inmigrantes en general.

La comunidad boliviana, la mayor entre los inmigrantes de São Paulo, también ha promovido acciones y articulado alianzas para mitigar los efectos de la pandemia.

A través de la campaña Bolivia Solidária, se han distribuido cientos de cestas de alimentos a familias en condiciones sociales vulnerables. La campaña es llevada a cabo por voluntarios independientes o miembros de varias asociaciones y colectivos de la comunidad boliviana (véase la lista completa aquí).

Dentro de la comunidad boliviana existe otra acción, Voluntarios por Amor, que también recoge y distribuye cestas de alimentos básicos y proporciona información de prevención a Covid-19, el nombre del nuevo coronavirus.

https://www.facebook.com/watch/?v=571698356809858

La cuenta también incluye varias campañas de recaudación de fondos, promovidas por colectivos de inmigrantes, que se revertirán a las familias más afectadas por la pandemia. Y también acciones individuales, como las entregas de comidas promovidas por la pareja siria Talal Al-Tinawi y Ghazal Baranbo, y también por Razan Suliman de Siria.

Cruzando las fronteras

Desde mediados de marzo, cuando se incrementaron las medidas de aislamiento social para frenar el Covid-19, al menos 50 acciones -especialmente en el estado de São Paulo- han sido dirigidas o han contado con la participación activa de los inmigrantes.

Estos datos están contenidos en la plataforma COVID-19 y Solidaridade Migrantes (acceda aquí), mantenida en colaboración por el Foro Internacional Fontié ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas, una red de trabajo socio-técnico con sede en la USP, y por la Cátedra Sérgio Vieira de Mello de la Unicamp (Universidad de Campinas).

“El mapeo inicial muestra el gran potencial de la organización autónoma de la población, con énfasis en las organizaciones de los propios migrantes como África do Coração, la União Social dos Imigrantes Haitianos y el Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR). Y la creación de redes con organizaciones y entidades de derechos humanos, como sindicatos, iglesias y universidades, que tiene un papel fundamental”, explica la abogada de migración Karina Quintanilha, candidata al doctorado en sociología de la Unicamp.

La idea de la plataforma es ampliar esta recopilación y registro de información a las actividades que se realizan en otras regiones del Brasil y en el extranjero. Ya se mencionan, por ejemplo, las movilizaciones en Portugal y México.

“Es bueno recordar que se trata de una plataforma de colaboración, muy simple, que permite a cualquiera incluir nuevas acciones, y tiene como objetivo dar visibilidad y ampliar las conexiones entre las redes de solidaridad, incluso a nivel internacional”, dice Karina.

Articulación urgente y necesaria

Si bien muestran la capacidad de organización de esta población, tales acciones dejan aún más expuestas las brechas que deja el poder público en el área social. Y también destacan la necesidad de una mejor articulación entre las instituciones de la sociedad civil.

“Estamos en un momento que toma a todos por sorpresa. Y falta diálogo, articulación y apertura del poder público para discutir estas propuestas [en respuesta al Covid-19]”, dice Fabio Andó Filho, coordinador del Proyecto Cánicas, que trabaja para apoyar a la población migrante.

La confusión de la información relativa a la concesión de asistencia de emergencia, especialmente en relación con los inmigrantes indocumentados y las personas en la calle, según Fabio, fueron claros ejemplos de esta falta de articulación, ya sea a nivel municipal, estatal o federal.

“En la crisis es evidente que estos sectores no están dialogando”, añade.

La falta de articulación entre el poder público y la sociedad civil también es señalada por la trabajadora social peruana Soledad Requena, coordinadora del Centro de Mujeres Inmigrantes y Refugiadas (CEMIR)

“Sin articulación, no tenemos forma de saber si estamos o no duplicando esfuerzos. Necesitamos dialogar y coordinar acciones, especialmente en este momento de pandemia”.

Más poder y peso para los inmigrantes

Una forma de ayudar a cerrar estas brechas en medio de las políticas relativas a la población migrante sería incluirse en los procesos de debate y aplicación de dichas medidas.

“Es importante tener interlocutores en cada comunidad de migrantes, para que la información les llegue más directamente. Y también para incluir a los líderes inmigrantes en las discusiones”, señala Soledad. Tales personas, dice, no sólo están en instituciones formales, sino también en colectivos culturales, equipos de fútbol e iglesias.

Además de apoyar a los líderes inmigrantes locales, Fabio sugiere un mayor peso en la administración pública para los espacios institucionales que ya existen en la capital paulista, como el Consejo Municipal de Inmigrantes (CMI).

“Creo que tiene que fortalecerse, dar más poder a este tipo de espacio”, ejemplifica el coordinador de Cánicas.

En funcionamiento desde octubre de 2017, el Consejo está previsto en la Política Municipal para la Población Inmigrante de São Paulo. Y pretende ser un espacio de diálogo y representación de las comunidades y asociaciones de migrantes vinculadas a la cuestión en la gestión pública de São Paulo.

In the midst of gaps, actions by immigrants and refugees against the pandemic gain prominence

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Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados
Entrega de doações de cestas básicas e kits de higiene em São Paulo pela África do Coração, ONG formada por imigrantes e refugiados. (Foto: Divulgação/África do Coração)

Inclusion of immigrants in the discussions and execution of actions is pointed out as one of the ways to respond not only to Covid-19, but also to other demands

Written by Rodrigo Borges Delfim
Translated by Natália Valverde Jatobá
Read here the Portuguese version
Read here the Spanish version

Whether in collective or individual acts, the actions led by immigrants and refugees in São Paulo in response to the coronavirus pandemic have stood out.

Thus, such mobilizations show their strength and value, while at the same time highlighting the social and political gaps in the care and forms of social participation of this population.

The inclusion of immigrants in the discussions and execution of these responses, inclusive, is pointed out as a way out not only to deal with the Covid-19 issue, but also for other diverse demands.

From monthly provision to campaigns

One of these great examples occurred last Sunday (3), promoted by the NGO África do Coração in the Santana neighborhood, north zone of São Paulo. Founded and composed of immigrants and refugees, the entity promoted a social action with 360 families from 17 different nationalities, who live in an occupation in the region, with the support of the Red Cross and the Parabéns Project.

In addition to the distribution of monthly provision and hygiene kits, the group helped immigrants with their emergency aid applications and gave tips on preventing coronavirus.

“An ant’s work takes a long time, but it makes a difference,” said Jean Katumba, president of the NGO Africa do Coração, via Facebook, as he spoke about the action and thanked the support received.

Another social action had already been led by Africa do Coração, on April 11th, in the distribution of monthly provision and hygiene kits near the NGO’s headquarters in downtown São Paulo.

The NGO, together with representatives in other Brazilian cities, also runs the campaign “SOS Solidariedade para refugiados e imigrantes”, which aims to raise awareness in brazilian society of the vulnerable situation that a large part of this population lives in the midst of the pandemic.

https://www.facebook.com/watch/?ref=saved&v=1142376219455862

In addition to this, África do Coração has also pulled another recent campaign, making the migrant population aware of the need to maintain social isolation as a way to stop the spread of the coronavirus.

Various campaigns

Fortunately, the actions of África do Coração and the partnerships it manages to articulate are not isolated examples, despite the difficulties experienced by immigrants in general.

The bolivian community, the largest among immigrants in São Paulo, has also promoted actions and articulated partnerships to mitigate the effects of the pandemic.

Through the Bolivia Solidaria campaign, hundreds of monthly provision have been distributed to families in vulnerable social conditions. The campaign is conducted by independent volunteers or members of a number of associations and collectives from the bolivian community (see the complete list here).

Within the bolivian community there is yet another action, “Voluntários por Amor”, which also collects and distributes monthly provision and provides prevention information to Covid-19, the name of the new coronavirus.

https://www.facebook.com/watch/?v=571698356809858

The account also includes various fundraising campaigns, promoted by immigrant collectives, to be reverted to the families most affected by the pandemic. And also individual actions, such as the deliveries of foods promoted by Syrian couple Talal Al-Tinawi and Ghazal Baranbo, and also Syrian Razan Suliman.

Crossing borders

Since mid-March, when social isolation measures to curb Covid-19 were increased, at least 50 actions – especially in the state of São Paulo – have been led or had active participation by immigrants.

These data are contained in the platform COVID-19 and “Solidariedade Migrante” (access here), maintained collaboratively by the International Forum Fontié ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas, a social-technical work network based at USP, and by the Chair Sérgio Vieira de Mello of Unicamp (University of Campinas).

“The initial mapping shows the great potential of the autonomous organization of the population, with emphasis on the organizations of the migrants themselves such as África do Coração, the União Social dos Imigrantes Haitianos and Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR). And networking with human rights organizations and entities such as trade unions, churches and universities, which has a fundamental role,” explains migration lawyer Karina Quintanilha, PhD candidate in sociology at Unicamp and curator of the forum.

The idea of the platform is to extend this collection and registration of information to activities that occur in other regions of Brazil and abroad. There are already mentions, for example, of mobilizations in Portugal and Mexico.

“It is good to remember that it is a collaborative platform, very simple, which allows anyone to include new actions, and aims to give visibility and expand the connections between networks of solidarity, including at the international level,” says Karina.

Urgent and necessary articulation

While showing the capacity of organization of this population, such actions leave even more exposed the gaps left by public power in the social area. And they also highlight the need for better articulation between civil society institutions.

“We are in a moment that takes everyone by surprise. And there is a lack of dialogue, articulation and openness of public power to discuss these proposals [in response to Covid-19],” says Fabio Andó Filho, coordinator of the Canicas Project, which works to support the migrant population.

The confusion of information regarding the granting of emergency assistance, especially in relation to undocumented immigrants and people on the street, according to Fabio, were clear examples of this lack of articulation – whether at the municipal, state or federal level.

“In the crisis it is evident that these sectors are not dialoguing,” he adds.

The lack of articulation between public power and civil society is also pointed out by the peruvian social worker Soledad Requena, coordinator of the Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR).

“Without articulation, we have no way of knowing whether or not we are duplicating efforts. We need to dialogue and coordinate actions, especially in this moment of pandemic”.

More power and weight to immigrants

One way out to help close these gaps in the midst of policies concerning the migrant population would be to include itself in the processes of discussion and implementation of such measures.

“It is important to have interlocutors in each migrant community, so that the information reaches them more directly. And also to include immigrant leaders in the discussions”, points out Soledad. Such people, she says, are not only in formal institutions, but also in cultural collectives, soccer teams and churches.

In addition to supporting local immigrant leaders, Fabio suggests a greater weight in public administration for institutional spaces that already exist in the São Paulo capital, such as the Conselho Municipal de Imigrantes (CMI).

“I think it has to strengthen, give more power to this type of space,” exemplifies the coordinator of Canicas.

In operation since October 2017, the Council is foreseen in the Municipal Policy for the Immigrant Population of São Paulo. And it aims to be a space for dialogue and representation of migrant communities and associations linked to the issue in public management in São Paulo.

Os desafios da atuação com migrantes e refugiados na epidemia de coronavírus

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Do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM)
(Leia aqui o texto original)

No início de abril de 2020, o secretário geral da ONU, António Guterres, afirmou que a crise do novo Coronavírus seria o maior teste que a humanidade teria desde a Segunda Guerra Mundial. Acendido o alerta, organizações não-governamentais, defensores de direitos humanos e governos correm contra o tempo em busca de soluções e ações que minimizem o impacto na sociedade.

Cientistas do mundo inteiro estão focados na busca por uma vacina eficiente para o combate ao vírus, e a medida de prevenção que se mostra mais eficaz é o isolamento social acompanhado de cuidados e atenção à higiene pessoal.

Tais condições, que previnem e amenizam a transmissão da doença, se mostram impraticáveis nos campos de refugiados mundo afora, onde as condições de saúde e higiene são precárias e a superlotação inviabiliza o isolamento social. E, para migrantes e refugiados de todo o mundo, o fechamento de fronteiras e restrições de circulação aumentam riscos à sua situação de vulnerabilidade.

Atualmente, existem mais de 200 mil solicitantes de refúgio no Brasil, e essa população possui o direito ao auxílio emergencial do Governo Federal. Apesar disso, encontraram dificuldades no início do processo. A falta do CPF (Comprovante de Pessoa Física) regularizado é um impedimento para acessar o recurso. Todos os processos migratórios como reconhecimento de refúgio, pedido de reunião familiar e naturalização estão suspensos, e os migrantes que estão no Brasil encontram dificuldades redobradas para regularizar o documento.

No mundo, pessoas em situação de mobilidade já enfrentam dificuldades em acessar informações precisas por fatores como língua e xenofobia, mas esforços de algumas organizações que oferecem cartilhas virtuais nos idiomas dos migrantes, com informes sobre prevenção do Covid-19, são tentativas de ajuda nesta época.

Além da preocupação com o acesso aos serviços de auxílio, ainda existe o medo do tratamento diferente cometido contra eles, que, muitas vezes, prejudica o acesso aos atendimentos médicos.

Em Ressano Garcia, Maputo – fronteira entre Moçambique e África do Sul—, 23 mil moçambicanos já retornaram ao país devido ao encerramento das atividades laborais na África do Sul para conter a pandemia. No mundo, muitos migrantes e refugiados se encontram em situações insalubres de moradia, vivendo em ocupações ou em situação de rua, enquanto que as ONGs que recebiam e auxiliavam essa população suspenderam suas atividades físicas e buscam doações de alimentos e produtos de higiene para levar a essas pessoas.

Mulheres migrantes e o covid-19 na Europa

Uma grande parcela das mulheres migrantes na Europa trabalha no setor de cuidados atendendo pessoas idosas, as mais afetadas pela pandemia. Segundo dados do governo espanhol, em 2005, 53,6 por cento do total de empregados nas tarefas domésticas e de cuidados eram migrantes, desses, 27 por cento cuidavam de idosos, a maioria mulheres migrantes. Do número total de falecidos em hospitais espanhóis por causa do Coronavírus, 86,1 por cento tem mais de 70 anos, segundo o Ministério da Saúde da Espanha.

Segundo as professoras da Universidade de Brasília (UnB), Susana Martinez e Carolina Calvo, do projeto MOBILANG que atua com migrantes e refugiados, as circunstâncias dessas mulheres antes da epidemia já eram de vulnerabilidade (baixos salários, trabalhos informais, longas jornadas de trabalho e situação migratória não regularizada), e que a conjuntura atual preocupa.

Por motivos diversos, imigrantes em geral estão entre as populações mais vulneráveis ao coronavírus
Epidemia fragiliza ainda mais mulheres migrantes na Europa.
(Foto cedida ao MigraMundo pelo artista Levi Israel)

As professoras alertam que essa alta taxa de mortalidade entre a população idosa desencadeará na perda do emprego das migrantes trabalhadoras, e ainda é possível que elas estejam se deparando com a pressão, “não só das famílias [patroas], também do próprio sentido do dever“, para continuar o serviço em situações inadequadas, o que as expõe ao vírus.

Casas de acolhida a migrantes e refugiados

Diversas organizações que trabalham diretamente com migrantes e refugiados tiveram de adequar-se às novas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante o atendimento.

O Instituto Madre Assunta em Tijuana, México, das Irmãs Scalabrinianas, alberga anualmente muitas mulheres e crianças migrantes que chegam à fronteira com os Estados Unidos. Com a pandemia, o Instituto se viu obrigado a não receber novas residentes, as mulheres que chegam são encaminhadas ao abrigo do governo federal mexicano. O objetivo é preservar a saúde de quem está abrigada no Instituto e evitar a disseminação do novo Coronavírus.

A Casa do migrante de Tijuana, dos padres Scalabrinianos, também fechou as portas e abriga somente o máximo permitido pelo governo local – 50 pessoas. À medida que os EUA deportam mais pessoas à cidade, com o objetivo de esvaziar os centros de detenção estadunidenses, entidades buscam por parte do governo mexicano uma melhor atuação para proteger a saúde de quem chega forçadamente, assim como das equipes que trabalham com essa população.

Terezinha Mezzalira, Irmã Scalabriniana que atua em Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, relata que famílias paraguaias e locais estão acolhendo os migrantes que chegam na medida do possível, mas ainda há famílias acampadas. Paraguaios que tentam retornar ao seu país estão sendo impedidos, muitos chegam à fronteira de outras partes do Brasil buscando chegar em casa. Felizmente, segundo a Irmã, município, organizações e Igreja estão unidos para atuar em prol dos migrantes.

Na África do Sul, país que enfrenta lockdown desde o último dia 27 de março, a Irmã Marivane Chiesa, Scalabriniana e diretora do albergue Bienvenu, que recebe mulheres e seus filhos refugiados, relata que a instituição está em isolamento desde o dia 18 do mesmo mês. As residentes não podem sair do local a não ser em casos de emergência, em respeito ao decreto local. A instituição, que possui equipamentos para capacitação de refugiadas para o serviço de corte e costura, está agora confeccionando máscaras para uso dos funcionários, voluntários e residentes. Medidas de proteção sanitária estão sendo adotadas rigidamente, com relatórios diários sobre os procedimentos.

O que nos preocupa, é o abrigo de emergência. Muitas são as mulheres migrantes e refugiadas que, forçadas pela situação a nossa volta, fome e desespero, batem a nossa porta e não podemos acolhê-las por conta da situação de precaução. E programas de alimentação de emergência para as pessoas afetadas nos bairros ao redor do Bienvenu Shelter, na sua maioria mulheres que foram residentes nossas [também foram afetados]. São muitas pessoas vulneráveis e em situação de risco” , afirma Ir. Marivane Chiesa, do MSCS.

Como ajudar

Confira os contatos das instituições citadas nesta reportagem, e de outras instituições que atuam com migrantes e refugiados neste momento de pandemia.

  • Instituto Madre Assunta, albergue para mulheres e crianças migrantes em Tijuana, México. Contato: +52 664 683 0575.
  • Bienvenu Shelter, albergue para mulheres e crianças refugiadas na África do Sul. Contato: +27 (0)11 624 2915; info@bienvenushelter.org.
  • AVSI Brasil – Associação Voluntários para o Serviço Internacional Boa Vista e Pacaraima (RR) salvador@avsi.org.br; +55 (71) 3555-3355.
  • CAMI – Centro de Apoio ao Migrante São Paulo (SP). Contato: contato@cami.org.br; +55 (11) 9672-94238.
  • CAM – Centro de Atendimento ao Migrante Caxias do Sul (RS). Contato: cam@aesc.org.br; +55 (54) 3027-3360.
  • IMDH – Instituto Migrações e Direitos Humanos Brasília Brasília (DF). Contato: imdh@migrante.org.br
  • Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados Brasília (DF), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG). (MG) socialbh@sjmrbrasil.org, +55 (31) 99210-3434; (AM) +55 (92) 99157-6097; projetosmao@sjmrbrasil.org; (RR) +55 (95) 99962-1000, socialbv@sjmrbrasil.org; Porto Alegre +55 (51) 32540140.
  • Missão Paz São Paulo (SP), instituição filantrópica dos Padres Missionários Scalabrinianos. Contato: protecao@missaonspaz.org; +55 (11) 3340-6950.
  • Se você mora em São Paulo, pode solicitar o serviço de comida liderado por refugiados e imigrantes que fazem entregas. Veja a lista aqui.
  • África do Coração, organização de migrantes no Brasil. Para ajuda financeira Banco Bradesco SA-237, Ag: 0515, C.c: 0005122-5, África do Coração – CNPJ 25.224.617 / 0001-11.

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O impacto da pandemia no cotidiano do empreendedor migrante: igualdade de condições?

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No Recife, imigrantes senegaleses recebem doações de cestas básicas
Imigrante senegalês trabalhando no comércio ambulante no centro do Recife. (Foto: Eduarda Esteves/MigraMundo)

Por Mariana Kuhlmann*
do ProMigra
Com colaboração de Murilo Riccioppo Magacho Filho

Com o avançar da pandemia, a comunidade internacional tem enfrentado uma série de desafios situados em diferentes setores. Os impactos da crise, visivelmente, não pouparam os países, independentemente do seu contexto sociocultural.

Quando se analisa particularmente as condições socioeconômicas das famílias migrantes, aspectos preocupantes da crise se revelam. O isolamento social necessário para a contenção da Pandemia demanda condições econômicas e uma determinada infraestrutura familiar que não são condizentes com a realidade de muitas famílias migrantes.

Além disso, as medidas de redução dos impactos da crise revelam as limitações do sistema de acolhimento dessas famílias, como veremos a seguir.

Cotidiano laboral

Sabidamente, famílias migrantes recorrem às suas referências socioculturais para enfrentar os obstáculos impostos durante o processo de inclusão social.

Neste contexto, surgem estabelecimentos comerciais e serviços que oferecem produtos e experiências entremeados por traços identitários, que para serem usufruídos, demandam algo elementar: presença do consumidor.

O casal Talal e Ghazal, que já distribuiu centenas de marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade
Muita vezes, por meio da narrativa do empreendedorismo, é delegado ao indivíduo a responsabilidade de transpor barreiras, que deveriam ser transpostas por políticas públicas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com as medidas de restrição de circulação de pessoas, o fundamento basilar desses serviços cai por terra e as famílias migrantes são desafiadas novamente a buscar alternativas para o seu sustento. A atual crise, desencadeada pela Pandemia Covid-19, tem realmente se mostrado implacável.

Mas ao contrário do que o senso comum pode insistir em afirmar, ao supor que todos estão submetidos às mesmas condições de isolamento, é preciso cautela – a Pandemia acirra questionamentos e evidencia desigualdades. Em que medida há efetividade na concretização dos direitos humanos no âmbito das migrações?

É importante esclarecer que não nos cabe questionar a credibilidade dos argumentos científicos que recomendam as medidas de isolamento social. Pelo contrário, é importante apenas reconhecer que o impacto delas não atinge a todos do mesmo modo, o que revela as desigualdades e limitações do sistema de acolhimento das famílias migrantes no Brasil.

No contexto brasileiro, há a tendência em celebrar e incentivar o empreendedorismo nas comunidades migrantes. Embora o empreendedorismo seja, em muitas situações, o caminho mais viável para a inserção laboral em contexto migratório, é preciso reconhecer as inconsistências presentes neste discurso.

Muita vezes, por meio da narrativa do empreendedorismo, é delegado ao indivíduo a responsabilidade de transpor barreiras, que na realidade, deveriam ser transpostas por políticas públicas.

A súbita interrupção mandatória dos serviços ofertados evidencia esse fato, já que as famílias migrantes encontram-se, novamente, desamparadas. Há quem argumente, que a flexibilização do auxílio emergencial amortece, de certa forma, a queda nos lucros dos pequenos negócios. Mas quando analisamos pormenorizadamente essa medida, empecilhos preocupantes em termos práticos se revelam, como veremos a seguir.

Ausência de igualdade de condições

De acordo com a legislação (Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020) que implementa o auxílio emergencial no valor de R$600,00, é exigido que o beneficiário apresente um CPF válido, que seja contribuinte individual do INSS ou que seja um microempreendedor individual. (MEI).

Essas exigências, aparentemente vagas, podem impedir o acesso a esse benefício, uma vez que muitos migrantes não atuam como MEI e não são portadores dos documentos exigidos.

Menos de 10% dos bolivianos, a maior comunidade migrante em São Paulo, têm registro MEI. (Foto: Christian Bigwater/Amplifier)

Para uma breve incursão explicativa, consideremos a atual maior comunidade de migrantes da cidade de São Paulo. No último levantamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) em parceria com a Polícia Federal, constatou-se que em 2019 havia mais de 75 mil bolivianos vivendo apenas na cidade de São Paulo.

Em contrapartida, segundo o próprio Portal MEI, há um total de 7.242 bolivianos registrados no município como microempreendedores. A gritante disparidade entre os dois dados revelam que menos de 10% da população da maior comunidade migrante em São Paulo apresenta registro MEI.

Desse modo, há a necessidade de se propor facilitadores que tornem essa medida efetivamente inclusiva. É válido ainda avançar um pouco mais nessa discussão, de modo a reconhecer questões relacionadas ao acesso de informações.

Imigrante em oficina de costura parceira da ONG Alinha
Imigrante em oficina de costura parceira da ONG Alinha, que lançou campanha para auxiliar oficinas em meio ao coronavírus. (Foto: Divulgação/Alinha)

Por exemplo, cabe destacar o fato de que a plataforma do Portal MEI, por onde os trabalhadores migrantes devem iniciar o processo de cadastro, está totalmente escrita em língua portuguesa, o que dificulta o acesso à informação por parte de migrantes que ainda não dominam o idioma.

Por fim, a reflexão que propomos para esta ocasião consiste em reconhecer as limitações do nosso sistema de inclusão dos laboral dos trabalhadores migrantes, uma vez que o benefício do auxílio emergencial supõe uma igualdade condições que não é verificada concretamente.

Faz-se necessária a proposição de políticas públicas que revejam as práticas de acolhimento à população migrante, de modo que os direitos humanos sejam efetivamente contemplados durante essa situação crítica.

*Mariana Kuhlmann é graduada e mestre em Letras pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Atualmente cursa mestrado em Gestão de Educação Internacional e Liderança na Pädagogische Hochschule Ludwigsburg/Helwan University Cairo (EPOS-DAAD). Membro do ProMigra – Projeto de Promoção dos Direitos de Migrantes da Faculdade de Direito da USP (FDUSP).

*Este artigo recebeu a colaboração de Murilo Riccioppo Magacho Filho, advogado atuante em São Paulo, mestrando em Direito Político Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e integrante do Grupo de Estudos Políticas Pública como Instrumento de Efetivação da Cidadania (CNPQ/Mackenzie).

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Na França, enfermeira sérvia pede à primeira-dama regularização para trabalhar contra Covid-19

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Em Estrasburgo (França)

A enfermeira Esma Mahdi, 35 anos, sérvia residente na França há quatro anos, porém sem regularização, resolveu escrever um e-mail à esposa do presidente da República francesa, Brigitte Macron no último dia 7 de abril.

O motivo? Pedir autorização da primeira dama para trabalhar na luta contra a pandemia de coronavírus (Covid- 19). O MigraMundo conversou com Esma por telefone.

Com 128 mil casos confirmados e 24 mil mortos, além de hospitais em saturação, a França vive hoje o que o marido de Brigitte, o chefe do Estado francês Emmanuel Macron, chamou de “guerra sanitária.”

A região do Grand-Est, onde está Estrasburgo, foi a segunda mais impactada pela epidemia — depois da região Ile de France, onde fica a capital, Paris. Os hospitais ficaram quase lotados, e dezenas de pacientes tiveram que ser transportados de trem para a Alemanha.

‘Quero ajudar o país que me ajudou’

Inquieta com a situação e com experiência na área de saúde, Esma decidiu procurar trabalho como enfermeira para ajudar na luta contra o vírus.

“Eu tenho dez anos de experiência como enfermeira e como fisioterapeuta, eu posso ajudar e eu gostaria de ajudar esse país que tanto me ajudou”, afirmou ela, que contatou dois dos principais hospitais de Estrasburgo e uma casa de repouso.

Todos lhe perguntaram se ela poderia começar no dia seguinte a trabalhar. Porém, ao saberem que ela não tem documentos, não deram mais retorno.

“Eu vi no Facebook que todos que quisessem entrar em contato com a Presidência, com Brigitte Macron ou com Emmanuel Macron, poderiam escrever uma mensagem”, conta ela. “Eu decidi escrever para Brigitte, pedindo que ela me autorizasse a trabalhar nessa epidemia.”

No site do Palácio do Eliseu, um formulário é disponibilizado online para aqueles que queiram entrar em contato com a primeira dama ou com o presidente. Ao informar seus dados pessoais e motivo do contato, a pessoa recebe uma mensagem automática confirmando o recebimento.

Em mensagem enviada pelo site do Palacio do Eliseu enfermeira conta à primeira-dama que dois hospitais a aceitaram, mas que devido à falta de documentos, ela não pode começar a trabalhar. (Foto: Esma Mahdi/Arquivo Pessoal)

Esma mostrou ao MigraMundo a resposta que obteve: “Você entrou em contato com a presidência da República, por favor clique no link para confirmar a sua mensagem. Nós entraremos em contato no melhor prazo”, afirma a mensagem recebida no último dia 9 de abril, antes da Páscoa.

“Eu não tive mais nenhuma resposta até agora, talvez seja por causa da Páscoa”, afirma Esma.

Veja abaixo a tradução livre para o português da mensagem enviada à primeira-dama francesa:

Bom dia, senhora Brigitte Macron, eu lhe escrevo porque eu gostaria de trabalhar na minha profissão como enfermeira, mas eu não posso porque desde que eu cheguei à Estrasburgo, há mais de quatro anos,  eu vivo com a minha família sem ter uma situação estável: eu espero até hoje a regularização no trinbunal. Eu tenho um diploma universitário de enfermeira, mas é um diploma sérvio. Atualmente, eu trabalho como voluntária na escola de meu filho.

Com muito respeito pela senhora, espero que a senhora possa me dar um retorno positivo.

Quatro anos de respostas negativas

Após ter saído da Sérvia por conta da discriminação sofrida por seu filho, que nasceu com problema motor, ela o filho e o marido vieram para a França, onde pediram asilo.

O pedido, no entanto, foi negado. Esma então pediu um título de residência por motivo de saúde, alegando que o seu filho, com então quatro anos, precisava de tratamento que não existia no país natal.

Na época, o filho já tinha sido operado da mão duas vezes na França. Esse pedido também foi negado.

Atualmente, ela e a família, após viveram por quatro meses em um quarto em um hotel, estão alojados em uma residência social por uma associação que acompanha migrantes na cidade de Estrasburgo. A família entrou com um pedido para serem regularizados no tribunal de Nancy (cidade próxima à Estrasburgo).

Mobilização política

Esma não é a única imigrante indocumentada com desejo de ajudar a França, apesar das negativas quanto aos pedidos de asilo.

Também no último dia 9, um grupo de 117 parlamentares da Assembleia Nacional (o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), pediu por carta ao primeiro-ministro, Edouard Phillipe, a regularização de todos os imigrantes indocumentados em solo francês.

Na carta, os deputados e deputadas (leia aqui na íntegra, em francês) citam o exemplo de Portugal, que regularizou os imigrantes com pedidos de residência pendentes como uma das formas de ajudar no combate à pandemia.

Os parlamentares defendem a ideia de que, uma vez regularizados, os migrantes estariam mais protegidos contra o vírus e teriam mais facilmente acesso à saúde e à moradia. Assim, não só eles, mas a população local como um todo também seria protegida.

Um dos signatários da carta, o deputado francês François-Michel Lambert, gravou um vídeo no Facebook no qual afirmou que “grande número de mensagens de pessoas angustiadas, em situação precária que tinham dificuldades durante a epidemia de coronavírus .”

O deputado diz que as mensagens também vêm de migrantes que querem servir “e ser úteis à França nesse momento de epidemia.”

https://www.facebook.com/watch/?v=315319409435121

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Brasileiro que já foi imigrante mobiliza doações para imigrantes em situação vulnerável em SC

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Doações arrecadadas por Fernando Castro e amigos, entregues para imigrantes em situação vulnerável em Brusque (SC)
Doações arrecadadas por Fernando Castro e amigos, entregues para imigrantes em situação vulnerável em Brusque (SC). (Foto: Arquivo pessoal)

A experiência como imigrante na Espanha deixou marcas no hoje estudante de Direito Fernando Santana de Castro, 35. Essa experiência é um dos motivadores de uma campanha que ele vem ajudando a mobilizar em prol de imigrantes que vivem em situação vulnerável em Brusque (SC), onde reside desde 2017.

Após quase dez anos em solo europeu, Castro teve de voltar ao Brasil no final de 2013, devido a uma crise que custou seu emprego. Com a suspensão de atividades em razão da pandemia de coronavírus, muitos imigrantes perderam trabalho e renda, o que torna a situação ainda mais complicada do que a vivida pelo estudante.

“Conheço as limitações de um imigrante, conheço suas necessidades e suas fraquezas. Estar longe de casa é pior que todos os sofrimentos”, recorda ele, que ainda vive como migrante, longe de sua terra natal — ele nasceu em Cáceres (MT).

A campanha

Já em Brusque, Castro se tornou voluntário do projeto Proteção e Auxílio aos Refugiados, uma atividade de extensão do Centro Universitário de Brusque (Unifebe), onde cursa atualmente o quarto ano de Direito. Com a suspensão das aulas e de outras atividades devido ao coronavírus, decidiu iniciar a campanha de forma independente.

Desde o último dia 7 de abril, cerca de 200 imigrantes, de países como Haiti e Venezuela, têm sido beneficiados por entregas semanais de cestas básicas. Também ocorreram outras entregas nos dias 14 e 21.

Em todo o processo ele conta com a ajuda de amigos e demais colaboradores — desde a arrecadação e montagem das cestas à entrega em mãos a seus destinatários.

“É como uma grande união de forças”, resume o estudante de Direito.

Também de forma voluntária, colaboram colegas e professores da Unifebe, servidores da Comarca de Brusque e policiais civis —Castro é estagiário da delegacia civil da cidade.

Uma nova ação está prevista para esta sexta-feira, feriado de 1º de maio. Para colaborar, basta fazer contato pelo celular (47) 99794-9249 (também WhatsApp).


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Vídeo mostra como fazer saque do auxílio emergencial a partir do app Caixa TEM

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Solicitantes do auxílio emergencial — incluindo imigrantes e refugiados, independente da situação migratória — que tiveram contas digitais abertas na Caixa Econômica Federal têm a opção de sacar em dinheiro o benefício.

A opção vale para os beneficiários que tiveram contas abertas junto à Caixa para recebimento do auxílio emergencial. Para isso, é necessário o uso do aplicativo Caixa TEM, por onde essa conta digital é movimentada.

O canal da Caixa no YouTube conta com um vídeo que explica como deve ser realizada a operação de saque. O portal Valor Investe também publicou um tutorial em texto, que pode ser acessado aqui.

Em suma, o usuário vai usar o aplicativo para gerar um código de seis dígitos. É com esse número, que tem validade de duas horas, que será possível fazer o saque no caixa eletrônico, ou pedir o saque em uma casa lotérica e correspondentes bancários da Caixa.

Caso ultrapasse esse tempo, é necessário gerar um novo código no aplicativo para realizar o saque.

Vale lembrar que as operações presenciais devem ser evitadas, como forma de prevenção. Caso seja necessário ir à rua, utilize máscara no rosto, higienize as mãos com álcool gel e evite aglomerações, entre outras recomendações.

Também vale lembrar que o aplicativo da Caixa tem apresentado erros de funcionamento devido à alta demanda.

O que é o auxílio emergencial

Criado para atenuar os efeitos do isolamento social imposto para frear a disseminação do coronavírus, o auxílio consiste em três parcelas de R$ 600, pagas de acordo com calendário definido pela Caixa Econômica Federal.

Qualquer pessoa que se enquadre nos critérios definidos pelo governo pode solicitar o auxílio emergencial, inclusive imigrantes e refugiados — independente da situação migratória.

Na última semana, A divisão paulista da DPU (Defensoria Pública da União) divulgou um ofício para ser utilizado em caso de dificuldades com pagamento de auxílio-emergencial para migrantes sem documentos de identificação brasileiros ou com prazos de validade vencidos.  O documento lembra ainda que a negação do benefício “caracteriza violação ao direito do/a imigrante à assistência social”

A partir das duas lives já promovidas pelo MigraMundo, em parceria com a Missão Paz e a DPU (Defensoria Pública da União), foram elaboradas respostas a algumas das perguntas mais frequentes a respeito do acesso de imigrantes ao benefício (clique aqui para acessar o material).

Questões específicas podem ser enviadas para o e-mail juridico@missaonspaz.org .


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