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quinta-feira, maio 7, 2026
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Pedido de vista adia aprovação da Lei de Migração em comissão da Câmara

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Entidades enfatizam necessidade de mobilização; FSMM deve ser ponto de partida

Por Rodrigo Borges Delfim
Colaboração de Erica Suelen de Souza
De Brasília (DF)

A expectativa era grande, mas foi adiada a votação da Lei de Migração na comissão especial da Câmara dos Deputados. Os parlamentares presentes decidiram por um pedido coletivo de vistas do Projeto de Lei 2516/2015, levando a decisão sobre o PL para a próxima reunião ordinária da comissão.

O resultado frustrou entidades da sociedade civil que marcaram presença na sessão, já que havia a expectativa de que a sessão de hoje aprovasse o projeto, deixando ele pronto para ir ao plenário da Câmara.

“Seria um passo simbólico, especialmente considerando o momento atual, às vésperas do Fórum Social Mundial de Migrações. O projeto apresentado pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP), em formato de substitutivo, acolhe várias das propostas feitas pela sociedade civil e avança em relação ao projeto que saiu do Senado. O risco é chegar ao recesso parlamentar sem dar esse passo importante na Câmara”, afirmou Pétalla Brandão, da Conectas Direitos Humanos.

A sessão foi iniciada pela presidente da comissão, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP), que logo passou para Orlando, o relator,  que deu parecer favorável ao PL. No entanto, objeções especialmente de setores ligados à Polícia Federal levaram ao pedido de vista por alguns dos deputados da comissão. Também haviam queixas de setores ligados à bancada evangélica que questionam a presença das questões de gênero no PL, entre outros pontos. Ao final, Bruna declarou o pedido de vista coletivo da comissão e agendou a próxima reunião ordinária para 13 de julho, em local a definir na Câmara.

Para Flávio Werneck Meneguelli, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipoldf), não se pode perder de vista questões de soberania, embora ele diga ver com bons olhos uma lei que tenha uma visão mais humana sobre o migrante. “Para a Federação, que representa aqueles que lidam diretamente com o migrante, a visão é de que a lei precisa de ajustes pontuais para que não hajam excessos para os quais o PL deixou um brecha ou outra. Estamos em contato com o relator para apresentar a visão de quem realmente trabalha com a imigração. São pontos pequenos, como o que trata de deportação e extradição. E também precisamos ver o lado do trabalhador [o agente federal] na questão da migração, para que haja um equilíbrio o direito que quem tá imigrando e a questão da soberania”.

Próximos passos

Apesar do adiamento da votação, Orlando mantém otimismo em relação ao projeto. “O texto final é fruto de dezenas de audiências públicas, de vistas técnicas, de contatos com autoridades, sociedade civil, entre outros. Nós esperamos na próxima reunião discutir o projeto e votá-lo. Eventuais ajustes podem ser feitos já no plenário, mas a expectativa é votar na comissão ainda antes do recesso parlamentar”, diz o relator.

Já para Pétalla, é preciso intensificar os esforços de advocacy para sensibilizar os parlamentares sobre a importância de se aprovar o PL, assim como mobilizar os próprios imigrantes. “É preciso que a gente consiga sair da comissão especial e levar esse projeto adiante, além de evitar possíveis retrocessos. Vamos fazer mobilizações juntos aos parlamentares nas próximas semanas. E no dia da votação seria importante uma maior presença popular em apoio a esse projeto”.

Também devem acontecer mobilizações por parte das entidades envolvidas no advocacy em relação à lei já no Fórum Social Mundial de Migrações, que começa nesta quinta em São Paulo.

Pedido de vista adia aprovação da Lei de Migração em comissão da Câmara

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Entidades enfatizam necessidade de mobilização; FSMM deve ser ponto de partida

Por Rodrigo Borges Delfim
Colaboração de Erica Suelen de Souza
De Brasília (DF)

A expectativa era grande, mas foi adiada a votação da Lei de Migração na comissão especial da Câmara dos Deputados. Os parlamentares presentes decidiram por um pedido coletivo de vistas do Projeto de Lei 2516/2015, levando a decisão sobre o PL para a próxima reunião ordinária da comissão.

O resultado frustrou entidades da sociedade civil que marcaram presença na sessão, já que havia a expectativa de que a sessão de hoje aprovasse o projeto, deixando ele pronto para ir ao plenário da Câmara.

“Seria um passo simbólico, especialmente considerando o momento atual, às vésperas do Fórum Social Mundial de Migrações. O projeto apresentado pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP), em formato de substitutivo, acolhe várias das propostas feitas pela sociedade civil e avança em relação ao projeto que saiu do Senado. O risco é chegar ao recesso parlamentar sem dar esse passo importante na Câmara”, afirmou Pétalla Brandão, da Conectas Direitos Humanos.

A sessão foi iniciada pela presidente da comissão, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP), que logo passou para Orlando, o relator,  que deu parecer favorável ao PL. No entanto, objeções especialmente de setores ligados à Polícia Federal levaram ao pedido de vista por alguns dos deputados da comissão. Também haviam queixas de setores ligados à bancada evangélica que questionam a presença das questões de gênero no PL, entre outros pontos. Ao final, Bruna declarou o pedido de vista coletivo da comissão e agendou a próxima reunião ordinária para 13 de julho, em local a definir na Câmara.

Para Flávio Werneck Meneguelli, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipoldf), não se pode perder de vista questões de soberania, embora ele diga ver com bons olhos uma lei que tenha uma visão mais humana sobre o migrante. “Para a Federação, que representa aqueles que lidam diretamente com o migrante, a visão é de que a lei precisa de ajustes pontuais para que não hajam excessos para os quais o PL deixou um brecha ou outra. Estamos em contato com o relator para apresentar a visão de quem realmente trabalha com a imigração. São pontos pequenos, como o que trata de deportação e extradição. E também precisamos ver o lado do trabalhador [o agente federal] na questão da migração, para que haja um equilíbrio o direito que quem tá imigrando e a questão da soberania”.

Próximos passos

Apesar do adiamento da votação, Orlando mantém otimismo em relação ao projeto. “O texto final é fruto de dezenas de audiências públicas, de vistas técnicas, de contatos com autoridades, sociedade civil, entre outros. Nós esperamos na próxima reunião discutir o projeto e votá-lo. Eventuais ajustes podem ser feitos já no plenário, mas a expectativa é votar na comissão ainda antes do recesso parlamentar”, diz o relator.

Já para Pétalla, é preciso intensificar os esforços de advocacy para sensibilizar os parlamentares sobre a importância de se aprovar o PL, assim como mobilizar os próprios imigrantes. “É preciso que a gente consiga sair da comissão especial e levar esse projeto adiante, além de evitar possíveis retrocessos. Vamos fazer mobilizações juntos aos parlamentares nas próximas semanas. E no dia da votação seria importante uma maior presença popular em apoio a esse projeto”.

Também devem acontecer mobilizações por parte das entidades envolvidas no advocacy em relação à lei já no Fórum Social Mundial de Migrações, que começa nesta quinta em São Paulo.

Pedido de vista adia aprovação da Lei de Migração em comissão da Câmara

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Entidades enfatizam necessidade de mobilização; FSMM deve ser ponto de partida

Por Rodrigo Borges Delfim
Colaboração de Erica Suelen de Souza
De Brasília (DF)

A expectativa era grande, mas foi adiada a votação da Lei de Migração na comissão especial da Câmara dos Deputados. Os parlamentares presentes decidiram por um pedido coletivo de vistas do Projeto de Lei 2516/2015, levando a decisão sobre o PL para a próxima reunião ordinária da comissão.

O resultado frustrou entidades da sociedade civil que marcaram presença na sessão, já que havia a expectativa de que a sessão de hoje aprovasse o projeto, deixando ele pronto para ir ao plenário da Câmara.

“Seria um passo simbólico, especialmente considerando o momento atual, às vésperas do Fórum Social Mundial de Migrações. O projeto apresentado pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP), em formato de substitutivo, acolhe várias das propostas feitas pela sociedade civil e avança em relação ao projeto que saiu do Senado. O risco é chegar ao recesso parlamentar sem dar esse passo importante na Câmara”, afirmou Pétalla Brandão, da Conectas Direitos Humanos.

A sessão foi iniciada pela presidente da comissão, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP), que logo passou para Orlando, o relator,  que deu parecer favorável ao PL. No entanto, objeções especialmente de setores ligados à Polícia Federal levaram ao pedido de vista por alguns dos deputados da comissão. Também haviam queixas de setores ligados à bancada evangélica que questionam a presença das questões de gênero no PL, entre outros pontos. Ao final, Bruna declarou o pedido de vista coletivo da comissão e agendou a próxima reunião ordinária para 13 de julho, em local a definir na Câmara.

Para Flávio Werneck Meneguelli, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipoldf), não se pode perder de vista questões de soberania, embora ele diga ver com bons olhos uma lei que tenha uma visão mais humana sobre o migrante. “Para a Federação, que representa aqueles que lidam diretamente com o migrante, a visão é de que a lei precisa de ajustes pontuais para que não hajam excessos para os quais o PL deixou um brecha ou outra. Estamos em contato com o relator para apresentar a visão de quem realmente trabalha com a imigração. São pontos pequenos, como o que trata de deportação e extradição. E também precisamos ver o lado do trabalhador [o agente federal] na questão da migração, para que haja um equilíbrio o direito que quem tá imigrando e a questão da soberania”.

Próximos passos

Apesar do adiamento da votação, Orlando mantém otimismo em relação ao projeto. “O texto final é fruto de dezenas de audiências públicas, de vistas técnicas, de contatos com autoridades, sociedade civil, entre outros. Nós esperamos na próxima reunião discutir o projeto e votá-lo. Eventuais ajustes podem ser feitos já no plenário, mas a expectativa é votar na comissão ainda antes do recesso parlamentar”, diz o relator.

Já para Pétalla, é preciso intensificar os esforços de advocacy para sensibilizar os parlamentares sobre a importância de se aprovar o PL, assim como mobilizar os próprios imigrantes. “É preciso que a gente consiga sair da comissão especial e levar esse projeto adiante, além de evitar possíveis retrocessos. Vamos fazer mobilizações juntos aos parlamentares nas próximas semanas. E no dia da votação seria importante uma maior presença popular em apoio a esse projeto”.

Também devem acontecer mobilizações por parte das entidades envolvidas no advocacy em relação à lei já no Fórum Social Mundial de Migrações, que começa nesta quinta em São Paulo.

Pedido de vista adia aprovação da Lei de Migração em comissão da Câmara

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Entidades enfatizam necessidade de mobilização; FSMM deve ser ponto de partida

Por Rodrigo Borges Delfim
Colaboração de Erica Suelen de Souza
De Brasília (DF)

A expectativa era grande, mas foi adiada a votação da Lei de Migração na comissão especial da Câmara dos Deputados. Os parlamentares presentes decidiram por um pedido coletivo de vistas do Projeto de Lei 2516/2015, levando a decisão sobre o PL para a próxima reunião ordinária da comissão.

O resultado frustrou entidades da sociedade civil que marcaram presença na sessão, já que havia a expectativa de que a sessão de hoje aprovasse o projeto, deixando ele pronto para ir ao plenário da Câmara.

“Seria um passo simbólico, especialmente considerando o momento atual, às vésperas do Fórum Social Mundial de Migrações. O projeto apresentado pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP), em formato de substitutivo, acolhe várias das propostas feitas pela sociedade civil e avança em relação ao projeto que saiu do Senado. O risco é chegar ao recesso parlamentar sem dar esse passo importante na Câmara”, afirmou Pétalla Brandão, da Conectas Direitos Humanos.

A sessão foi iniciada pela presidente da comissão, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP), que logo passou para Orlando, o relator,  que deu parecer favorável ao PL. No entanto, objeções especialmente de setores ligados à Polícia Federal levaram ao pedido de vista por alguns dos deputados da comissão. Também haviam queixas de setores ligados à bancada evangélica que questionam a presença das questões de gênero no PL, entre outros pontos. Ao final, Bruna declarou o pedido de vista coletivo da comissão e agendou a próxima reunião ordinária para 13 de julho, em local a definir na Câmara.

Para Flávio Werneck Meneguelli, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipoldf), não se pode perder de vista questões de soberania, embora ele diga ver com bons olhos uma lei que tenha uma visão mais humana sobre o migrante. “Para a Federação, que representa aqueles que lidam diretamente com o migrante, a visão é de que a lei precisa de ajustes pontuais para que não hajam excessos para os quais o PL deixou um brecha ou outra. Estamos em contato com o relator para apresentar a visão de quem realmente trabalha com a imigração. São pontos pequenos, como o que trata de deportação e extradição. E também precisamos ver o lado do trabalhador [o agente federal] na questão da migração, para que haja um equilíbrio o direito que quem tá imigrando e a questão da soberania”.

Próximos passos

Apesar do adiamento da votação, Orlando mantém otimismo em relação ao projeto. “O texto final é fruto de dezenas de audiências públicas, de vistas técnicas, de contatos com autoridades, sociedade civil, entre outros. Nós esperamos na próxima reunião discutir o projeto e votá-lo. Eventuais ajustes podem ser feitos já no plenário, mas a expectativa é votar na comissão ainda antes do recesso parlamentar”, diz o relator.

Já para Pétalla, é preciso intensificar os esforços de advocacy para sensibilizar os parlamentares sobre a importância de se aprovar o PL, assim como mobilizar os próprios imigrantes. “É preciso que a gente consiga sair da comissão especial e levar esse projeto adiante, além de evitar possíveis retrocessos. Vamos fazer mobilizações juntos aos parlamentares nas próximas semanas. E no dia da votação seria importante uma maior presença popular em apoio a esse projeto”.

Também devem acontecer mobilizações por parte das entidades envolvidas no advocacy em relação à lei já no Fórum Social Mundial de Migrações, que começa nesta quinta em São Paulo.

Artistas e coletivos migrantes de São Paulo poderão levar demandas à Secretaria de Cultura; saiba como

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Galeria Olido, em São Paulo, onde fica a Secretaria Municipal de Cultura. Crédito: SPTrans

A Coordenação de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo articulou um bate-papo com a Secretaria Municipal de Cultura para conversar com os coletivos e agentes culturais imigrantes que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos culturais na cidade.

A ideia do encontro é que a a pasta de Cultura conheça as críticas, sugestões e reivindicações específicas da cena migrante. Ele vai acontecer no próximo dia 11 de julho, a partir das 18h30, nas instalações da própria secretaria, que fica na Galeria Olido – avenida São João, 473, Centro.

O evento é aberto, mas é preciso enviar confirmação de presença para o email vivianaivon@prefeitura.sp.gov.br

As pautas pré-definidas são:

-Apresentação do trabalho da Secretaria de Cultura: programas, equipamentos, ações, e como os imigrantes podem ser inseridos neles e quais são os caminhos para isso;

– Programas VAI I e II 2016: devolutiva sobre alguns pontos principais, de alguns projetos inscritos que não foram contemplados;

– Apresentação dos diversos coletivos e agentes imigrantes, demandas e realidades especificas.

Memória

Em outubro de 2013, o MigraMundo acompanhou um diálogo entre migrantes e a Secretaria Municipal de Cultura, também mediado pela então recém-criada Coordenação de Políticas para Migrantes. E o encontro, que aconteceu no Centro Cultural São Paulo (CCSP), foi uma amostra do tamanho do desafio diante tanto das autoridades como dos próprios migrantes (veja mais aqui).

Dentre as diversas reivindicações dos migrantes na época, estavam: a inclusão de manifestações migrantes durante a Virada Cultural; reconhecimento das rádios comunitárias; formas de apoio às mídias migrantes; permissão para realizar atividades culturais nas escolas; inclusão dos festivais e eventos migrantes em geral no Calendário Cultural de São Paulo; espaços para exposições artísticas em geral, entre outros.

Apresentação de tinkus, tradicional dança boliviana, durante roda de conversa da Secretaria de Cultura com imigrantes (out.2013) Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Apresentação de tinkus, tradicional dança boliviana, durante roda de conversa da Secretaria de Cultura com imigrantes (out.2013)
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Reunião de Artistas, Coletivos e Agentes culturais imigrantes com a Secretaria de Cultura e a Coordenação de Políticas para Migrantes
Data e hora: 11 de julho, a partir das 18h30
Local: Secretaria Municipal de Cultura – Avenida São João, 473 – Centro (andar a definir) – São Paulo (SP)
Entrada: livre (necessita confirmação de presença para o email vivianaivon@prefeitura.sp.gov.br

 

Em “esquenta” para o FSMM, dança e música boliviana tomam conta da av. Paulista

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Grupos bolivianos mostraram a cultura do país na avenida Paulista. Crédito: Eva Bella/MigraMundo

A avenida Paulista, que vira área de lazer aos domingos, ganhou cores e ritmos novos neste último final de semana. O Grupo Folklorico Kantuta Bolívia levou um pouco da música e da dança boliviana para a via mais famosa de São Paulo.

A atividade faz parte do “esquenta” para o Fórum Social Mundial de Migrações (FSMM), que começa nesta quinta (7) na capital paulista, mais exatamente na Faculdade Zumbi dos Palmares – próxima à estação Armênia do metrô. A organização do Fórum espera que cerca de 3.000 pessoas de todo o mundo estarão presentes no evento.

“O nosso objetivo hoje aqui na Avenida Paulista é mostrar para a cidade de São Paulo que os imigrantes estão na cidade, que eles contribuem para a cidade de São Paulo”, ressaltou o coordenador técnico do Fórum, Paulo Illes, em entrevista à Agência Brasil.

Para a estudante de gastronomia Debora Romero, 18, nascida no Brasil e filha de bolivianos, integrar o desfile foi uma oportunidade ímpar de mostrar a cultura boliviana para os brasileiros. “Os brasileiros nos incentivavam, foi lindo e único. Temos de lutar pelo que queremos, valorizar nossa cultura”.

Na ala masculina estava o namorado, o estudante de mecatrônica Juan Pablo Candia, 22, boliviano de La Paz, que também ressaltou a oportunidade de mostrar uma Bolívia diferente do que é pregado pelos estereótipos. “Ficamos muito feliz de mostrar quem somos, porque infelizmente muitas pessoas tem um ideia errada de nós. Espero que barreiras possam ser quebradas com isso.”

Grupos folclóricos bolivianos agitaram a avenida Paulista. Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Grupos folclóricos bolivianos agitaram a avenida Paulista.
Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Segundo dados da SPTuris divulgados recentemente, a Bolívia seria a segunda nacionalidade migrante mais numerosa em São Paulo (cerca de 60 mil pessoas), atrás apenas de Portugal – os números incluem apenas imigrantes documentados. No entanto, a própria comunidade estima que a população boliviana na capital paulista deve ser maior.

Esquentando os motores

Além da apresentação na avenida Paulista, outras atividades têm sido promovidas nas últimas semanas tanto pelo comitê organizador do Fórum como por outros grupos com atuação na temática migratória.

Uma delas foi a mostra TAÍ (Território Artístico Imigrante), que promoveu apresentações de música e dança, além de cinedebates em torno das migrações, a partir de filmes brasileiros e de outros países. A ação, que foi de 4 de junho a 2 de julho em São Paulo, foi organizada pelos coletivos Visto Permanente e Coletivo Digital (veja mais aqui).

Com informações da Agência Brasil e Bolívia Cultural